Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Para quê ser forte e destemida
se no fundo sou fraca
não consigo arranjar uma saída
cada vez que a tristeza me ataca.
Quero ser livre para voar
nesta noite acesa
gostava de conseguir parar
essa tua destreza.
Esta pétala que caiu no chão
é uma lágrima caida do teu rosto
é como um relâmpago aceso no meu coração
que me causa um grande desgosto.
Queria ter a agilidade desta pena a pousar
neste tom suave prateado
num fino corte que está a sangrar
mas que dói mais por não estares a meu lado.
Inês Marques, 9ºD
se no fundo sou fraca
não consigo arranjar uma saída
cada vez que a tristeza me ataca.
Quero ser livre para voar
nesta noite acesa
gostava de conseguir parar
essa tua destreza.
Esta pétala que caiu no chão
é uma lágrima caida do teu rosto
é como um relâmpago aceso no meu coração
que me causa um grande desgosto.
Queria ter a agilidade desta pena a pousar
neste tom suave prateado
num fino corte que está a sangrar
mas que dói mais por não estares a meu lado.
Inês Marques, 9ºD
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Noutra Vida
Foste outrora
O meu único companheiro
Tudo o que para mim importava.
Foste outrora
Um amigo e um pai
Mas depois,
o meu Mundo desabou...
Quem dera que pudesses
De novo estar aqui
Quem dera que pudesse
Ter-te por perto.
Às vezes parece
Que se conseguisse sonhar
Tu voltarias para mim.
Quem dera de novo
Ouvir a tua voz Mas sei que nunca ouvirei,
E sonhar contigo
Naõ me ajuda a fazer
Tudo o que sempre sonhei...
Passo por sinos,
Anjos em pedra
Frios e monumentais
Parecendo,para ti,
Companhias nada ideais...
Demasiados anos
Retendo lágrimas,
Porque não pode o passado
Limitar-se a morrer?
Tenta perdoar
Ensina-me a viver
Dá-me forças para lutar.
Não mais recordações
Não mais choros em silêncio
Não mais olhares saudosos,
Para os anos perdidos...
Ajuda-me a dizer ADEUS.
K.R.
O meu único companheiro
Tudo o que para mim importava.
Foste outrora
Um amigo e um pai
Mas depois,
o meu Mundo desabou...
Quem dera que pudesses
De novo estar aqui
Quem dera que pudesse
Ter-te por perto.
Às vezes parece
Que se conseguisse sonhar
Tu voltarias para mim.
Quem dera de novo
Ouvir a tua voz Mas sei que nunca ouvirei,
E sonhar contigo
Naõ me ajuda a fazer
Tudo o que sempre sonhei...
Passo por sinos,
Anjos em pedra
Frios e monumentais
Parecendo,para ti,
Companhias nada ideais...
Demasiados anos
Retendo lágrimas,
Porque não pode o passado
Limitar-se a morrer?
Tenta perdoar
Ensina-me a viver
Dá-me forças para lutar.
Não mais recordações
Não mais choros em silêncio
Não mais olhares saudosos,
Para os anos perdidos...
Ajuda-me a dizer ADEUS.
K.R.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Poema de Natal
Fui ver ao dicionário de sinónimos
A palavra mais bela sem igual
Perfeita como a nave dos Jerónimos...
E o dicionário disse-me NATAL.
Perguntei aos poetas que releio:
Gabriela, Régio, Goethe, Poe, Quental,
Lorca, Olegário... e a resposta veio:
Christmas... Noel... Natividad...Natal...
Interroguei o firmamento todo!
Cobras, formigas, pássaros, chacal!
O aço em chispa, o «pipe-line», o lodo!
E a voz das coisas respondeu NATAL.
Cânticos, sinos, lágrimas e versos:
Um N, um A, um T, um A, um L...
Perguntei a mim próprio e fiquei mudo...
Qual a mais bela das palavras, qual?
Para que perguntar se tudo, tudo,
Diz Natal, diz Natal, e diz Natal?!
Adolfo Simões Muller
A palavra mais bela sem igual
Perfeita como a nave dos Jerónimos...
E o dicionário disse-me NATAL.
Perguntei aos poetas que releio:
Gabriela, Régio, Goethe, Poe, Quental,
Lorca, Olegário... e a resposta veio:
Christmas... Noel... Natividad...Natal...
Interroguei o firmamento todo!
Cobras, formigas, pássaros, chacal!
O aço em chispa, o «pipe-line», o lodo!
E a voz das coisas respondeu NATAL.
Cânticos, sinos, lágrimas e versos:
Um N, um A, um T, um A, um L...
Perguntei a mim próprio e fiquei mudo...
Qual a mais bela das palavras, qual?
Para que perguntar se tudo, tudo,
Diz Natal, diz Natal, e diz Natal?!
Adolfo Simões Muller
A Lua foi ao Cinema
"A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!"
Paulo Leminski (Brasil)
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!"
Paulo Leminski (Brasil)
Tema da Semana: Conferência de Copenhaga - Poesia para enfrentar os problemas do mundo real
“A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009, também chamada Conferência de Copenhague ou Cimeira de Copenhaga (oficialmente United Nations Climate Change Conference ou COP15) irá realizar-se entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, em Copenhaga, Dinamarca. Esta cimeira, organizada pelas Nações Unidas, pretende reunir os lideres mundiais para discutir como reagir às mudanças climáticas actuais. É a 15ª conferência realizada pela UNCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).” Informações colhidas em Wikipédia
Sobre este tema tão importante para a nossa sobrevivência (e qualidade de vida) do qual nenhum de nós pode ficar alheado, gostávamos de partilhar com todos os que passam por aqui as palavras da canção Espelho de Água, de Paulo Gonzo.
Esta canção foi a «banda sonora» de uma das últimas campanhas da EDP dirigidas ao público em geral e protagonista de um concerto debaixo de água.
Se analisarmos as sua palavras, compreendemos que a mensagem do poeta-cantor se dirige a todos nós, nos pequenos gestos diários.
Vale a pena ver o vídeo, que também aqui disponibilizamos.
Esperamos que, nesta época de Natal, Fim de Ano e balanços de comportamentos, um dos votos para o ano de 2010, seja que cada um de nós se lembre de todos nós nos pequenos gestos diários, como escreveu e cantou o poeta.
"Espelho de Água – Paulo Gonzo
Olhos bem abertos, percorro a paisagem
E guardo o que vejo, para sempre, uma clara imagem
Um manto imenso de água, um pingo move o mundo,
Corrente forte exacta, de um azul quase profundo,
Um sopro de ar, faz girar, o mundo melhor,
Raio de sol, luz maior, para partilhar,
O espelho nunca mente, fiel como ninguém,
Faz da vida, paixão energia, que toca sempre mais
alguém,
Refrão
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Eu sei, que gestos banais, parecem pouco, mas talvez sejam fundamentais,
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso
afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor, vai."
Sobre este tema tão importante para a nossa sobrevivência (e qualidade de vida) do qual nenhum de nós pode ficar alheado, gostávamos de partilhar com todos os que passam por aqui as palavras da canção Espelho de Água, de Paulo Gonzo.
Esta canção foi a «banda sonora» de uma das últimas campanhas da EDP dirigidas ao público em geral e protagonista de um concerto debaixo de água.
Se analisarmos as sua palavras, compreendemos que a mensagem do poeta-cantor se dirige a todos nós, nos pequenos gestos diários.
Vale a pena ver o vídeo, que também aqui disponibilizamos.
Esperamos que, nesta época de Natal, Fim de Ano e balanços de comportamentos, um dos votos para o ano de 2010, seja que cada um de nós se lembre de todos nós nos pequenos gestos diários, como escreveu e cantou o poeta.
"Espelho de Água – Paulo Gonzo
Olhos bem abertos, percorro a paisagem
E guardo o que vejo, para sempre, uma clara imagem
Um manto imenso de água, um pingo move o mundo,
Corrente forte exacta, de um azul quase profundo,
Um sopro de ar, faz girar, o mundo melhor,
Raio de sol, luz maior, para partilhar,
O espelho nunca mente, fiel como ninguém,
Faz da vida, paixão energia, que toca sempre mais
alguém,
Refrão
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Eu sei, que gestos banais, parecem pouco, mas talvez sejam fundamentais,
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso
afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor, vai."
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