um anjo sem asas
uma pétala sem flor
um sol sem brilho
uma pintura sem cor
sou assim eu
quando não estás ao pé de mim
sinto-me incompleta
sou mesmo assim
não compreendo tamanho sentimento
quando estou ao pé de ti
quero sentir o momento
a ti e a mim
quem sou, quem és tu
um só talvez
não compreendo nada disto
diz-me uma só vez
então despeço-me assim
de ti não sei
mas dos que estão a ler
um anónimo serei
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Para quê ser forte e destemida
se no fundo sou fraca
não consigo arranjar uma saída
cada vez que a tristeza me ataca.
Quero ser livre para voar
nesta noite acesa
gostava de conseguir parar
essa tua destreza.
Esta pétala que caiu no chão
é uma lágrima caida do teu rosto
é como um relâmpago aceso no meu coração
que me causa um grande desgosto.
Queria ter a agilidade desta pena a pousar
neste tom suave prateado
num fino corte que está a sangrar
mas que dói mais por não estares a meu lado.
Inês Marques, 9ºD
se no fundo sou fraca
não consigo arranjar uma saída
cada vez que a tristeza me ataca.
Quero ser livre para voar
nesta noite acesa
gostava de conseguir parar
essa tua destreza.
Esta pétala que caiu no chão
é uma lágrima caida do teu rosto
é como um relâmpago aceso no meu coração
que me causa um grande desgosto.
Queria ter a agilidade desta pena a pousar
neste tom suave prateado
num fino corte que está a sangrar
mas que dói mais por não estares a meu lado.
Inês Marques, 9ºD
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Noutra Vida
Foste outrora
O meu único companheiro
Tudo o que para mim importava.
Foste outrora
Um amigo e um pai
Mas depois,
o meu Mundo desabou...
Quem dera que pudesses
De novo estar aqui
Quem dera que pudesse
Ter-te por perto.
Às vezes parece
Que se conseguisse sonhar
Tu voltarias para mim.
Quem dera de novo
Ouvir a tua voz Mas sei que nunca ouvirei,
E sonhar contigo
Naõ me ajuda a fazer
Tudo o que sempre sonhei...
Passo por sinos,
Anjos em pedra
Frios e monumentais
Parecendo,para ti,
Companhias nada ideais...
Demasiados anos
Retendo lágrimas,
Porque não pode o passado
Limitar-se a morrer?
Tenta perdoar
Ensina-me a viver
Dá-me forças para lutar.
Não mais recordações
Não mais choros em silêncio
Não mais olhares saudosos,
Para os anos perdidos...
Ajuda-me a dizer ADEUS.
K.R.
O meu único companheiro
Tudo o que para mim importava.
Foste outrora
Um amigo e um pai
Mas depois,
o meu Mundo desabou...
Quem dera que pudesses
De novo estar aqui
Quem dera que pudesse
Ter-te por perto.
Às vezes parece
Que se conseguisse sonhar
Tu voltarias para mim.
Quem dera de novo
Ouvir a tua voz Mas sei que nunca ouvirei,
E sonhar contigo
Naõ me ajuda a fazer
Tudo o que sempre sonhei...
Passo por sinos,
Anjos em pedra
Frios e monumentais
Parecendo,para ti,
Companhias nada ideais...
Demasiados anos
Retendo lágrimas,
Porque não pode o passado
Limitar-se a morrer?
Tenta perdoar
Ensina-me a viver
Dá-me forças para lutar.
Não mais recordações
Não mais choros em silêncio
Não mais olhares saudosos,
Para os anos perdidos...
Ajuda-me a dizer ADEUS.
K.R.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Poema de Natal
Fui ver ao dicionário de sinónimos
A palavra mais bela sem igual
Perfeita como a nave dos Jerónimos...
E o dicionário disse-me NATAL.
Perguntei aos poetas que releio:
Gabriela, Régio, Goethe, Poe, Quental,
Lorca, Olegário... e a resposta veio:
Christmas... Noel... Natividad...Natal...
Interroguei o firmamento todo!
Cobras, formigas, pássaros, chacal!
O aço em chispa, o «pipe-line», o lodo!
E a voz das coisas respondeu NATAL.
Cânticos, sinos, lágrimas e versos:
Um N, um A, um T, um A, um L...
Perguntei a mim próprio e fiquei mudo...
Qual a mais bela das palavras, qual?
Para que perguntar se tudo, tudo,
Diz Natal, diz Natal, e diz Natal?!
Adolfo Simões Muller
A palavra mais bela sem igual
Perfeita como a nave dos Jerónimos...
E o dicionário disse-me NATAL.
Perguntei aos poetas que releio:
Gabriela, Régio, Goethe, Poe, Quental,
Lorca, Olegário... e a resposta veio:
Christmas... Noel... Natividad...Natal...
Interroguei o firmamento todo!
Cobras, formigas, pássaros, chacal!
O aço em chispa, o «pipe-line», o lodo!
E a voz das coisas respondeu NATAL.
Cânticos, sinos, lágrimas e versos:
Um N, um A, um T, um A, um L...
Perguntei a mim próprio e fiquei mudo...
Qual a mais bela das palavras, qual?
Para que perguntar se tudo, tudo,
Diz Natal, diz Natal, e diz Natal?!
Adolfo Simões Muller
A Lua foi ao Cinema
"A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!"
Paulo Leminski (Brasil)
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!"
Paulo Leminski (Brasil)
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