A poesia é mais que um aglomerado
de palavras, sentimentos e ideias
é uma forma de expressar sem sigificado
para alguns é um dom que lhes corre nas veias.
Há quem escreva por puro divertimento,
e há quem a use para se declarar...
para muitos muitos, escrever versos é uma perda de tempo,
para outros é mais fácil escrever do que falar.
Na poesia a imaginação
não tem limites, nem barreiras...
uns escrevem com o coração,
outros recorrem à fantasia das fadas e sereias.
No mundo há pessoas que usam esta forma de expressar
apenas quando estão tristes e a sofrer,
muitas delas usam-na para desabafar,
pois não têm mais ninguém a quem recorrer.
Inês Marques, 9ºD
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Poema
Escrever um poema
Pode ser um problema
Por isso inventamos,
Um grande estratagema!
Dizem que não tem que rimar,
Mas para ficar giro
Podemos usar a palavra “amar”
Ou “descansar”…
Engraçado, está isto a ficar
Então vamos continuar a trabalhar
Para que o poema
Possamos melhorar!
Afinal…
Não me parece que seja um problema
Escrever um poema
Só temos de seguir o estratagema!
Elsa Silvestre 8ºD nº8
Pode ser um problema
Por isso inventamos,
Um grande estratagema!
Dizem que não tem que rimar,
Mas para ficar giro
Podemos usar a palavra “amar”
Ou “descansar”…
Engraçado, está isto a ficar
Então vamos continuar a trabalhar
Para que o poema
Possamos melhorar!
Afinal…
Não me parece que seja um problema
Escrever um poema
Só temos de seguir o estratagema!
Elsa Silvestre 8ºD nº8
Como nascem as manhãs
"O fundo dos olhos da noite
guarda silêncios.
Esconde na retina
a menina que corre descalça em campo aberto.
Pálpebras cerradas, a noite emudece.
A menina com medo
faz um furo no escuro com a ponta do dedo.
Cai um pingo de luz.
Amanhece."
Flora Fiqueiredo, (poetisa brasileira)
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guarda silêncios.
Esconde na retina
a menina que corre descalça em campo aberto.
Pálpebras cerradas, a noite emudece.
A menina com medo
faz um furo no escuro com a ponta do dedo.
Cai um pingo de luz.
Amanhece."
Flora Fiqueiredo, (poetisa brasileira)
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Plantar uma floresta
Quem planta uma floresta
planta uma festa.
Planta a música e os ninhos,
faz saltar os coelhinhos.
Planta o verde vertical,
verte o verde,
vário o verde vegetal.
Planta o perfume
das seivas e flores,
solta borboletas de todas as cores.
Planta abelhas, planta pinhões
e os piqueniques das excursões.
Planta a cama mais a mesa.
Planta o calor da lareira acesa.
Planta a folha de papel,
a girafa do carrossel.
Planta barcos para navegar,
e a floresta flutua no mar.
Planta carroças para rodar,
muito a floresta vai transportar.
Planta bancos de avenida,
descansa a floresta de tanta corrida.
Planta um pião
na mão de uma criança:
a floresta ri, rodopia e avança.
Luísa Ducla Soares,
A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca, Teorema
planta uma festa.
Planta a música e os ninhos,
faz saltar os coelhinhos.
Planta o verde vertical,
verte o verde,
vário o verde vegetal.
Planta o perfume
das seivas e flores,
solta borboletas de todas as cores.
Planta abelhas, planta pinhões
e os piqueniques das excursões.
Planta a cama mais a mesa.
Planta o calor da lareira acesa.
Planta a folha de papel,
a girafa do carrossel.
Planta barcos para navegar,
e a floresta flutua no mar.
Planta carroças para rodar,
muito a floresta vai transportar.
Planta bancos de avenida,
descansa a floresta de tanta corrida.
Planta um pião
na mão de uma criança:
a floresta ri, rodopia e avança.
Luísa Ducla Soares,
A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca, Teorema
Aprendi
Para ser feliz
muito aprendi.
Para aprender
a sofrer
muito sofri.
Para aprender
o que hoje sei
muito tremi.
E sempre que sofro
aprendo a...
ser feliz
Xana
muito aprendi.
Para aprender
a sofrer
muito sofri.
Para aprender
o que hoje sei
muito tremi.
E sempre que sofro
aprendo a...
ser feliz
Xana
Ao ver-te desvanecer
Ao ver-te desvanecer
tento encontrar forças para lutar
na minha vida entraste sem eu me aperceber
e esta verdade ninguém pode ocultar.
Por entre os caminhos que traçámos
eu sigo sozinha e vejo esta caneta deslizar
ao ritmo dos sentimentos que cruzámos
e ao sabor de cada lágrima que cai no mar.
Peço-te que não fujas mais
e que me mostres o que estás a sentir
os meus dias sem ti são banais
e já não tenho razão de existir.
Uma pétala esvoaça no ar
com o brilho e frecura do amanhecer
no teu rosto vejo o reflexo do meu olhar
mas és tu quem não me quer conhecer.
Nesta noite acesa de luar
saí à rua para te ver
mas desta vez resolveste não brilhar
para meu grande entristecer.
Então vagueio pela noite sem ter direcção
porque apenas te quero encontrar
preciso de ti para voltar a ter inspiração
e para neste caderno me voltar a expressar.
Inês Marques 9ºD
tento encontrar forças para lutar
na minha vida entraste sem eu me aperceber
e esta verdade ninguém pode ocultar.
Por entre os caminhos que traçámos
eu sigo sozinha e vejo esta caneta deslizar
ao ritmo dos sentimentos que cruzámos
e ao sabor de cada lágrima que cai no mar.
Peço-te que não fujas mais
e que me mostres o que estás a sentir
os meus dias sem ti são banais
e já não tenho razão de existir.
Uma pétala esvoaça no ar
com o brilho e frecura do amanhecer
no teu rosto vejo o reflexo do meu olhar
mas és tu quem não me quer conhecer.
Nesta noite acesa de luar
saí à rua para te ver
mas desta vez resolveste não brilhar
para meu grande entristecer.
Então vagueio pela noite sem ter direcção
porque apenas te quero encontrar
preciso de ti para voltar a ter inspiração
e para neste caderno me voltar a expressar.
Inês Marques 9ºD
Por que há estrelas no céu
Foi Deus que criou
A Terra e o céu
E não se enganou
Nem se esqueceu
Não se esqueceu
De nenhum pormenor
O Inverno é frio
E no Verão há calor
Pintou de azul
O céu e o mar
Desenhou a lua
À noite a brilhar!
Com as suas mãos
Moldou o sol
E os seus raios quentes
Vermelhos como um farol!
A Terra era
Uma mistura de cores
A mais bonita de Primavera
A estação das flores!
Era tudo tão perfeito
Todo aquele brilho
Mas havia uma coisa
Que ainda não tinha feito
Mas que grande sarilhão!
De dia…
Tudo tinha luz e cor
Mas à noite…
Nada mais tinha sabor!
Toda aquela magia
Na escuridão mergulhava
Naquele infinito preto
Só a lua brilhava!
Foi então que Deus
Teve uma ideia
Dar companhia à lua
Que à noite vagueia!
Numa panela juntou
Branco, brilho e luz
Vamos saber agora
Aquilo que produz!
Aquelas pontinhas brancas
Deu o nome de estrelas
Foi difícil escolhê-lo
Por serem tão belas!
Colou-as espalhadas
Junto às luas solitárias
Agora fazem-lhe companhia
Na sua rotina diária!
Foi assim que apareceram
As estrelas no céu
Foi Deus que as criou
Mas quem as olha sou eu!
Sofia Aurélio 8º D nº 23
A Terra e o céu
E não se enganou
Nem se esqueceu
Não se esqueceu
De nenhum pormenor
O Inverno é frio
E no Verão há calor
Pintou de azul
O céu e o mar
Desenhou a lua
À noite a brilhar!
Com as suas mãos
Moldou o sol
E os seus raios quentes
Vermelhos como um farol!
A Terra era
Uma mistura de cores
A mais bonita de Primavera
A estação das flores!
Era tudo tão perfeito
Todo aquele brilho
Mas havia uma coisa
Que ainda não tinha feito
Mas que grande sarilhão!
De dia…
Tudo tinha luz e cor
Mas à noite…
Nada mais tinha sabor!
Toda aquela magia
Na escuridão mergulhava
Naquele infinito preto
Só a lua brilhava!
Foi então que Deus
Teve uma ideia
Dar companhia à lua
Que à noite vagueia!
Numa panela juntou
Branco, brilho e luz
Vamos saber agora
Aquilo que produz!
Aquelas pontinhas brancas
Deu o nome de estrelas
Foi difícil escolhê-lo
Por serem tão belas!
Colou-as espalhadas
Junto às luas solitárias
Agora fazem-lhe companhia
Na sua rotina diária!
Foi assim que apareceram
As estrelas no céu
Foi Deus que as criou
Mas quem as olha sou eu!
Sofia Aurélio 8º D nº 23
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