Viver e ser feliz
Viver e amar
Viver como uma imperatriz
Viver como se não houvesse ar!
Vive a vida,
Ao máximo,
Porque vive-la no mínimo
É como a nossa alma
Estivesse a ser contida!
Podemos dizer antes, comida,
Porque precisamos de viver
Como não houvesse amanhã
Mesmo que isso implique, acordar cedo, de manhã!
Esquece o ontem,
Não penses no amanhã,
Vive o presente,
E diz tudo o que tens em mente
Mas de uma forma inteligente!
Elsa Silvestre nº7, 9ºD
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O Doce Amargo do Café
"O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema."
Ferreira Gullar (1930)
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema."
Ferreira Gullar (1930)
sábado, 23 de outubro de 2010
Nova situação
Quando o sentimento
Já estava a acabar
Um novo conhecimento
Veio abalar
O meu mundo!
Esperanças não devo ter
Se bem te conheço
Serena tenho de permanecer!
Estás comigo
Nos meus pensamentos,
Nos meus sonhos,
Estás comigo em todos estes momentos.
Mas será que estou contigo
Em alguma circunstância?
Será que devo esperar?
Ou p’ra frente andar?
Gostava de experimentar
No que isto pode dar!
A distância pode ser um problema
Ou melhor, 70 quilómetros
É que é o dilema!
Enquanto nada se resolve
Vou continuar a sonhar e a pensar!
Sim, porque ainda ninguém os pode controlar
E só eu os poderei revelar!
Não sei o que vem a seguir
Apenas sei que devo sorrir
E tentar exprimir,
O que ando a sentir!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Já estava a acabar
Um novo conhecimento
Veio abalar
O meu mundo!
Esperanças não devo ter
Se bem te conheço
Serena tenho de permanecer!
Estás comigo
Nos meus pensamentos,
Nos meus sonhos,
Estás comigo em todos estes momentos.
Mas será que estou contigo
Em alguma circunstância?
Será que devo esperar?
Ou p’ra frente andar?
Gostava de experimentar
No que isto pode dar!
A distância pode ser um problema
Ou melhor, 70 quilómetros
É que é o dilema!
Enquanto nada se resolve
Vou continuar a sonhar e a pensar!
Sim, porque ainda ninguém os pode controlar
E só eu os poderei revelar!
Não sei o que vem a seguir
Apenas sei que devo sorrir
E tentar exprimir,
O que ando a sentir!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Desilusões
Chega de desilusões...
Marcaste-me este Verão,
Fizeste-me pensar
Que em alguma coisa iria dar
E no fim,
Todo este tempo foi em vão!
Isto é de loucos,
Ninguém me mandou acreditar
Que irias mudar!
Por isso, vou voar
E outras pessoas encontrar
Pelo menos uma
Que não me possa magoar!
Estou farta de injustiças,
Mas se não sabem o que se passa
Não me julguem
Porque nunca se sabe
Quando os lugares se invertem…
E depois não vão gostar de saber
Que alguém vos vai julgar
Sem dentro do assunto estar!
E para este capítulo fechar
Em ti tenho de deixar de pensar
Além disso, vou ter sempre os meus amigos
Para me abraçar e incondicionalmente amar!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Marcaste-me este Verão,
Fizeste-me pensar
Que em alguma coisa iria dar
E no fim,
Todo este tempo foi em vão!
Isto é de loucos,
Ninguém me mandou acreditar
Que irias mudar!
Por isso, vou voar
E outras pessoas encontrar
Pelo menos uma
Que não me possa magoar!
Estou farta de injustiças,
Mas se não sabem o que se passa
Não me julguem
Porque nunca se sabe
Quando os lugares se invertem…
E depois não vão gostar de saber
Que alguém vos vai julgar
Sem dentro do assunto estar!
E para este capítulo fechar
Em ti tenho de deixar de pensar
Além disso, vou ter sempre os meus amigos
Para me abraçar e incondicionalmente amar!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Poesia…
Para uns, um prazer,
Para outros, uma obrigação!
Escrever poesia
É como estar
Num mundo de fantasia
Em que nós estamos a comandar!
É uma maneira
De nos expressarmos
Porque de outro modo
Ainda saía asneira…
É a alegria
De rimar, amar
Com confiar,
E até que tem a sua ironia!
É por isso, que quero agradecer
A quem me fez ver
Que neste mundo,
Feliz iria ser!!!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Para outros, uma obrigação!
Escrever poesia
É como estar
Num mundo de fantasia
Em que nós estamos a comandar!
É uma maneira
De nos expressarmos
Porque de outro modo
Ainda saía asneira…
É a alegria
De rimar, amar
Com confiar,
E até que tem a sua ironia!
É por isso, que quero agradecer
A quem me fez ver
Que neste mundo,
Feliz iria ser!!!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Olho em frente
Olho em frente e vejo pessoas pelas ruas
que procuram algo e correm para não perder
o sustento que por vezes alimenta muitas das suas
ilusões de famílias que já nada têm para comer.
Custa muito ver outros como eu
que já nem sequer têm razão para sorrir
esta foi uma das lições que a vida me deu
a de nunca recusar nada a quem infelizmente anda a pedir.
Crianças que por vezes nem conseguem ler
que têm muitos sonhos por realizar
não acho justo que isto ainda esteja a acontecer
porque devem ter o direito de crescer a brincar.
Ainda vivemos num mundo de pobreza
onde os ricos se acham sempre superiores
ainda hoje tenho esta certeza
que para eles apenas importam certos valores.
Inês Marques
que procuram algo e correm para não perder
o sustento que por vezes alimenta muitas das suas
ilusões de famílias que já nada têm para comer.
Custa muito ver outros como eu
que já nem sequer têm razão para sorrir
esta foi uma das lições que a vida me deu
a de nunca recusar nada a quem infelizmente anda a pedir.
Crianças que por vezes nem conseguem ler
que têm muitos sonhos por realizar
não acho justo que isto ainda esteja a acontecer
porque devem ter o direito de crescer a brincar.
Ainda vivemos num mundo de pobreza
onde os ricos se acham sempre superiores
ainda hoje tenho esta certeza
que para eles apenas importam certos valores.
Inês Marques
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Um Poema
Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar,
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
Miguel Torga
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar,
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
Miguel Torga
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