De longe te hei de amar,
- da tranquila distância
em que o amor é saudade
e o desejo a constância.
Do divino lugar
onde o bem da existência
é ser eternidade
e parecer ausência.
Quem precisa explicar
o momento e a fragrância
da Rosa, que persuade
sem nenhuma arrogância?
E, no fundo do mar,
a estrela, sem violência,
cumpre a sua verdade,
alheia à transparência.
Cecília Meireles (1901-1964)
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Frei Estevão Martins
Nesta escola vivi, cresci
sei que não foram tempos em vão
muitas coisas novas aqui aprendi
que para a vida fora muito úteis me serão.
Entre os alunos reina um espírito ganhador
que foi crescendo rapidamente
forma estudantes com um perfil enriquecedor
dos quais se irá notar posteriormente.
O seu aspecto é bastante acolhedor
os responsáveis fazem o possível para tentar inovar
na cantina à sempre um novo sabor
para a todos os funcionários agradar.
A simpatia e dedicação são sentimentos constantes
sempre com alguns sonhos por realizar
é este o dia-a-dia de funcionários, professores e estudantes
que tendem a um futuro brilhante alcançar.
Inês Marques
sei que não foram tempos em vão
muitas coisas novas aqui aprendi
que para a vida fora muito úteis me serão.
Entre os alunos reina um espírito ganhador
que foi crescendo rapidamente
forma estudantes com um perfil enriquecedor
dos quais se irá notar posteriormente.
O seu aspecto é bastante acolhedor
os responsáveis fazem o possível para tentar inovar
na cantina à sempre um novo sabor
para a todos os funcionários agradar.
A simpatia e dedicação são sentimentos constantes
sempre com alguns sonhos por realizar
é este o dia-a-dia de funcionários, professores e estudantes
que tendem a um futuro brilhante alcançar.
Inês Marques
Viver
Viver e ser feliz
Viver e amar
Viver como uma imperatriz
Viver como se não houvesse ar!
Vive a vida,
Ao máximo,
Porque vive-la no mínimo
É como a nossa alma
Estivesse a ser contida!
Podemos dizer antes, comida,
Porque precisamos de viver
Como não houvesse amanhã
Mesmo que isso implique, acordar cedo, de manhã!
Esquece o ontem,
Não penses no amanhã,
Vive o presente,
E diz tudo o que tens em mente
Mas de uma forma inteligente!
Elsa Silvestre nº7, 9ºD
Viver e amar
Viver como uma imperatriz
Viver como se não houvesse ar!
Vive a vida,
Ao máximo,
Porque vive-la no mínimo
É como a nossa alma
Estivesse a ser contida!
Podemos dizer antes, comida,
Porque precisamos de viver
Como não houvesse amanhã
Mesmo que isso implique, acordar cedo, de manhã!
Esquece o ontem,
Não penses no amanhã,
Vive o presente,
E diz tudo o que tens em mente
Mas de uma forma inteligente!
Elsa Silvestre nº7, 9ºD
O Doce Amargo do Café
"O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema."
Ferreira Gullar (1930)
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema."
Ferreira Gullar (1930)
sábado, 23 de outubro de 2010
Nova situação
Quando o sentimento
Já estava a acabar
Um novo conhecimento
Veio abalar
O meu mundo!
Esperanças não devo ter
Se bem te conheço
Serena tenho de permanecer!
Estás comigo
Nos meus pensamentos,
Nos meus sonhos,
Estás comigo em todos estes momentos.
Mas será que estou contigo
Em alguma circunstância?
Será que devo esperar?
Ou p’ra frente andar?
Gostava de experimentar
No que isto pode dar!
A distância pode ser um problema
Ou melhor, 70 quilómetros
É que é o dilema!
Enquanto nada se resolve
Vou continuar a sonhar e a pensar!
Sim, porque ainda ninguém os pode controlar
E só eu os poderei revelar!
Não sei o que vem a seguir
Apenas sei que devo sorrir
E tentar exprimir,
O que ando a sentir!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Já estava a acabar
Um novo conhecimento
Veio abalar
O meu mundo!
Esperanças não devo ter
Se bem te conheço
Serena tenho de permanecer!
Estás comigo
Nos meus pensamentos,
Nos meus sonhos,
Estás comigo em todos estes momentos.
Mas será que estou contigo
Em alguma circunstância?
Será que devo esperar?
Ou p’ra frente andar?
Gostava de experimentar
No que isto pode dar!
A distância pode ser um problema
Ou melhor, 70 quilómetros
É que é o dilema!
Enquanto nada se resolve
Vou continuar a sonhar e a pensar!
Sim, porque ainda ninguém os pode controlar
E só eu os poderei revelar!
Não sei o que vem a seguir
Apenas sei que devo sorrir
E tentar exprimir,
O que ando a sentir!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Desilusões
Chega de desilusões...
Marcaste-me este Verão,
Fizeste-me pensar
Que em alguma coisa iria dar
E no fim,
Todo este tempo foi em vão!
Isto é de loucos,
Ninguém me mandou acreditar
Que irias mudar!
Por isso, vou voar
E outras pessoas encontrar
Pelo menos uma
Que não me possa magoar!
Estou farta de injustiças,
Mas se não sabem o que se passa
Não me julguem
Porque nunca se sabe
Quando os lugares se invertem…
E depois não vão gostar de saber
Que alguém vos vai julgar
Sem dentro do assunto estar!
E para este capítulo fechar
Em ti tenho de deixar de pensar
Além disso, vou ter sempre os meus amigos
Para me abraçar e incondicionalmente amar!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Marcaste-me este Verão,
Fizeste-me pensar
Que em alguma coisa iria dar
E no fim,
Todo este tempo foi em vão!
Isto é de loucos,
Ninguém me mandou acreditar
Que irias mudar!
Por isso, vou voar
E outras pessoas encontrar
Pelo menos uma
Que não me possa magoar!
Estou farta de injustiças,
Mas se não sabem o que se passa
Não me julguem
Porque nunca se sabe
Quando os lugares se invertem…
E depois não vão gostar de saber
Que alguém vos vai julgar
Sem dentro do assunto estar!
E para este capítulo fechar
Em ti tenho de deixar de pensar
Além disso, vou ter sempre os meus amigos
Para me abraçar e incondicionalmente amar!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Poesia…
Para uns, um prazer,
Para outros, uma obrigação!
Escrever poesia
É como estar
Num mundo de fantasia
Em que nós estamos a comandar!
É uma maneira
De nos expressarmos
Porque de outro modo
Ainda saía asneira…
É a alegria
De rimar, amar
Com confiar,
E até que tem a sua ironia!
É por isso, que quero agradecer
A quem me fez ver
Que neste mundo,
Feliz iria ser!!!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
Para outros, uma obrigação!
Escrever poesia
É como estar
Num mundo de fantasia
Em que nós estamos a comandar!
É uma maneira
De nos expressarmos
Porque de outro modo
Ainda saía asneira…
É a alegria
De rimar, amar
Com confiar,
E até que tem a sua ironia!
É por isso, que quero agradecer
A quem me fez ver
Que neste mundo,
Feliz iria ser!!!
Elsa Silvestre nº7 9ºD
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