sábado, 8 de janeiro de 2011

Falsidades!

Em crianças num

Reino mágico vivemos

Tudo é perfeito, sem dor

Mentiras não queremos


Quando crescemos

Tudo em nós se desvanece

Em todos os dias

A dura realidade aparece


Mentiras, traições, falsidades

A cada palavra, tudo magoa

Mas no fim de tudo

A amizade, com o mundo, voa


Duplas faces dão cabo de mim

Crianças que fingem não pensar

Magoam-me, falsas todos os dias são

Mas calada não vou ficar


Afectar os outros com palavras

Sempre conseguem

Com prazer o fazem pois

Nunca crescem


Alvos fáceis preferem

Até ao dia que acabam sós

Porque todos evoluem e

Os mais fracos ficam em pó


Noémia simões

Saudade!

Com a partida

Nada faz sentido

Despedaçados ficamos

A pensar que tudo está perdido


Quando se perde alguém

Ganha-se a saudade

Agarrados ao passado ficamos

Lembramo-nos dos momentos de felicidade…


Há quem diga que

As lembranças partem o coração

Mas eu sei que

A saudade sentida nunca é em vão


Pensamentos todos temos

Quem parte será lembrado

Porque com eles vivemos

Um perfeito passado


Saudade é um sentimento estranho

De lembranças é feito,

Dolorosa ou talvez não

Todos a aceitam e…respeitam


Em ti penso a cada segundo

Todas as noites, contigo sonho

Dominas a minha mente!


Lágrima esquecida”

Por que partiste?


Porque te foste embora

Quando eu ainda precisava

Do teu colo, do teu amor?

Porque eu ainda acreditava…


Doente ficaste mas…

A esperança nunca morreu

Forte sempre foste

Mas a doença venceu.


Por ti rezava, chorava, suplicava

Queria-te de novo em casa

Depois de partires fiquei revoltada

Porque eu ainda acreditava.


Todos me dizem

Que foi o melhor

A sofreres estavas

Mas nunca esperava

Até hoje penso que é mentira.


À noite contigo sonho

No teu carinho penso, mas…

A mão na mente ponho

De mim te arrancaram

E eu impune fiquei

Talvez porque não te amavam

Como eu te amei…

“ Anjo sem asas”

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Haja paz, haja alegria,

Já começou um ano novo,
Haja muita poesia
Na alma do nosso povo.

Desde o Sul até ao Norte
Vamos todos caminhar
Por essa estrada da sorte
Doze meses sem parar.

Tenho plena convicção
Que este ano dois mil e oito
Não terá para a Nação
O sabor de um biscoito.

Não sustentem ideias falsas
Porque eu, até pressinto,
Para não perder as calças
Temos que apertar o cinto.

Cada vez mais baralhado
O povo até se acostuma
Mas o Zé, esse coitado,
Não acha graça nenhuma.

Ao Cantinho da Poesia
Mando a minha saudação,
Doze meses de alegria,
Muito amor no coração.

Mesmo que o ano seja rude
E nos traga algum transtorno,
Que Deus nos dê muita saúde
Alegria... e coza o forno

RAMA LYON

As Lágrimas

As lágrimas
são óleos que
cristalizam os
nossos olhos,
tornando-os cristais
que brilham na
aparente
insensibilidade
humana.
As lágrimas são
mensageiras do
tão sensíveis
que somos,
quando nos
deixamos sermos
humanos,
humanos na
empatia que
contradiz a
apatia da vida...
As lágrimas
nos dão lições que
nas emoções do
espírito abatido,
todos nós, nos
vestimos da
vestimenta da
humildade, nos
tornamos
criancinhas
ávidas de consolo
e de carinho
do nosso próximo.
As lágrimas nos
obrigam a
aprender a
compreender as
nossas
limitações,
enquanto pessoas
humanas,
dependentes de
um Ser Supremo.
As lágrimas são
uma nobre
expressão da
natureza humana,
livre das indiferenças
e das crenças que
desacreditam o
homem como ser
criado à imagem
do Deus
vivente.


Andreia Filipa da Costa Resende, nº 1, 7º G

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Poema de Amor

Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que não
te coubesse no dedo.


Jorge Sousa Braga

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Primeiro Dia

Bons propósitos

Hoje, que o ano começa,
e para que comece bem,
vou fazer uma promessa
ao meu pai e à minha mãe.

E para não a esquecer
e que ninguém me desminta,
nesta folha de papel
aqui fica escrita a tinta.

Prometo solenemente
não brigar com o meu irmão,
repartir com toda a gente
brinquedos, bolos ou pão;

ter sempre tanto juízo
quer de dia, quer de noite,
que nunca há-de ser preciso
apanhar nenhum açoite.

Se assim fizer, hei-de ter
muitos amigos e amigas
porque a amizade se pega
mais que o sarampo e as bexigas.

Maria Isabel de Mendonça Soares