sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eu não sei quem te perdeu

Por sugestão da Inês Marques, aqui apresentamos o poema de Pedro Abrunhosa, com o link para observar as maravilhosas imagens ao som do poema musicado. Obrigada pela sugestão! Esperamos que seja um exemplo a seguir!

Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

http://www.youtube.com/watch?v=6WpsFVkmS9s

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MENSAGEM POÉTICA


Entra a sinuosa voz,
De alegria e de tristeza,
O poema ouve-se no coração e sente-se na alma,
As palavras de uma pessoa magoada,
É o sentimento por trás de cada verso,
A poesia é o portal para a fantasia,
Que devemos continuar a procurar,
Palavras que sobressaem
E tocam no fundo de quem as sente,
Na poesia está a leveza que cabe na palma da mão,
Memórias que trás e leva
Transmite-nos sentimento e paixão,
É a arte que expressa o amor,
Alucinando-nos para a realidade
Se fosse um poema serias o meu verso.
Letra por letra faz-se uma descoberta.

Poema colectivo produzido pelos alunos do 9ºD

O PODER DA POESIA

As iniciativas de escrita conjunta são sem dúvida momentos muito importantes numa aula de Língua Portuguesa, são momentos em que todos têm que contribuir com uma peça, por muito pequena que seja, para construção do puzzle da escrita. O resultado é muito gratificante como poderão verificar após a leitura destas belas composições poéticas que têm por tema a poesia...


Um caminho sem limites
A liberdade das palavras
Que nos liberta da rotina
E nos dá o dom de ser imortal.
O poder de expressar os mais profundos sentimentos
Preenchendo o vazio
Abrindo horizontes, ideais e caminhos
Que nos transporta para o desconhecido
Fazendo-nos mergulhar num mar de emoções
Matar com palavras?
Palavras fortes em sentimentos
Que nos encantam com a sua magia
Deixando-nos a flutuar
Na iluminação de um caminho de expressão
Que revoluciona o nosso coração
Levando-nos ao infinito.

Poema colectivo produzido pelos alunos do 9ºA

Tudo isto é bem real

Tudo isto é bem real
nada é perfeito, nada é planeado
tudo isto tem um princípio, nada é usual
neste percurso onde o meu destino está hà muito talhado.

Viver até pode ser a maior loucura
por vezes dou por mim a pensar
se serei apenas mais uma figura
neste jogo onde a várias circunstâncias me tento moldar.

Queria muito dizer que tudo já passou
e que a fase pior já eu ultrapassei
mas tudo isto na minha cabeça gerou
a sensação que de ti já nada sei.

Permanece em mim a incerteza
permanece em mim esse teu olhar
permanece em mim essa tua pureza
que a cada gesto meu acabas por soltar.
Inês

Ela




Ela sorria para a vida

com a esperança pousada no seu olhar

nas suas mãos tinha a vontade de achar a saída

para deste sufoco se poder libertar.



Esculpia em cada palavra sua

uma mistura de sentimentos

amava o mar que continua

fiel nos bons e maus momentos.



Neste jardim onde agora me sento

ela brincava na sua ingénua infância

procurava em alguns momentos um pouco de alento

mas tinha de lidar com tamanha distância.



O tempo passou e ela cresceu

nos seus olhos tinha o reflexo da desilusão

este"Ela" que em tempos foi um Eu

sempre tentou contornar o rumo desta situação.

Inês

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Apenas TU

Estava sentada no jardim,
E para minha surpresa tu estavas ao pé de mim!
Já era tarde,
Mas tu nem estavas preocupado,
Estavas sorridente, estavas deslumbrado!

As horas tinham passado a correr,
Tu ainda estavas ali,
Só podia um sonho ser.

Não podia acreditar,
Naquelas palavras que acabaras de dizer,
Nem me deste tempo para responder
E começaste a beijar-me!

Agora não quero mesmo acordar
Tenho medo de o fazer,
Tenho medo de tudo um sonho ser
E quando despertar
Tu já não vais estar!

Elsa Silvestre nº7, 9ºD

terça-feira, 26 de abril de 2011

Para os alunos do 7ºA!

Filipe II
tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro
com pedras rubis.
Cingia a cintura
com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.

Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair.

Antonio Gedeão