No meio de todo este barulho ensurdecedor
tento lembrar-me de todas aquelas feições
procuro por ti tentando fugir ao clamor
de rostos em que trespassa o medo e as desilusões.
O amanhecer permanece gelado
e eu já sem uma única razão
tento ficar uma última vez a teu lado
mesmo no meio de toda esta confusão.
Olhos nos olhos quero achar
uma forma de te dizer
que é contigo que eu quero ficar
sabendo os riscos que isto pode trazer.
O tempo por nós passou
mas aquela memória não desaparece
sei que em mim nada mudou
pois quem ama nunca esquece.
Inês
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Quando olhei para os teus olhos
Teus olhos cruzaram oceanos
Longamente tristes,
Sequiosos
Como flor aberta
Nas sombras em busca do sol.
Vieram com o vento
E com as ondas
Através dos bosques
e dos campos da beira-mar.
vieram até mim,
estudante,
triste, dum país do Sul.
Andreia Resende 8ºG
Longamente tristes,
Sequiosos
Como flor aberta
Nas sombras em busca do sol.
Vieram com o vento
E com as ondas
Através dos bosques
e dos campos da beira-mar.
vieram até mim,
estudante,
triste, dum país do Sul.
Andreia Resende 8ºG
Somos quase sempre o que pensamos!
Somos quase sempre
O que pensamos!
E os pensamentos assolam-te
Devastam-te
Consomem-te
Pensas o que não queres
Queres o que jamais pensaste
Dúvidas,
Incertezas,
Façanhas,
Proezas
Se pensas que tudo é fácil
Contraria o pensamento
Há lutas no dia a dia
Levadas com sabedoria
Te dão grande ensinamento
E se pensares que és um ser forte
Audaz
Capaz
Então,
Segue esse teu pensamento
Ele dar-te-á o alento
Vencerás qualquer momento
Nunca penses desistir
Isso é sinónimo de fraqueza
Associa o pensamento
Ao Amor
À Beleza
À criação da Natureza
Mas já paraste para pensar
Que nem tudo é passageiro?
Uma sincera Amizade
Um Amor Verdadeiro
Pensa na dádiva da Vida
Do poder do pensamento
És o que nunca pensarias ser
Poderás ser muito, basta querer
E se pensas que pensaste
Que o pensamento é leal
Desengana-te!
Ele trai a cada instante
Tens de estar bem vigilante
Controla-o!
Não és tu afinal
O Ser mais especial?
Mas se um dia o teu pensamento
Te desviar da razão
Então,
Não entres em aflição!
Descobre bem lá no teu fundo
O poder do coração
Outubro 2011
Fany
O que pensamos!
E os pensamentos assolam-te
Devastam-te
Consomem-te
Pensas o que não queres
Queres o que jamais pensaste
Dúvidas,
Incertezas,
Façanhas,
Proezas
Se pensas que tudo é fácil
Contraria o pensamento
Há lutas no dia a dia
Levadas com sabedoria
Te dão grande ensinamento
E se pensares que és um ser forte
Audaz
Capaz
Então,
Segue esse teu pensamento
Ele dar-te-á o alento
Vencerás qualquer momento
Nunca penses desistir
Isso é sinónimo de fraqueza
Associa o pensamento
Ao Amor
À Beleza
À criação da Natureza
Mas já paraste para pensar
Que nem tudo é passageiro?
Uma sincera Amizade
Um Amor Verdadeiro
Pensa na dádiva da Vida
Do poder do pensamento
És o que nunca pensarias ser
Poderás ser muito, basta querer
E se pensas que pensaste
Que o pensamento é leal
Desengana-te!
Ele trai a cada instante
Tens de estar bem vigilante
Controla-o!
Não és tu afinal
O Ser mais especial?
Mas se um dia o teu pensamento
Te desviar da razão
Então,
Não entres em aflição!
Descobre bem lá no teu fundo
O poder do coração
Outubro 2011
Fany
Doce Maçã……de Alcobaça
"O que é nacional é bom", dizia um slogan antigo. Por maioria de razão o que é regional, melhor ainda é.
Aqui temos pois um produto muito nosso: um poema feito por uma Poetisa da Escola sobre a Maçã de Alcobaça!
As entregas dos correios atrasam por vezes a chegada dos embrulhos. :-)
Era para estar aqui no dia da alimentação, mas uma Maçã de Alcobaça vai bem em todos os dias em que nos alimentamos. Sempre saudavelmente (e regionalmente, e poeticamente).
Doce Maçã...de Alcobaça
Num pomar tão bem cuidado
Ali mesmo à beira-mar
Passou uma lagarta pintada
Lustrosa e bem aprumada
Querendo ali se instalar
Escolhera para companheira
Uma acolhedora casinha.
Pendurada numa macieira
Redonda e tão rosadinha
Era a doce e bela maçã
Das margens do Alcoa e Baça
Fruto muito apreciado
Bem zelado e bem cuidado
Com o rótulo de Alcobaça
Bom dia, bela maçã!
Fiz uma longa caminhada
Venho pedir permissão
Para morar na região
Criar minha pequenada
Cá por mim, pode ficar
Se contribuir para o meu bem-estar!
Não se trata de mania
Mas é que tenho alergia
Às mordeduras e picadas
De vermes e suas ninhadas
Ora essa!
Não precisa ficar tão corada!
Não é já tão molestada?
Bem a comem à dentada
E até é fatiada.
Está bem mal humorada!
É que sou muito ecológica
Tenho a polpa consistente
Desprezo os pesticidas
Muito mais os fungicidas
Sou mesmo muito exigente!
Preservo aroma, sabor e graça
Pois entre todas fui eleita
Embaixatriz da minha raça.
Maio 2009 Fany
Aqui temos pois um produto muito nosso: um poema feito por uma Poetisa da Escola sobre a Maçã de Alcobaça!
As entregas dos correios atrasam por vezes a chegada dos embrulhos. :-)
Era para estar aqui no dia da alimentação, mas uma Maçã de Alcobaça vai bem em todos os dias em que nos alimentamos. Sempre saudavelmente (e regionalmente, e poeticamente).
Doce Maçã...de Alcobaça
Num pomar tão bem cuidado
Ali mesmo à beira-mar
Passou uma lagarta pintada
Lustrosa e bem aprumada
Querendo ali se instalar
Escolhera para companheira
Uma acolhedora casinha.
Pendurada numa macieira
Redonda e tão rosadinha
Era a doce e bela maçã
Das margens do Alcoa e Baça
Fruto muito apreciado
Bem zelado e bem cuidado
Com o rótulo de Alcobaça
Bom dia, bela maçã!
Fiz uma longa caminhada
Venho pedir permissão
Para morar na região
Criar minha pequenada
Cá por mim, pode ficar
Se contribuir para o meu bem-estar!
Não se trata de mania
Mas é que tenho alergia
Às mordeduras e picadas
De vermes e suas ninhadas
Ora essa!
Não precisa ficar tão corada!
Não é já tão molestada?
Bem a comem à dentada
E até é fatiada.
Está bem mal humorada!
É que sou muito ecológica
Tenho a polpa consistente
Desprezo os pesticidas
Muito mais os fungicidas
Sou mesmo muito exigente!
Preservo aroma, sabor e graça
Pois entre todas fui eleita
Embaixatriz da minha raça.
Maio 2009 Fany
Rimas dos Traquinas
É com muita alegria que registamos a primeira participação dos poetas mais jovens do nosso agrupamento.
No Centro Escolar de Alcobaça, a turma do 2º C, com a Professora Patrícia, desenvolveu um trabalho poético, criando rimas com os nomes dos elementos da turma.
Para assinalar este feliz acontecimento criámos uma nova "etiqueta" no nosso blogue: 1ºCiclo de Poetas. Assim será mais fácil procurar as produções literárias dos mais jovens.
Obrigada.
Bem-vindos!
Até à próxima!
As professoras
Helena e Leonor
Rimas dos Traquinas
O Alexandre é um menino grande.
A Ana Mafalda traz sempre uma fralda.
A Beatriz Bento tem um ritmo lento.
A Beatriz tem comichão no nariz.
O Bruno é muito amigo do Nuno.
A Carolina é uma linda menina.
O Denis perdeu o ténis.
A Érica grita como uma histérica.
O Guilherme põe o dedo no creme.
O Guilherme Mateus diz sempre adeus.
O João, ao lanche, devorou um pão.
O João Francisco comeu um belo petisco.
A Letícia escreveu uma notícia.
A Maria Inês adora jogar xadrez.
A Maria Luísa sabe fazer pizza.
A Mariana comprou uma banana.
A Matilde nem sempre é humilde.
O Miguel saboreou um pastel de mel.
O Nelson é primo do Milton.
O Sandro é muito malandro.
A Sofia perdeu a sua afia.
A Sofia Páscoa quer uma maçã, então eu descasco-a.
O Tomás bebe um sumo de ananás.
O Vítor Emanuel fez um borrão no papel.
O Vítor Hugo fez festas num texugo.
Alunos do 2º C, do Centro Escolar (Professora Patrícia)
No Centro Escolar de Alcobaça, a turma do 2º C, com a Professora Patrícia, desenvolveu um trabalho poético, criando rimas com os nomes dos elementos da turma.
Para assinalar este feliz acontecimento criámos uma nova "etiqueta" no nosso blogue: 1ºCiclo de Poetas. Assim será mais fácil procurar as produções literárias dos mais jovens.
Obrigada.
Bem-vindos!
Até à próxima!
As professoras
Helena e Leonor
Rimas dos Traquinas
O Alexandre é um menino grande.
A Ana Mafalda traz sempre uma fralda.
A Beatriz Bento tem um ritmo lento.
A Beatriz tem comichão no nariz.
O Bruno é muito amigo do Nuno.
A Carolina é uma linda menina.
O Denis perdeu o ténis.
A Érica grita como uma histérica.
O Guilherme põe o dedo no creme.
O Guilherme Mateus diz sempre adeus.
O João, ao lanche, devorou um pão.
O João Francisco comeu um belo petisco.
A Letícia escreveu uma notícia.
A Maria Inês adora jogar xadrez.
A Maria Luísa sabe fazer pizza.
A Mariana comprou uma banana.
A Matilde nem sempre é humilde.
O Miguel saboreou um pastel de mel.
O Nelson é primo do Milton.
O Sandro é muito malandro.
A Sofia perdeu a sua afia.
A Sofia Páscoa quer uma maçã, então eu descasco-a.
O Tomás bebe um sumo de ananás.
O Vítor Emanuel fez um borrão no papel.
O Vítor Hugo fez festas num texugo.
Alunos do 2º C, do Centro Escolar (Professora Patrícia)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Poesia
Poesia minha
Melhor amiga ,
Companheira de todos os dias,
Fiel seguidora,
Que me acompanha,
Pelo mundo do amor
E pela estrada da esperança…
Muitas noites conversamos,
Com o silêncio sou feliz,
Não temos segredos,
Tudo o que é meu
Também te pertence…
Nosso destino
É viver um para o outro,
Sonhamos juntas,
Somos almas gémeas
em cada verso,
passeamos pelos trilhos da imaginação,
não temos ciúmes
e nunca a saudade fará de nós
uma lembrança do passado…
no meio da noite
sinto a tua presença,
procuro inspiração,
levanto-me
e vou para a janela,
espero uma estrela cadente
que tu convidaste para passear nos meus versos…!
Andreia Resende, 8ºG
Melhor amiga ,
Companheira de todos os dias,
Fiel seguidora,
Que me acompanha,
Pelo mundo do amor
E pela estrada da esperança…
Muitas noites conversamos,
Com o silêncio sou feliz,
Não temos segredos,
Tudo o que é meu
Também te pertence…
Nosso destino
É viver um para o outro,
Sonhamos juntas,
Somos almas gémeas
em cada verso,
passeamos pelos trilhos da imaginação,
não temos ciúmes
e nunca a saudade fará de nós
uma lembrança do passado…
no meio da noite
sinto a tua presença,
procuro inspiração,
levanto-me
e vou para a janela,
espero uma estrela cadente
que tu convidaste para passear nos meus versos…!
Andreia Resende, 8ºG
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Dia da Alimentação - 16 de Outubro
A alimentação é uma das necessidades básicas do Homem que sempre ocupou parte do seu tempo e das suas energias.
Tempos houve em que os grupos humanos gastavam muita energia para conseguirem algum alimento: imagine-se a energia gasta nas grandes caçadas ou na recolecção de alguns frutos e raízes dispersos num imenso vale! Actualmente parece que muitas pessoas consomem muito mais valores energéticos do que aqueles que gastam: daí surgem muitos problemas, como a obesidade, a diabetes e outros.
Por isso consideramos muito importante chamar a atenção para a necessidade de ter uma alimentação equilibrada e, como não podia deixar de ser, também na Poesia encontramos muitos trechos sobre o assunto.
Aqui deixamos alguns, de poetas consagrados, dos dois lados do Atlântico:
Os frutos
Pêssegos, pêras, laranjas,
Morangos, cerejas, figos,
Maçãs, melão, melancia,
Ó música de meus sentidos,
Pura delícia da língua;
Deixai-me agora falar
Do fruto que me fascina,
Pelo sabor, pela cor,
Pelo o aroma dos sílabas:
Tangerina, tangerina
Eugénio de Andrade
Poema às massas
Amassa a massa o padeiro,
vende massa o merceeiro,
usa massa o vidraceiro
e também o cozinheiro.
Na Avenida e no Rossio
passam massas populares,
as canções que as massas cantam
vão voando pelos ares.
Ó ladrão, senhor ladrão,
responda, mas não se zangue,
a mania de roubar
está-lhe na massa do sangue?
Perdi todo o meu dinheiro,
fui pedir massa emprestada,
mas a massa que me deram,
vejam - foi massa folhada!
Uma massa, outra massa...
Com tanta massa amassada,
digam lá se este poema
não é mesmo uma maçada!
Luísa Ducla Soares
Sentimental
Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.
Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!
- Estás sonhando? Olhe que a sopa esfria!
Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências, um cartaz amarelo:
"Nesse país é proibido sonhar."
Carlos Drummond de Andrade
Tempos houve em que os grupos humanos gastavam muita energia para conseguirem algum alimento: imagine-se a energia gasta nas grandes caçadas ou na recolecção de alguns frutos e raízes dispersos num imenso vale! Actualmente parece que muitas pessoas consomem muito mais valores energéticos do que aqueles que gastam: daí surgem muitos problemas, como a obesidade, a diabetes e outros.
Por isso consideramos muito importante chamar a atenção para a necessidade de ter uma alimentação equilibrada e, como não podia deixar de ser, também na Poesia encontramos muitos trechos sobre o assunto.
Aqui deixamos alguns, de poetas consagrados, dos dois lados do Atlântico:
Os frutos
Pêssegos, pêras, laranjas,
Morangos, cerejas, figos,
Maçãs, melão, melancia,
Ó música de meus sentidos,
Pura delícia da língua;
Deixai-me agora falar
Do fruto que me fascina,
Pelo sabor, pela cor,
Pelo o aroma dos sílabas:
Tangerina, tangerina
Eugénio de Andrade
Poema às massas
Amassa a massa o padeiro,
vende massa o merceeiro,
usa massa o vidraceiro
e também o cozinheiro.
Na Avenida e no Rossio
passam massas populares,
as canções que as massas cantam
vão voando pelos ares.
Ó ladrão, senhor ladrão,
responda, mas não se zangue,
a mania de roubar
está-lhe na massa do sangue?
Perdi todo o meu dinheiro,
fui pedir massa emprestada,
mas a massa que me deram,
vejam - foi massa folhada!
Uma massa, outra massa...
Com tanta massa amassada,
digam lá se este poema
não é mesmo uma maçada!
Luísa Ducla Soares
Sentimental
Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.
Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!
- Estás sonhando? Olhe que a sopa esfria!
Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências, um cartaz amarelo:
"Nesse país é proibido sonhar."
Carlos Drummond de Andrade
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