quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Um tesouro

A poesia esconde-se a cada canto da nossa vida, a inspiração que muitas vezes teimamos em não deixar dominar-nos, a pretexto que não temos jeito para escrever em verso, espreita em cada um dos nossos gestos, basta fechar os olhos, deixar fluir as emoções e esperar que a caneta desenhe a nossa alma de poeta, o resultado pode surpreender-nos ou surpreender se o partilharmos.
Aqui fica um bom exemplo de partilha neste poema coletivo elaborado pelos alunos do 9º B, que após a leitura e interpretação do conto "O tesouro" de Eça de Queirós, recontaram a história em verso.
Muitos parabéns!!!

O Tesouro

Havia em Medranhos
Três fidalgos muito estranhos
Viviam rotos e pobres,
Não viviam como nobres
Numa manhã de primavera,
Que tal alegria nunca lhes dera,
Encontraram um tesouro
Cheio de dobrões de ouro.
Mas este, muita desconfiança causou
E cada um, uma chave tirou.
Enquanto Guanes foi à civilização
Rui, o seu plano pôs em ação.
Numa emboscada
Por Rui planeada,
Guanes levou uma facada.
Rostabal, que a facada deu
Às mãos de Rui, também morreu.
Rui pensara
Que o seu plano triunfara,
Mas Guanes a perna lhe passara.
Quando o vinho bebeu,
A sua vida perdeu.
Assim a vida de todos terminara
Sem ouro e sem nada.

Poema coletivo dos alunos do 9º B

No meio de todo este barulho ensurdecedor

No meio de todo este barulho ensurdecedor

tento lembrar-me de todas aquelas feições

procuro por ti tentando fugir ao clamor

de rostos em que trespassa o medo e as desilusões.



O amanhecer permanece gelado

e eu já sem uma única razão

tento ficar uma última vez a teu lado

mesmo no meio de toda esta confusão.



Olhos nos olhos quero achar

uma forma de te dizer

que é contigo que eu quero ficar

sabendo os riscos que isto pode trazer.



O tempo por nós passou

mas aquela memória não desaparece

sei que em mim nada mudou

pois quem ama nunca esquece.

Inês

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quando olhei para os teus olhos

Teus olhos cruzaram oceanos
Longamente tristes,
Sequiosos
Como flor aberta
Nas sombras em busca do sol.
Vieram com o vento
E com as ondas
Através dos bosques
e dos campos da beira-mar.
vieram até mim,
estudante,
triste, dum país do Sul.

Andreia Resende 8ºG

Somos quase sempre o que pensamos!

Somos quase sempre
O que pensamos!

E os pensamentos assolam-te
Devastam-te
Consomem-te
Pensas o que não queres
Queres o que jamais pensaste

Dúvidas,
Incertezas,
Façanhas,
Proezas

Se pensas que tudo é fácil
Contraria o pensamento
Há lutas no dia a dia
Levadas com sabedoria
Te dão grande ensinamento

E se pensares que és um ser forte
Audaz
Capaz

Então,

Segue esse teu pensamento
Ele dar-te-á o alento
Vencerás qualquer momento

Nunca penses desistir
Isso é sinónimo de fraqueza
Associa o pensamento
Ao Amor
À Beleza
À criação da Natureza

Mas já paraste para pensar
Que nem tudo é passageiro?

Uma sincera Amizade
Um Amor Verdadeiro


Pensa na dádiva da Vida
Do poder do pensamento
És o que nunca pensarias ser
Poderás ser muito, basta querer




E se pensas que pensaste
Que o pensamento é leal
Desengana-te!
Ele trai a cada instante
Tens de estar bem vigilante

Controla-o!

Não és tu afinal
O Ser mais especial?


Mas se um dia o teu pensamento
Te desviar da razão
Então,
Não entres em aflição!

Descobre bem lá no teu fundo
O poder do coração


Outubro 2011
Fany

Doce Maçã……de Alcobaça

"O que é nacional é bom", dizia um slogan antigo. Por maioria de razão o que é regional, melhor ainda é.
Aqui temos pois um produto muito nosso: um poema feito por uma Poetisa da Escola sobre a Maçã de Alcobaça!
As entregas dos correios atrasam por vezes a chegada dos embrulhos. :-)
Era para estar aqui no dia da alimentação, mas uma Maçã de Alcobaça vai bem em todos os dias em que nos alimentamos. Sempre saudavelmente (e regionalmente, e poeticamente).

Doce Maçã...de Alcobaça

Num pomar tão bem cuidado
Ali mesmo à beira-mar
Passou uma lagarta pintada
Lustrosa e bem aprumada
Querendo ali se instalar

Escolhera para companheira
Uma acolhedora casinha.
Pendurada numa macieira
Redonda e tão rosadinha

Era a doce e bela maçã
Das margens do Alcoa e Baça
Fruto muito apreciado
Bem zelado e bem cuidado
Com o rótulo de Alcobaça

Bom dia, bela maçã!
Fiz uma longa caminhada
Venho pedir permissão
Para morar na região
Criar minha pequenada

Cá por mim, pode ficar
Se contribuir para o meu bem-estar!

Não se trata de mania
Mas é que tenho alergia
Às mordeduras e picadas
De vermes e suas ninhadas

Ora essa!
Não precisa ficar tão corada!
Não é já tão molestada?
Bem a comem à dentada
E até é fatiada.
Está bem mal humorada!

É que sou muito ecológica
Tenho a polpa consistente
Desprezo os pesticidas
Muito mais os fungicidas
Sou mesmo muito exigente!

Preservo aroma, sabor e graça
Pois entre todas fui eleita
Embaixatriz da minha raça.

Maio 2009 Fany

Rimas dos Traquinas

É com muita alegria que registamos a primeira participação dos poetas mais jovens do nosso agrupamento.
No Centro Escolar de Alcobaça, a turma do 2º C, com a Professora Patrícia, desenvolveu um trabalho poético, criando rimas com os nomes dos elementos da turma.
Para assinalar este feliz acontecimento criámos uma nova "etiqueta" no nosso blogue: 1ºCiclo de Poetas. Assim será mais fácil procurar as produções literárias dos mais jovens.
Obrigada.
Bem-vindos!
Até à próxima!

As professoras

Helena e Leonor



Rimas dos Traquinas

O Alexandre é um menino grande.
A Ana Mafalda traz sempre uma fralda.
A Beatriz Bento tem um ritmo lento.
A Beatriz tem comichão no nariz.
O Bruno é muito amigo do Nuno.
A Carolina é uma linda menina.
O Denis perdeu o ténis.
A Érica grita como uma histérica.
O Guilherme põe o dedo no creme.
O Guilherme Mateus diz sempre adeus.
O João, ao lanche, devorou um pão.
O João Francisco comeu um belo petisco.
A Letícia escreveu uma notícia.
A Maria Inês adora jogar xadrez.
A Maria Luísa sabe fazer pizza.
A Mariana comprou uma banana.
A Matilde nem sempre é humilde.
O Miguel saboreou um pastel de mel.
O Nelson é primo do Milton.
O Sandro é muito malandro.
A Sofia perdeu a sua afia.
A Sofia Páscoa quer uma maçã, então eu descasco-a.
O Tomás bebe um sumo de ananás.
O Vítor Emanuel fez um borrão no papel.
O Vítor Hugo fez festas num texugo.

Alunos do 2º C, do Centro Escolar (Professora Patrícia)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Poesia

Poesia minha
Melhor amiga ,
Companheira de todos os dias,
Fiel seguidora,
Que me acompanha,
Pelo mundo do amor
E pela estrada da esperança…
Muitas noites conversamos,
Com o silêncio sou feliz,
Não temos segredos,
Tudo o que é meu
Também te pertence…
Nosso destino
É viver um para o outro,
Sonhamos juntas,
Somos almas gémeas
em cada verso,
passeamos pelos trilhos da imaginação,
não temos ciúmes
e nunca a saudade fará de nós
uma lembrança do passado…
no meio da noite
sinto a tua presença,
procuro inspiração,
levanto-me
e vou para a janela,
espero uma estrela cadente
que tu convidaste para passear nos meus versos…!

Andreia Resende, 8ºG