Quando menos esperamos
Tudo pode mudar
Na vida tudo é a acaso
Não podemos controlar
Em cada simples dia
Algo de novo achamos
Sem mapa ou bússola
Desorientados mergulhamos
Ao nascer do dia
Nada me parece orientar
Mas na hora da escuridão
Tudo consigo conquistar
De que me serve achar
Que sou a maior
Quando no fundo nada conheço
E por final só vem o pior?
A cada segundo peço
Um pequeno e simples sinal
Não quero desistir disto
Porque o vivo com um ar triunfal!
Noémia Simões
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Para Escrever o Poema
O poeta quer escrever sobre um pássaro:
e o pássaro foge-lhe do verso.
O poeta quer escrever sobre a maçã:
e a maçã cai-lhe do ramo onde a pousou.
O poeta quer escrever sobre uma flor:
e a flor murcha no jarro da estrofe.
Então, o poeta faz uma gaiola de palavras
para o pássaro não fugir.
Então, o poeta chama pela serpente
para que ela convença Eva a morder a maçã.
Então, o poeta põe água na estrofe
para que a flor não murche.
Mas um pássaro não canta
quando o fecham na gaiola.
A serpente não sai da terra
porque Eva tem medo de serpentes.
E a água que devia manter viva a flor
escorre por entre os versos.
E quando o poeta pousou a caneta,
o pássaro começou a voar,
Eva correu por entre as macieiras
e todas as flores nasceram da terra.
O poeta voltou a pegar na caneta,
escreveu o que tinha visto,
e o poema ficou feito.
Nuno Júdice
e o pássaro foge-lhe do verso.
O poeta quer escrever sobre a maçã:
e a maçã cai-lhe do ramo onde a pousou.
O poeta quer escrever sobre uma flor:
e a flor murcha no jarro da estrofe.
Então, o poeta faz uma gaiola de palavras
para o pássaro não fugir.
Então, o poeta chama pela serpente
para que ela convença Eva a morder a maçã.
Então, o poeta põe água na estrofe
para que a flor não murche.
Mas um pássaro não canta
quando o fecham na gaiola.
A serpente não sai da terra
porque Eva tem medo de serpentes.
E a água que devia manter viva a flor
escorre por entre os versos.
E quando o poeta pousou a caneta,
o pássaro começou a voar,
Eva correu por entre as macieiras
e todas as flores nasceram da terra.
O poeta voltou a pegar na caneta,
escreveu o que tinha visto,
e o poema ficou feito.
Nuno Júdice
Amigo
Amigo
Não magoa,
Não trai
Não fala por falar.
Amigo
Não julga,
Não se importa com as aparências.
Amigo
É mesmo amigo
Amigo é a verdade.
Andreia Resende 8º G
Não magoa,
Não trai
Não fala por falar.
Amigo
Não julga,
Não se importa com as aparências.
Amigo
É mesmo amigo
Amigo é a verdade.
Andreia Resende 8º G
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Um tesouro
A poesia esconde-se a cada canto da nossa vida, a inspiração que muitas vezes teimamos em não deixar dominar-nos, a pretexto que não temos jeito para escrever em verso, espreita em cada um dos nossos gestos, basta fechar os olhos, deixar fluir as emoções e esperar que a caneta desenhe a nossa alma de poeta, o resultado pode surpreender-nos ou surpreender se o partilharmos.
Aqui fica um bom exemplo de partilha neste poema coletivo elaborado pelos alunos do 9º B, que após a leitura e interpretação do conto "O tesouro" de Eça de Queirós, recontaram a história em verso.
Muitos parabéns!!!
O Tesouro
Havia em Medranhos
Três fidalgos muito estranhos
Viviam rotos e pobres,
Não viviam como nobres
Numa manhã de primavera,
Que tal alegria nunca lhes dera,
Encontraram um tesouro
Cheio de dobrões de ouro.
Mas este, muita desconfiança causou
E cada um, uma chave tirou.
Enquanto Guanes foi à civilização
Rui, o seu plano pôs em ação.
Numa emboscada
Por Rui planeada,
Guanes levou uma facada.
Rostabal, que a facada deu
Às mãos de Rui, também morreu.
Rui pensara
Que o seu plano triunfara,
Mas Guanes a perna lhe passara.
Quando o vinho bebeu,
A sua vida perdeu.
Assim a vida de todos terminara
Sem ouro e sem nada.
Poema coletivo dos alunos do 9º B
Aqui fica um bom exemplo de partilha neste poema coletivo elaborado pelos alunos do 9º B, que após a leitura e interpretação do conto "O tesouro" de Eça de Queirós, recontaram a história em verso.
Muitos parabéns!!!
O Tesouro
Havia em Medranhos
Três fidalgos muito estranhos
Viviam rotos e pobres,
Não viviam como nobres
Numa manhã de primavera,
Que tal alegria nunca lhes dera,
Encontraram um tesouro
Cheio de dobrões de ouro.
Mas este, muita desconfiança causou
E cada um, uma chave tirou.
Enquanto Guanes foi à civilização
Rui, o seu plano pôs em ação.
Numa emboscada
Por Rui planeada,
Guanes levou uma facada.
Rostabal, que a facada deu
Às mãos de Rui, também morreu.
Rui pensara
Que o seu plano triunfara,
Mas Guanes a perna lhe passara.
Quando o vinho bebeu,
A sua vida perdeu.
Assim a vida de todos terminara
Sem ouro e sem nada.
Poema coletivo dos alunos do 9º B
No meio de todo este barulho ensurdecedor
No meio de todo este barulho ensurdecedor
tento lembrar-me de todas aquelas feições
procuro por ti tentando fugir ao clamor
de rostos em que trespassa o medo e as desilusões.
O amanhecer permanece gelado
e eu já sem uma única razão
tento ficar uma última vez a teu lado
mesmo no meio de toda esta confusão.
Olhos nos olhos quero achar
uma forma de te dizer
que é contigo que eu quero ficar
sabendo os riscos que isto pode trazer.
O tempo por nós passou
mas aquela memória não desaparece
sei que em mim nada mudou
pois quem ama nunca esquece.
Inês
tento lembrar-me de todas aquelas feições
procuro por ti tentando fugir ao clamor
de rostos em que trespassa o medo e as desilusões.
O amanhecer permanece gelado
e eu já sem uma única razão
tento ficar uma última vez a teu lado
mesmo no meio de toda esta confusão.
Olhos nos olhos quero achar
uma forma de te dizer
que é contigo que eu quero ficar
sabendo os riscos que isto pode trazer.
O tempo por nós passou
mas aquela memória não desaparece
sei que em mim nada mudou
pois quem ama nunca esquece.
Inês
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Quando olhei para os teus olhos
Teus olhos cruzaram oceanos
Longamente tristes,
Sequiosos
Como flor aberta
Nas sombras em busca do sol.
Vieram com o vento
E com as ondas
Através dos bosques
e dos campos da beira-mar.
vieram até mim,
estudante,
triste, dum país do Sul.
Andreia Resende 8ºG
Longamente tristes,
Sequiosos
Como flor aberta
Nas sombras em busca do sol.
Vieram com o vento
E com as ondas
Através dos bosques
e dos campos da beira-mar.
vieram até mim,
estudante,
triste, dum país do Sul.
Andreia Resende 8ºG
Somos quase sempre o que pensamos!
Somos quase sempre
O que pensamos!
E os pensamentos assolam-te
Devastam-te
Consomem-te
Pensas o que não queres
Queres o que jamais pensaste
Dúvidas,
Incertezas,
Façanhas,
Proezas
Se pensas que tudo é fácil
Contraria o pensamento
Há lutas no dia a dia
Levadas com sabedoria
Te dão grande ensinamento
E se pensares que és um ser forte
Audaz
Capaz
Então,
Segue esse teu pensamento
Ele dar-te-á o alento
Vencerás qualquer momento
Nunca penses desistir
Isso é sinónimo de fraqueza
Associa o pensamento
Ao Amor
À Beleza
À criação da Natureza
Mas já paraste para pensar
Que nem tudo é passageiro?
Uma sincera Amizade
Um Amor Verdadeiro
Pensa na dádiva da Vida
Do poder do pensamento
És o que nunca pensarias ser
Poderás ser muito, basta querer
E se pensas que pensaste
Que o pensamento é leal
Desengana-te!
Ele trai a cada instante
Tens de estar bem vigilante
Controla-o!
Não és tu afinal
O Ser mais especial?
Mas se um dia o teu pensamento
Te desviar da razão
Então,
Não entres em aflição!
Descobre bem lá no teu fundo
O poder do coração
Outubro 2011
Fany
O que pensamos!
E os pensamentos assolam-te
Devastam-te
Consomem-te
Pensas o que não queres
Queres o que jamais pensaste
Dúvidas,
Incertezas,
Façanhas,
Proezas
Se pensas que tudo é fácil
Contraria o pensamento
Há lutas no dia a dia
Levadas com sabedoria
Te dão grande ensinamento
E se pensares que és um ser forte
Audaz
Capaz
Então,
Segue esse teu pensamento
Ele dar-te-á o alento
Vencerás qualquer momento
Nunca penses desistir
Isso é sinónimo de fraqueza
Associa o pensamento
Ao Amor
À Beleza
À criação da Natureza
Mas já paraste para pensar
Que nem tudo é passageiro?
Uma sincera Amizade
Um Amor Verdadeiro
Pensa na dádiva da Vida
Do poder do pensamento
És o que nunca pensarias ser
Poderás ser muito, basta querer
E se pensas que pensaste
Que o pensamento é leal
Desengana-te!
Ele trai a cada instante
Tens de estar bem vigilante
Controla-o!
Não és tu afinal
O Ser mais especial?
Mas se um dia o teu pensamento
Te desviar da razão
Então,
Não entres em aflição!
Descobre bem lá no teu fundo
O poder do coração
Outubro 2011
Fany
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