As cores da poesia
No Outono as folhas caem
De todos os tons e cores
Muda-se também a comida
Mudam-se também os sabores
A poesia e a pintura
Dão largas à imaginação
E todos os anos no Outono
Toca-se uma nova canção
A chuva e a geada
Tornam os dias insuportáveis
Lembramo-nos então do Verão
E dos seus dias agradáveis
As palavras e as notas
Voam todas no ar
No papel e nas pautas musicais
Só temos de as apanhar
Numa época tão bonita
É tão fácil inventar
Menos o poema que a professora mandou
Esse já custa a conjecturar…
Maria Teresa Manzarra, 9ºB
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Asas feridas
Quebraram-me as asas
Em criança,
Impediram-me de voar.
Prenderam a minha alma,
Não me deixaram sonhar
Entre medos e silêncios
Fui calando o que sentia
Fui crescendo inibida
Sendo de tudo proibida
Um mundo sem fantasia.
E cresci com sentimentos
De temor e insegurança
Percorri a adolescência
Numa enorme turbulência
Não guardo boa lembrança.
E o tempo foi passando
Deixando algo profundo
Perguntas por responder
Da vida, nada saber
Sem preparo para o mundo
Nunca impeçam um ser
De voar
De sonhar
Facilitem-lhe o saber
Dêem-lhe espaço para aprender
Ensinem-lhe o que é Amar.
Setembro 2009
Fany
Quebraram-me as asas .
Em criança,
Impediram-me de voar.
Prenderam a minha alma
Não me deixaram sonhar
Entre medos e silêncios
Fui calando o que sentia
Fui crescendo inibida
Sendo de tudo proibida
Um mundo sem fantasia.
E cresci com sentimentos
De temor e insegurança
Percorri a adolescência
Numa enorme turbulência
Não guardo boa lembrança.
E o tempo foi passando
Deixando algo profundo
Perguntas por responder
Da vida, nada saber
Sem preparo para o mundo
Nunca impeçam um ser
De voar
De sonhar
Facilitem-lhe o saber
Dêem-lhe espaço para aprender
Ensinem-lhe o que é Amar.
Setembro 2009
Fany
Em criança,
Impediram-me de voar.
Prenderam a minha alma,
Não me deixaram sonhar
Entre medos e silêncios
Fui calando o que sentia
Fui crescendo inibida
Sendo de tudo proibida
Um mundo sem fantasia.
E cresci com sentimentos
De temor e insegurança
Percorri a adolescência
Numa enorme turbulência
Não guardo boa lembrança.
E o tempo foi passando
Deixando algo profundo
Perguntas por responder
Da vida, nada saber
Sem preparo para o mundo
Nunca impeçam um ser
De voar
De sonhar
Facilitem-lhe o saber
Dêem-lhe espaço para aprender
Ensinem-lhe o que é Amar.
Setembro 2009
Fany
Quebraram-me as asas .
Em criança,
Impediram-me de voar.
Prenderam a minha alma
Não me deixaram sonhar
Entre medos e silêncios
Fui calando o que sentia
Fui crescendo inibida
Sendo de tudo proibida
Um mundo sem fantasia.
E cresci com sentimentos
De temor e insegurança
Percorri a adolescência
Numa enorme turbulência
Não guardo boa lembrança.
E o tempo foi passando
Deixando algo profundo
Perguntas por responder
Da vida, nada saber
Sem preparo para o mundo
Nunca impeçam um ser
De voar
De sonhar
Facilitem-lhe o saber
Dêem-lhe espaço para aprender
Ensinem-lhe o que é Amar.
Setembro 2009
Fany
Quando vais soltar de novo esse olhar
Quando vais soltar de novo esse olhar
que lentamente me queima por dentro
sinto falta de te ver de novo brilhar
pois és tu e só tu onde eu me centro.
Ando nesta estrada de passagem
a tentar encontrar uma solução
sei que naquela manhã não foste uma miragem
de facto és muito mais do que purailusão.
Não sei onde ficar e os dias sãobanais
não sei onde pertenço nem quem sou
um "talvez" na nossahistória não é nada mais
do que aquilo que na minha memória ficou.
Saudade é algo que sinto no dia a dia
algo que aperta com força o coração
o que fizeste na minha vida foi pura magia
algo que fica para sempre como recordação.
Inês
que lentamente me queima por dentro
sinto falta de te ver de novo brilhar
pois és tu e só tu onde eu me centro.
Ando nesta estrada de passagem
a tentar encontrar uma solução
sei que naquela manhã não foste uma miragem
de facto és muito mais do que purailusão.
Não sei onde ficar e os dias sãobanais
não sei onde pertenço nem quem sou
um "talvez" na nossahistória não é nada mais
do que aquilo que na minha memória ficou.
Saudade é algo que sinto no dia a dia
algo que aperta com força o coração
o que fizeste na minha vida foi pura magia
algo que fica para sempre como recordação.
Inês
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Errar
Fazer o que querer
Por vezes acabamos a perder.
Não queria mesmo vos desiludir
E sei que o fiz.
Mas agora não há volta a dar
Aprendemos com o verbo errar
E com o verbo recuperar,
Por muito que possa explicar
Nunca vou encontrar
Explicação possível,
Que corrigir o incorrigível!
Não consigo explicar o que sinto
Não quero repetir
Mas se disser “-nunca mais”,
Talvez minto.
Não vou por maus caminhos
Nem por poças e espinhos,
Estou a descobrir…
Sei que não devia,
Mas a verdade e que me apetecia,
E o desejar sobrepôs-se ao superar
E daí gerou o fracassar.
Só resta aprender
E viver
Elsa Silvestre
Por vezes acabamos a perder.
Não queria mesmo vos desiludir
E sei que o fiz.
Mas agora não há volta a dar
Aprendemos com o verbo errar
E com o verbo recuperar,
Por muito que possa explicar
Nunca vou encontrar
Explicação possível,
Que corrigir o incorrigível!
Não consigo explicar o que sinto
Não quero repetir
Mas se disser “-nunca mais”,
Talvez minto.
Não vou por maus caminhos
Nem por poças e espinhos,
Estou a descobrir…
Sei que não devia,
Mas a verdade e que me apetecia,
E o desejar sobrepôs-se ao superar
E daí gerou o fracassar.
Só resta aprender
E viver
Elsa Silvestre
Procura a Felicidade
No esplendor da juventude
Sem se antever a velhice
Vive-se a vida a correr
Ávidos de tudo querer
Esvai-se….. a meninice
Vive-se, sem se viver
Julga-se, sem se saber
Valoriza-se o efémero
O supérfluo e a vaidade
Procura-se incessantemente
O óbvio, o incoerente
Esquece-se a Felicidade
Então
Vem a desilusão
O vazio, a solidão
E surge a tal depressão
Falta amares-te a ti próprio
Viver com o coração
Louvar o que existe na vida
Agradecer, dar a mão
É tempo de mais Amor
Ouve o teu interior!
Alcança o “tal segredo “
Que dentro de ti existe
Agarra o bom pensamento
Agradece cada momento
Sê Feliz, persiste !
A vida é curta que baste
Por si só, o tempo voa
Tu muito podes fazer:
Valoriza o aprender
Ama todo e qualquer Ser
E cresce para perceber
A dádiva do teu viver
Fanny
Sem se antever a velhice
Vive-se a vida a correr
Ávidos de tudo querer
Esvai-se….. a meninice
Vive-se, sem se viver
Julga-se, sem se saber
Valoriza-se o efémero
O supérfluo e a vaidade
Procura-se incessantemente
O óbvio, o incoerente
Esquece-se a Felicidade
Então
Vem a desilusão
O vazio, a solidão
E surge a tal depressão
Falta amares-te a ti próprio
Viver com o coração
Louvar o que existe na vida
Agradecer, dar a mão
É tempo de mais Amor
Ouve o teu interior!
Alcança o “tal segredo “
Que dentro de ti existe
Agarra o bom pensamento
Agradece cada momento
Sê Feliz, persiste !
A vida é curta que baste
Por si só, o tempo voa
Tu muito podes fazer:
Valoriza o aprender
Ama todo e qualquer Ser
E cresce para perceber
A dádiva do teu viver
Fanny
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Amostra Sem Valor
"Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível;
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo."
António Gedeão
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível;
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo."
António Gedeão
Onde está a paz do mundo?
Onde está a paz deste mundo?
Em que lugar?
Preciso de saber
Para acabar com esta guerra…!
Acabar com este sofrimento
Que muitos partilham…
A única coisa que eu desejo intensamente
É que haja paz
No nosso mundo…!
Andreia Resende, 8º G
Em que lugar?
Preciso de saber
Para acabar com esta guerra…!
Acabar com este sofrimento
Que muitos partilham…
A única coisa que eu desejo intensamente
É que haja paz
No nosso mundo…!
Andreia Resende, 8º G
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