quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

É Natal!

Acolhemos, com muita alegria, as criações poéticas dos nossos alunos do Centro Escolar de Alcobaça, que, com a orientação da Professora Patrícia, escreveram estas palavras, sobre o Natal.
Feliz Natal para todos!


Por esta altura

Por esta altura
Radiantes estamos,
Está a chegar o Natal!
Sentimos alegria pois
É tempo de amor e partilha.
Presentes deram os reis magos:
Incenso, mirra e
Ouro ao Menino Jesus!



No Natal
Abrimos os presentes e
Tão felizes ficamos!
A família reúne-se em
Laços de amor e alegria!


Alunos do Centro Escolar, 2º ano, Professora Patrícia

Já passou o tempo em que esperava em vão

Já passou o tempo em que esperava em vão
em que pensava que era uma pessoa feliz
desde aquele dia iluminaste o meu coração
és tu e só tu aquilo que eu sempre quis.

Não nego que sinto uma enorme saudade
mas sei que tudo um dia irá passar
quero ficar contigo uma eternidade
quero estar a teu lado para que em mim possas acreditar.

Nunca senti nada assim tão real
algo tão forte, tão firme e indestrutível
nunca duvides de que és especial
pois no meu olhar este sentimento é bem visível.

Então abraça-me e não embarques nessa viagem
onde sabes que o tempo não irá facilitar
olho para o relógio e mais pareces uma miragem
conto todos os segundos que faltam para te poder abraçar.
Inês

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Às vezes

Às vezes
Dizemos
O que não devemos dizer…
Ouvimos
O que não devemos ouvir…
Choramos
Por algo que não devemos chorar…
Sabes porquê?
Porque às vezes
Amamos
Quem não devemos amar!!!

Andreia Resende

As cores da poesia

As cores da poesia
No Outono as folhas caem
De todos os tons e cores
Muda-se também a comida
Mudam-se também os sabores

A poesia e a pintura
Dão largas à imaginação
E todos os anos no Outono
Toca-se uma nova canção

A chuva e a geada
Tornam os dias insuportáveis
Lembramo-nos então do Verão
E dos seus dias agradáveis

As palavras e as notas
Voam todas no ar
No papel e nas pautas musicais
Só temos de as apanhar

Numa época tão bonita
É tão fácil inventar
Menos o poema que a professora mandou
Esse já custa a conjecturar…



Maria Teresa Manzarra, 9ºB

Asas feridas

Quebraram-me as asas
Em criança,
Impediram-me de voar.
Prenderam a minha alma,
Não me deixaram sonhar


Entre medos e silêncios
Fui calando o que sentia
Fui crescendo inibida
Sendo de tudo proibida
Um mundo sem fantasia.


E cresci com sentimentos
De temor e insegurança
Percorri a adolescência
Numa enorme turbulência
Não guardo boa lembrança.


E o tempo foi passando
Deixando algo profundo
Perguntas por responder
Da vida, nada saber
Sem preparo para o mundo


Nunca impeçam um ser
De voar
De sonhar
Facilitem-lhe o saber
Dêem-lhe espaço para aprender
Ensinem-lhe o que é Amar.

Setembro 2009

Fany




Quebraram-me as asas .
Em criança,
Impediram-me de voar.
Prenderam a minha alma
Não me deixaram sonhar


Entre medos e silêncios
Fui calando o que sentia
Fui crescendo inibida
Sendo de tudo proibida
Um mundo sem fantasia.


E cresci com sentimentos
De temor e insegurança
Percorri a adolescência
Numa enorme turbulência
Não guardo boa lembrança.


E o tempo foi passando
Deixando algo profundo
Perguntas por responder
Da vida, nada saber
Sem preparo para o mundo


Nunca impeçam um ser
De voar
De sonhar
Facilitem-lhe o saber
Dêem-lhe espaço para aprender
Ensinem-lhe o que é Amar.

Setembro 2009

Fany

Quando vais soltar de novo esse olhar

Quando vais soltar de novo esse olhar

que lentamente me queima por dentro

sinto falta de te ver de novo brilhar

pois és tu e só tu onde eu me centro.



Ando nesta estrada de passagem

a tentar encontrar uma solução

sei que naquela manhã não foste uma miragem

de facto és muito mais do que purailusão.



Não sei onde ficar e os dias sãobanais

não sei onde pertenço nem quem sou

um "talvez" na nossahistória não é nada mais

do que aquilo que na minha memória ficou.



Saudade é algo que sinto no dia a dia

algo que aperta com força o coração

o que fizeste na minha vida foi pura magia

algo que fica para sempre como recordação.

Inês

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Errar

Fazer o que querer
Por vezes acabamos a perder.
Não queria mesmo vos desiludir
E sei que o fiz.

Mas agora não há volta a dar
Aprendemos com o verbo errar
E com o verbo recuperar,
Por muito que possa explicar
Nunca vou encontrar
Explicação possível,
Que corrigir o incorrigível!

Não consigo explicar o que sinto
Não quero repetir
Mas se disser “-nunca mais”,
Talvez minto.

Não vou por maus caminhos
Nem por poças e espinhos,
Estou a descobrir…
Sei que não devia,
Mas a verdade e que me apetecia,
E o desejar sobrepôs-se ao superar
E daí gerou o fracassar.

Só resta aprender
E viver

Elsa Silvestre