O concurso impôs-nos uma seleção muito restrita do talento poético que germina na nossa escola, nem todos podem ser vencedores , mas a beleza das palavras de cada um dos poemas que a seguir vos damos a oportunidade de conhecer revela o quão difícil foi a nossa escolha e o quanto nos orgulhamos dos nossos pequenos escritores.
Contagem
Um cintilante cristal
Um dia por esquecer
Um novo passado
Um recente futuro
Dois arco-íris
Dois infinitos
Dois meses passados
Dois correntes rios
Três cores preferidas
Três cruéis verdades
Três memórias esquecidas
Três fantasias trocadas
Quatro contas erradas
Quatro erros cometidos
Quatro mentiras sentidas
Quatro melodiosas sinfonias
Cinco estrelas no céu
Cinco lágrimas no chão
Cinco sorrisos perfeitos
Cinco dedos tem uma mão
Seis velas acesas
Seis velas apagadas
Seis gotas de chuva
Seis chamas alaranjadas
Sete dias da semana
Sete distantes caminhos
Sete pedras cortantes
Sete gestos macios
Oito corações magoados
Oito oiros encontrados
Oito jóias resplandecentes
Oito papoilas vaidosas
Nove jogos derrotados
Nove sentimentos perdidos
Nove promessas quebradas
Nove figuras diferentes
Dez flores floridas
Dez amargos sentidos
Dez espelhos partidos
Dez números proferidos.
Rita Silva 9ºB
Algo
Sinto algo a palpitar
Bem cá dentro de mim
Será sangue ou será água
Não sei mas não tem fim
Espero vir a descobrir
Para te poder contar
Ao meu ser, dentro de mim
O único em quem posso confiar
O suor beija a minha cara
Como algo me faz pensar
Será o sol, será o vento
Que os meus segredos irá desvendar
Algo me quer dizer
Algo me quer contar
Algum sentido tem
E vou ter de o desposar
Sinto algo a palpitar
Bem cá dentro de mim
Será algo com certeza
Que eu vou ter de descobrir
Quando bate mais forte
Sinto o céu a desabar
Os sonhos vão caindo
E as estrelas voam no mar
Às vezes desaparece
Mas volta logo a correr
Sinto muito a sua falta
Pois faz parte do meu ser
É o meu local especial
Para fugir do dilúvio
Só eu conheço o caminho
Que vai dar a este refúgio
Não existem palavras
Para o descrever
Bate dentro de mim
É o que tens de saber
Sinto algo a palpitar
Bem cá dentro de mim
É algo certamente
Espero que nunca tenha fim
Maria Teresa Manzarra
Nº10 9ºB
Sentimento do coração
Quero contar-te uma coisa
Que sinto no fundo do meu coração
Não podes contar a ninguém
Guarda-o na palma da tua mão
Não contei a mais ninguém
A não ser a ti e a mim
És a única que compreende
E não olha para o fim
Algum dia desta vida
Espero vir a entender
O que cá faz este sentimento
Que não consigo perceber
É oculto e misterioso
Nem a cara pode dar
Sei pouco sobre ele
Mas um dia o vou olhar
Não existem palavras
Para o descrever
Agora que está dentro de mim
Não o vou mais esconder
Quero contar-te uma coisa
Espero que venhas a perceber
Acho que já consigo
De alguma forma entender
Um dia olhei pela janela
Numa noite de luar
Empoleirei-me no parapeito
E via as estrelas a dançar
Falavam umas com as outras
Sobre algo importante
Faziam gestos com as mãos
E chamavam-lhe desconcertante
Então a mais brilhante
Olhou-as a todas de uma vez
Fez uma pausa muito longa
E contou até dez
Contou-lhes tudo sobre ele
Aquele sentimento colorido
Chamou-lhe então amor
E disse que tinha de ser vivido
Maria Teresa Manzarra
Nº10 9ºB
Momento
Como pude
fazer algo tão estúpido, tão marado.
Deixar-te
ali pendurado, à chuva todo molhado ,
enquanto eu corria, sem saber o que fazia,
escolhendo de novo outra via, que não a certa.
Depois, fiquei parada.
Percebi que
corria para nada.
Virei-me para trás, à tua procura.
Será isso uma loucura?
Pensar em amar algo da qual fujo?
Pensar em beijar lábios escanzelados, macios e molhados
ali à chuva parados,
mas que nunca senti.
Não é loucura, é amor.
Não é de tal modo inovador, mas é de algum modo prometedor.
Sinto o encanto em cada recanto do grande pranto que carrego comigo,
por não ter conseguido seguir em frente.
Senti a dor e o temor,
isso sim inovador,
de que quando voltasse para trás
não estivesses lá, à minha espera.
Pendurado, parado, despenteado e com os lábios todos molhados.
Isso sim prometedor, não inovador,
pois sinto que talvez esperarias por mim,
mas de tal forma encantador.
E no meio de toda a dor e fulgor,
voltei para trás,
com esperança de finalmente sentir osteus lábios escanzelados, macios e molhados,
de tal forma torneados,
que a ninguém podiam ser melhor associados.
Então voltei, pisei, chorei, cantei, pensei, deixei,
enquanto numa fração de segundo,
tudo voltava a ser como estava destinado.
Maria Teresa Manzarra
Nº10 9ºB
Sonhos
Lágrimas nascem e desabrocham
Na minha face maltratada
Partiste-me o coração
E agora preciso de ser maltratada
Preciso de compreender
Porque te deixei para trás
Porque escondi o coração
Em todas as eras más
Olho-te agora
Com mais do que uma emoção
Dás-me luz, dás-me esperança
És a minha inspiração
Peguei num caderno e escrevi
Como me fazias sentir
Como és perfeito ao meu olhar
Como não suportaria ver-te partir
No meubolso, bem guardada
Está escritauma carta
Escrevi-a com o coração
E já pensei em entregar-ta
Às vezes sonho demais
Com juvenis contos de encantar
Sonho em abraçar-te
E que finalmente te posso alcançar
Que te posso contar
Tudo o que eu já senti
Posso ler-te depois
Tudo o que sobre ti escrevi
Mas tudo não passa de um sonho
Algo belo e jovial
Lágrimas caem de novo
E tudo volta ao normal.
Maria Teresa Manzarra
Nº10 9ºB
Toque de
Magia
Como o teu belo sorriso
Brilhante me alicia
Podemos sim dizer
Que foi um toque de magia
Como o teu suave toque
Me queima e acaricia
Como ficou a tua mão
De repente, tão macia
Quando olhas para mim
Como o teu olhar brilha
E tudo à tua volta
Sobre ti se movia
Como entras de rompante
Assim, tão galante
Como o meu olhar o queria
O teu toque de magia
És confiante, um pinga-amor
Um pobre, jovem sonhador
Quando o teu sorriso se move
Sobre ti, tudo se envolve
Como teu toque de magia
Queima lírios e lírias
Como então acordaria
Sem saber o que sentiria
Não sabes os bens
Que possuis ou tens
Quando entras com esplendor
Percorre o ar, o amor.
Esteja chuva ou esteja sol
Esteja uma noite quente ou fria
Antes de adormecer, o que eu queria
Era o teu toque de magia.
Maria Teresa Manzarra 9ºB
Era uma vez uma lágrima
Que de vez em quando precisava de sair,
Mas eu queria que ela ficasse presa
E então comecei a sorrir.
O sorriso guerreava com a lágrima.
E ela teimava em sair,
Mas como o sorriso é mais forte
A lágrima passou a pedir .
Ela pedia muita vez
Para sair cá para fora
Mas o sorriso era constante
E ganhava sem demora .
Mas a lágrima tanto queria e não podia
Que começou a ficar maior
O sorriso não queria
Porque achava que assim era melhor.
A lágrima continuou a crescer
Até já parecia uma bolha de ar
O sorriso não aguentou mais
E eu desatei a chorar .
Entretanto já aprendi
Que nunca se deve ignorar
Senão começa a encher
E o saco vai rebentar .
Agora vou sempre deixá-la sair
Sempre que ela quiser
É só ela pedir
Sempre que lhe apetecer.
Raquel Freitas; 9ºB; Nº15
A LÁGRIMA
Era uma vez uma lágrima
Que de vez em quando precisava de
sair
Mas eu queria que ela ficasse
presa
E então comecei a sorrir.
O sorriso guerreava com a lágrima
E ela teimava em sair
Mas como o sorriso é mais forte
A lágrima passou a pedir
Ela pedia muita vez
Para sair cá para fora
Mas o sorriso era constante
E ganhava sem demora
Mas a lágrima tanto queria e não
podia
Que começou a ficar maior
O sorriso não queria
Porque achava que assim era
melhor
A lágrima continuou a crescer
Até já parecia uma bolha de ar
O sorriso não aguentou mais
E eu desatei a chorar
Entretanto já aprendi
Que nunca se deve ignorar
Senão começa a encher
E o saco vai rebentar
Agora vou sempre deixá-la sair
Sempre que ela quiser
É só ela pedir
Sempre que lhe apetecer.
Raquel
Freitas; 9ºB; Nº15
Se eu fosse um instrumento…
Se eu fosse um instrumento,
Seria uma guitarra;
Para nas tardes de verão
Acompanhar a cigarra.
Se eu fosse um instrumento,
Seria um tambor;
Porque assim tocava
Com muito fervor.
Se eu fosse um instrumento,
Seria um piano;
Para tocar a despedida
Aobaixar do pano.
Se eu fosse um instrumento,
Seria uma bateria;
Para animar a festa
Com a minha alegria.
Se eu fosse um instrumento,
Seria uma caixa chinesa;
Tocaria todos os dias
Para acabar com a tristeza.
Se eu fosse um instrumento,
Seria um violino;
E a todos os músicos
Dedicaria um hino!
Maggie
O Amor
Quantas vezes já tentei
Uma vez por todas te esquecer
Só ainda não percebi
Porque é que nunca o consigo fazer.
Podem gozar que eu não me importo
Pois é contigo que eu quero estar
E só tenho pena
Que não me possas amar!
Cada vez que te vejo
Sinto um aperto no coração
Só queria que de uma vez por todas
Me pudesses dar a tua mão.
Acho que ainda não percebeste
O quanto és importante para mim
E quando é que vais compreender
Que o meu amor por ti não tem fim.
És e sempre serás
O meu grande amor,
Mas também serás
O que me causou mais dor.
Não fazes ideia
Do quanto me fazes sofrer
Quando de mim foges
E dizes que não me queres ver.
Espero que um dia
Possamos ser felizes
E viver com a cabeça no ar
Como um bando de perdizes
Quando leres isto
Pode ser que percebas o meu amor
E que entendas de uma vez
Que haverá sempre um sofredor
Neste caso fui eu
E espero que não
Sofras o que eu sofri
Pois partiste-me o coração.
Lutarei por ti
Até depois da minha morte
E espero que seja desta
Que esteja com sorte.
Agora grito para todo o mundo
Sem a mínima dor
Que nunca amarei ninguém
Como te amo a ti, amor!
Ângela Baptista 7ºC
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
domingo, 4 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Concurso "Faça Lá um Poema"
Este concurso, promovido pelo Plano Nacional de Leitura, recebeu contributos até ao final do mês de Fevereiro.
Na nossa escola houve vários concorrentes e com muita qualidade.
Infelizmente, teve de ser feita uma seleção: só podia ser selecionado um poema por ciclo.
Todos os poemas que nos chegaram serão aqui publicados.
Hoje damos a vez aos "eleitos", que são o João Tavares,do 5ºC e a Maria Teresa Manzarra, do 9ºB, a quem apresentamos os nossos parabéns.
A música
Para mim a música é baril
Quem me dera poder enfiá-la num barril
Ou então,comê-la com caril
Às vezes a música faz-nos pensar
Outras,dá-nos vontade de dançar
De mexer os pés e por os braços no ar
Mas também nos pode fazer chorar
Ou então simplesmente sonhar
Com tudo aquilo que nos faz amar
A música é comunicação universal
Capaz de animar um Carnaval
Oude nos manter quentes no Natal
A música é tão simples e tão bela
Que pode ser feita com uma panela
E tocada na Ópera ou na janela
João Tavares,5ºc,nº14
Imaginação
Ninguém acredita em magia
No mundo donde eu venho
Ninguém pensa no amor
Esses pensamentos, só eu os tenho
Acreditam na realidade
Que tudo é lógico e racional
Mas estão iludidos
Pois o que pensam, pensam mal
As cores, as luzes, os sonhos
São de uma infinidade
Podem ir do simples
Até à excentricidade
Mas com um toque
Tudo vai mudar
Vão todos passar
A acreditar
N a magia e nos sonhos
Nas letras e nas palavras
Nos triângulos e nos cubos
Pois sozinhos não valem nada
Agarra-os todos de uma vez
Guarda-os bem na tua mão
E aí vais descobrir
O que é ter imaginação
Maria Teresa Manzarra, nº10, 9ºB
Agora é só aguardar o resultado a nível nacional. Boa sorte!
Na nossa escola houve vários concorrentes e com muita qualidade.
Infelizmente, teve de ser feita uma seleção: só podia ser selecionado um poema por ciclo.
Todos os poemas que nos chegaram serão aqui publicados.
Hoje damos a vez aos "eleitos", que são o João Tavares,do 5ºC e a Maria Teresa Manzarra, do 9ºB, a quem apresentamos os nossos parabéns.
A música
Para mim a música é baril
Quem me dera poder enfiá-la num barril
Ou então,comê-la com caril
Às vezes a música faz-nos pensar
Outras,dá-nos vontade de dançar
De mexer os pés e por os braços no ar
Mas também nos pode fazer chorar
Ou então simplesmente sonhar
Com tudo aquilo que nos faz amar
A música é comunicação universal
Capaz de animar um Carnaval
Oude nos manter quentes no Natal
A música é tão simples e tão bela
Que pode ser feita com uma panela
E tocada na Ópera ou na janela
João Tavares,5ºc,nº14
Imaginação
Ninguém acredita em magia
No mundo donde eu venho
Ninguém pensa no amor
Esses pensamentos, só eu os tenho
Acreditam na realidade
Que tudo é lógico e racional
Mas estão iludidos
Pois o que pensam, pensam mal
As cores, as luzes, os sonhos
São de uma infinidade
Podem ir do simples
Até à excentricidade
Mas com um toque
Tudo vai mudar
Vão todos passar
A acreditar
N a magia e nos sonhos
Nas letras e nas palavras
Nos triângulos e nos cubos
Pois sozinhos não valem nada
Agarra-os todos de uma vez
Guarda-os bem na tua mão
E aí vais descobrir
O que é ter imaginação
Maria Teresa Manzarra, nº10, 9ºB
Agora é só aguardar o resultado a nível nacional. Boa sorte!
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Carnaval
A poesia também vos convida a "sambar" no Carnaval...
Soneto de Carnaval
Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado é uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Vinicius de Moraes, in 'Antologia Poética'
A noite dos mascarados
Quem é você, adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascara...dos procuram os seus namorados perguntando assim
Quem é você, diga logo que eu quero saber o seu jogo
Que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero me arder no seu fogo
Eu sou seresteiro, poeta e cantor
O meu tempo inteiro só zombo do amor
Eu tenho um pandeiro, só quero um violão
Eu nado em dinheiro, não tenho um tostão
Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
Eu sou tão menina, meu tempo passou
Eu sou colombina, eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar, deixa o barco correr
Deixa o dia raiar que hoje eu sou da maneira que vo...cê me quer
O que você pedir eu lhe dou, seja você quem for
Seja o Deus quiser
CHICO BUARQUE
Um Carnaval
Vem ao baile vem ao baile
Pelo braço ou pelo nariz
Vem ao baile vem ao baile
E vais ver como te ris
Deixa a tristeza roer
As unhas de desespero
Deixa a verdade e o erro
Deixa tudo vem beber
Vem ao baile das palavras
Que se beijam desenlaçam
Palavras que ficam passam
Como a chuva nas vidraças
Vem ao baile oh tens de vir
E perder-te nos espelhos
Há outros muito mais velhos
Que ainda sabem sorrir
Vem ao baile da loucura
Vem desfazer-te do corpo
E quando caíres de borco
A tua alma é mais pura
Vem ao baile vem ao baile
Pelo chão ou pelo ar
Vem ao baile baile baile
E vais ver o que é bailar.
O'Neill, Alexandre- Poesias completas, INCM
Soneto de Carnaval
Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado é uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Vinicius de Moraes, in 'Antologia Poética'
A noite dos mascarados
Quem é você, adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascara...dos procuram os seus namorados perguntando assim
Quem é você, diga logo que eu quero saber o seu jogo
Que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero me arder no seu fogo
Eu sou seresteiro, poeta e cantor
O meu tempo inteiro só zombo do amor
Eu tenho um pandeiro, só quero um violão
Eu nado em dinheiro, não tenho um tostão
Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
Eu sou tão menina, meu tempo passou
Eu sou colombina, eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar, deixa o barco correr
Deixa o dia raiar que hoje eu sou da maneira que vo...cê me quer
O que você pedir eu lhe dou, seja você quem for
Seja o Deus quiser
CHICO BUARQUE
Um Carnaval
Vem ao baile vem ao baile
Pelo braço ou pelo nariz
Vem ao baile vem ao baile
E vais ver como te ris
Deixa a tristeza roer
As unhas de desespero
Deixa a verdade e o erro
Deixa tudo vem beber
Vem ao baile das palavras
Que se beijam desenlaçam
Palavras que ficam passam
Como a chuva nas vidraças
Vem ao baile oh tens de vir
E perder-te nos espelhos
Há outros muito mais velhos
Que ainda sabem sorrir
Vem ao baile da loucura
Vem desfazer-te do corpo
E quando caíres de borco
A tua alma é mais pura
Vem ao baile vem ao baile
Pelo chão ou pelo ar
Vem ao baile baile baile
E vais ver o que é bailar.
O'Neill, Alexandre- Poesias completas, INCM
Nada me importa
Sabes que eu não detinha a razão
nem queria este caminho para mim
mas conseguiste atingir o meu coração
e eu tentei negar que fosse assim.
Eu tentei resistir a um sentimento
tentei não me deixar levar
tentei não me render a um momento
tentei negar quem eu queria amar.
Tudo isto me mata lentamente
queria não ter de viver presa a ilusões
o que estou a sentir não podia ser mais coerente
mas para esta vida não há grandes definições.
Os dias são longos, as horas banais
já não importa o que estou a sentir
não me interessam as pessoas nem os locais
se eras apenas tu quem me fazia sorrir.
Inês Marques
nem queria este caminho para mim
mas conseguiste atingir o meu coração
e eu tentei negar que fosse assim.
Eu tentei resistir a um sentimento
tentei não me deixar levar
tentei não me render a um momento
tentei negar quem eu queria amar.
Tudo isto me mata lentamente
queria não ter de viver presa a ilusões
o que estou a sentir não podia ser mais coerente
mas para esta vida não há grandes definições.
Os dias são longos, as horas banais
já não importa o que estou a sentir
não me interessam as pessoas nem os locais
se eras apenas tu quem me fazia sorrir.
Inês Marques
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Dia dos Namorados

Há muitas formas de celebrar o amor que temos uns pelos outros. Numa escola, onde diferentes gerações se cruzam diariamente, estabelecem laços, uns são efémeros e frágeis, mas outros, eu ousaria dizer a maioria deles, são sólidos e resistem ao passar do tempo e ao desgaste do dia a dia.
O Ateliê quis, quis mais uma vez, mostrar como a poesia pode ser uma poderosa aliada na construção de laços, promovendo a atividade "Escolhe um poema para o teu amor". Os alunos tiveram ao seu dispor 19 poemas de autores consagrados que puderam endereçar para o destinatário escolhido. No dia 14 de fevereiro os poemas foram entregues em mão pelos "cupidos" contratados, todos eles alunos do 7ºC.( Álvaro António, Mara Inácio, António Justiniano, Inês Santos, Filipa Coutinho e Vasco Oliveira).
Uma das frases poéticas mais foi enviada foi esta de Victor Hugo, simples, mas cheia de significado:
"A maior felicidade é a certeza de sermos amados, apesar de sermos como somos"
São inúmeros os poemas que aqui poderíamos deixar para sinalizar esta data. A nossa escolha recai sobre um dos heterónimos de Fernando Pessoa:
O Amor é Uma Companhia
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais
depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir
vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que
está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as
árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que
sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol
com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro
Na música também são constantes as referências ao amor, aos encontros e desencontros que o mesmo proporciona.Ouve porque o amor também se propaga através das notas musicais, que por vezes nos reconfortam na nossa tristeza, nas nossas lembranças e saudades.
Someone Like You
Adele
I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn't give to you
Old friend
Why are you so shy
It ain't like you to hold back
Or hide from the light
I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over
Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah
You'd know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summery haze
Bound by the surprise of our glory days
I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over yet
Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah
Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes they're memories made
Who would have known how bitter-sweet this would taste
Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don't forget me, I beg, I remembered you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don't forget me, I beg, I remembered you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah, yeah
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Para Reflectir,
Poeta-Repórter,
poetas portugueses
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Volta para mim
Desde que partiste
Não penso em mais ninguém,
pois é difícil crer
é difícil acreditar
que nós já não estamos bem.
Quero que tu ouças
aquilo que eu te digo
podemos ser amigos...
Só nos estamos a afastar,
olhar para ti,
não te poder tocar,
é um tormento...
Volta para mim,
quero mostrar-te um lugar bem bonito
onde ninguém pode entrar,
aí poderás ver
o teu e o meu nome
escritos no céu, ao luar.
A minha vida és tu!
és tu que dá brilho ao meu olhar...
Volta,
pois és tudo o que eu quero,
por ti espero.
é complicado entender,
é complicado acreditar,
saber que é difícil,
nós voltarmos a encontrar-nos...
O tempo passa,
eu ando à deriva,
gosto de ti!
Quero resolver o que pode ser resolvido,
faltas tu...
Por favor,
dá-me a tua mão,
quero sentir novamente
que estou no teu coração...
Dá-me forças para te conquistar
e de novo acreditar...
Dá-me força,
que me dê razão para voltar!
Deixa-me voltar um pouco atrás...
Certamente, também sentes a minha ausência...
Volta para mim!
Xana
Não penso em mais ninguém,
pois é difícil crer
é difícil acreditar
que nós já não estamos bem.
Quero que tu ouças
aquilo que eu te digo
podemos ser amigos...
Só nos estamos a afastar,
olhar para ti,
não te poder tocar,
é um tormento...
Volta para mim,
quero mostrar-te um lugar bem bonito
onde ninguém pode entrar,
aí poderás ver
o teu e o meu nome
escritos no céu, ao luar.
A minha vida és tu!
és tu que dá brilho ao meu olhar...
Volta,
pois és tudo o que eu quero,
por ti espero.
é complicado entender,
é complicado acreditar,
saber que é difícil,
nós voltarmos a encontrar-nos...
O tempo passa,
eu ando à deriva,
gosto de ti!
Quero resolver o que pode ser resolvido,
faltas tu...
Por favor,
dá-me a tua mão,
quero sentir novamente
que estou no teu coração...
Dá-me forças para te conquistar
e de novo acreditar...
Dá-me força,
que me dê razão para voltar!
Deixa-me voltar um pouco atrás...
Certamente, também sentes a minha ausência...
Volta para mim!
Xana
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