domingo, 6 de maio de 2012

DIA DA MÃE

No dia em que se celebra o Dia da Mãe, escrevi dois poemas que gostaria de partilhar com todos , o primeiro dedico à minha mãe, uma companheira e amiga sem igual; o segundo é dedicado aos meus três lindos filhos que me enchem de mimos todos os dias e são o meu bem mais precioso.


Mãe

É grande este nome,

Ele contém toda a leveza,

Toda a subtileza de um ser superior

Que me protege, acarinha e encoraja

A seguir um caminho individual

Obrigada mãe!





SER MÃE

Ser mãe é maravilhoso

É acompanhar um crescimento,

Presenciar o desenvolvimento

Acreditando num futuro grandioso.



Ser mãe é singular

É ralhar carinhosamente,

Secar os olhos calmamente

E continuar a amar.



Ser mãe é simples

É entrelaçar corações,

Partilhar emoções

E ensinar a ser livre.



Ser mãe é um privilégio

É a eterna jovialidade,

Acalentada pela bondade

Num domínio régio.



É único ser a Mãe

Do Bruno, do Henrique e do Xavier

Eles são a fonte de energia

De uma vida repleta de magia.



Obrigada filhotes!


Helena Rodrigues









quinta-feira, 3 de maio de 2012

LIVRO

Livro
um amigo
para falar comigo
um navio
para viajar
um jardim
para brincar
uma escola
para levar
debaixo do braço.

Livro
um abraço
para além do tempo
e do espaço.

Luísa Ducla Soares

No âmbito da leitura e interpretação da obra Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen os aluno do 5ºF deram asas à imaginação e fizeram estes lindos poemas.

Se eu fosse uma menina do mar

gostava de ir nadar e nunca me cansar
Seria fascinante ir ao fundo do mar, e sonhar
Ver os jardins de anémonas
as flores que são irrequietas
e nunca param quietas

Inês Rodrigues, nº 7, 5ºF


Se eu fosse um menino do mar

Se eu fosse um menino do mar
brincaria com algas e rochas
e detestaria fogo, lume…
e tochas.

Se eu fosse um menino do mar
seria um excelente nadador
e falaria sempre com a água,
não guardava nenhum rancor.
Se eu fosse um menino do mar
seria bonito e fortalhão,
trabalharia toda a vida
para ser rei dos mares ou Tritão
Se eu fosse um menino do mar
como os que vejo na televisão
faria, talvez quase tudo
para segurar um grande bastão
Serei um menino do mar,
isto se Deus quiser.
Mas eu quero e hei-de conseguir,
faça ele o que fizer.
Guilherme Pereira, nº 9, 5º F

Ah, se eu fosse uma menina do mar

Se eu fosse uma menina do mar

Nadava nas águas salgadas
Ia aos navios afundados
Que lembravam épocas passadas.
Partia da areia
Onde eu tinha nascido
E ia em diante
Pelo mar perdido.

Ia ver os caranguejos
Eram grandes fileiras
E nas ruas aguadas
Inventava brincadeiras.
Agarrava as ondas
Que eram minhas amigas
E as algas matreiras
Pregavam-me partidas.
Ia para as rochas
Nas noites de luar
Pensar em como é bom
Ser a menina do mar.
Ai como eu
Me podia esquecer?!
As conchas são amigas
Que não se pode perder.
Nadava dia e noite
Pelo mar ia passear
Depois tirava um tempo
Para ir descansar.
Ah! Se eu fosse
A menina do mar
Adormecia
Em ti a pensar.


Beatriz Contente 5ºF


Se eu fosse uma menina do mar

Se eu fosse uma Menina do Mar
Ia procurar tesouros escondidos,
Algo iria encontrar,
Talvez um novo amigo!

Um amigo para me ajudar
A descobrir algo novo
E para me aventurar
Num mundo espantoso!

Descobria um tesouro maravilhoso,
Que mais parecia ouro,
Tinha um bilhete de um pirata,
Um pirata carinhoso.

Tânia Rodrigues 5ºF


Se eu fosse o menino do mar


Se eu fosse o menino do mar,
saltitava e dançava no mar
como um bailarino,
à frente da raia a tocar sino.
No fundo do mar
estava um peixe a boiar
na água transparente
que acabara finalmente.
Se eu fosse o menino do mar
veria um peixe no ar.
Se eu fosse o menino do mar
veria um peixe no ar,
caindo a cantar
depois, na água, a saltar
Um dia na praia
estava eu deitado na areia
a comer com a boca cheia
olhando para uma menina de saia.
No último dia da minha vida
estava a noite caída
e quando eu ia sair
da armadilha da raia, tive que fugir!


    Jialong Ye, 5º F

Se Eu fosse uma menina do mar


Ah! Se eu fosse uma menina do mar,
nadava, nadava até
encontrar o meu lar!


Ah! Se eu fosse uma menina do mar,
saltava, saltava
nas rochas a
dançar e a cantar!


Ah! Se eu fosse uma menina do mar,
utilizava as algas
macias do mar
para me deitar!


Ah! Se eu fosse uma menina do mar,
deitava-me nas rochas a
olhar para o luar!

          Mariana Fragoso, 5º F


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Bem no fundo

No fundo, no fundo,
Bem lá no fundo,
A gente gostaria
De ver nossos problemas
Resolvidos por Decreto

A partir desta data,
Aquela mágoa sem remédio
É considerada nula
E sobre ela - silêncio perpétuo

Extinto por lei todo o remorso,
Maldito seja quem olhar para trás,
Lá prá trás não há nada,
E nada mais

Mas os problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
E aos domingos saem todos passear
O problema, sua senhora
E outros pequenos probleminhas.

Paulo Leminski (1944-1989)
Porque eu acreditava
mesmo quando não vinhas
eu sempre te encontrava
nesse sorriso que tinhas.

Porque eu sei esperar
mas tu sabes fugir
de nada serve amar
se o teu dom é partir.

Porque eu aguentava
e não desistia de sonhar
mas enquanto eu tentava
tu apenas me sabias magoar.

Porque nada tenho comigo
o tempo tudo levou
a minha vida fazia sentido contigo
mas agora o fim da linha chegou.

Inês Marques

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Questão de Pontuação

Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionisíaca);


viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):


o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.


João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

Adecedário

Vá, não entres aí
Isso é um advérbio de modo
E embora te pareça um particípio passado
é um adjectivo e às vezes um presente.

Fica parado à saída: está a chover
Dentro dessa frase quem anda ao sol molha-se muito
É um discurso idiomático e por isso
onde está o pronome é o substantivo.

Junta-te ao ponto e vírgula: custa menos
do que escrever com pontinhos nos is
quando as reticências nos confundem
com exclamações ou verbos no futuro.

Os conjuntivos na oração nunca se entendem:
e por isso, dizem, é que os agás são mudos.

João Garção