As palavras que nunca te direi
Nunca da tua boca as ouvirei
Dizem "que amor é fogo que arde sem se ver"
Por isso, o meu vais sempre ter.
Eu senti que não conseguia viver
Sem te ver
Não paro de procurar o teu olhar
E para sempre, a tua imagem quero conservar.
Sem ti, a minha vida não faz sentido
Rejeitaste-me e fiquei com o coração partido,
Tu és o caminho do meu destino
Difícil de percorrer...
Se eu tivesse coragem para te dizer o que sinto
Nunca mais sairíamos daqui
Porque não há forma de descrever
A beleza que há em ti.
Ruben Lima 7ºC
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Balada da Neve
Por sugestão da Professora Cristina Fernandes publicamos hoje um poema que, tradicionalmente, os meninos aprendiam antigamente na escola.
Um bocadinho de neve no nosso verão. O autor do poema é Augusto Gil.
E quantas vezes eu neguei
E quantas vezes eu neguei
por entre esta dor que sentia
que és o melhor que eu encontrei
que o que fazes comigo é pura magia.
Nunca nos deixaram falar
e eu que deixei tanto por dizer
peço-te que não finjas querer lutar
agora que tudo acabou por morrer.
O que magoa não é recordar
mas sim sentir por momentos
algo que gelou com esse olhar
e que quebrou os meus sentimentos.
Pede-me tudo menos para fugir
eu não posso, eu não quero voltar
por favor não penses em desistir
vamos neste instante fazer o tempo parar.
Inês Marques
por entre esta dor que sentia
que és o melhor que eu encontrei
que o que fazes comigo é pura magia.
Nunca nos deixaram falar
e eu que deixei tanto por dizer
peço-te que não finjas querer lutar
agora que tudo acabou por morrer.
O que magoa não é recordar
mas sim sentir por momentos
algo que gelou com esse olhar
e que quebrou os meus sentimentos.
Pede-me tudo menos para fugir
eu não posso, eu não quero voltar
por favor não penses em desistir
vamos neste instante fazer o tempo parar.
Inês Marques
terça-feira, 15 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Os Novos Lusíadas
No dia 4 de Maio de 2012 foi lançado um novo livro de Vasco Graça Moura, que resolveu assinalar 50 anos de vida literária "com uma homenagem útil a Camões": Os Lusíadas Para Gente Nova", publicado pela Gradiva.
Aqui deixamos um excerto, com esperança de motivar novos leitores entre a gente nova.
"Sabemos muito pouco de Camões,
Mal sabemos quem foram os seus pais,
Quanto ao seu nascimento há discussões,
Dos seus estudos não se sabe mais.
Passou dezassete anos aos baldões
Na Índia em paragens orientais.
Fazia belos versos muitas vezes.
N'Os Lusíadas canta os Portugueses.
(...)
Para o fazer, Camões usou a oitava
Que é feita de oito versos a rimar
Até aos sexto as rimas alternava,
Nos dois finais a rima vai a par.
Com oitavas assim, organizava
Essa história que tinha de contar
Em cantos que são dez e a nós, ao lê-los,
Espanta como pôde ele escrevê-los.
(...)
Parece hoje uma banda desenhada
E afinal a gente não estranha
Que o Super-Homem voe, e nos agrada
O Senhor dos Anéis, o Homem-Aranha,
E tantos divertindo a criançada
Com repentina e mágica façanha,
Usando seus poderes sensacionais,
Batman, Harry Potter, muitos mais..."
Vasco Graça Moura
Aqui deixamos um excerto, com esperança de motivar novos leitores entre a gente nova.
"Sabemos muito pouco de Camões,
Mal sabemos quem foram os seus pais,
Quanto ao seu nascimento há discussões,
Dos seus estudos não se sabe mais.
Passou dezassete anos aos baldões
Na Índia em paragens orientais.
Fazia belos versos muitas vezes.
N'Os Lusíadas canta os Portugueses.
(...)
Para o fazer, Camões usou a oitava
Que é feita de oito versos a rimar
Até aos sexto as rimas alternava,
Nos dois finais a rima vai a par.
Com oitavas assim, organizava
Essa história que tinha de contar
Em cantos que são dez e a nós, ao lê-los,
Espanta como pôde ele escrevê-los.
(...)
Parece hoje uma banda desenhada
E afinal a gente não estranha
Que o Super-Homem voe, e nos agrada
O Senhor dos Anéis, o Homem-Aranha,
E tantos divertindo a criançada
Com repentina e mágica façanha,
Usando seus poderes sensacionais,
Batman, Harry Potter, muitos mais..."
Vasco Graça Moura
Etiquetas:
mensagem,
Poesia na História,
poetas portugueses
domingo, 6 de maio de 2012
DIA DA MÃE
No dia em que se celebra o Dia da Mãe, escrevi dois poemas que gostaria de partilhar com todos , o primeiro dedico à minha mãe, uma companheira e amiga sem igual; o segundo é dedicado aos meus três lindos filhos que me enchem de mimos todos os dias e são o meu bem mais precioso.
Helena Rodrigues
Mãe
É grande este nome,
Ele contém toda a leveza,
Toda a subtileza de um ser superior
Que me protege, acarinha e encoraja
A seguir um caminho individual
Obrigada mãe!
SER MÃE
Ser mãe é
maravilhoso
É acompanhar
um crescimento,
Presenciar o
desenvolvimento
Acreditando
num futuro grandioso.
Ser mãe é
singular
É ralhar
carinhosamente,
Secar os
olhos calmamente
E continuar
a amar.
Ser mãe é
simples
É entrelaçar
corações,
Partilhar
emoções
E ensinar a
ser livre.
Ser mãe é um
privilégio
É a eterna
jovialidade,
Acalentada
pela bondade
Num domínio
régio.
É único ser
a Mãe
Do Bruno, do
Henrique e do Xavier
Eles são a
fonte de energia
De uma vida
repleta de magia.
Obrigada
filhotes!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
LIVRO
Livro
um amigo
para falar comigo
um navio
para viajar
um jardim
para brincar
uma escola
para levar
debaixo do braço.
Livro
um abraço
para além do tempo
e do espaço.
Luísa Ducla Soares
um amigo
para falar comigo
um navio
para viajar
um jardim
para brincar
uma escola
para levar
debaixo do braço.
Livro
um abraço
para além do tempo
e do espaço.
Luísa Ducla Soares
Subscrever:
Mensagens (Atom)