Aqui fica um bonito poema sugerido por Tânia Palma do 8º C.
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois, abri o mar com as mãos
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
cobre as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite curva-se de frio,
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quando for preciso,
para fazer com que o mar cresça
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras,
e as minhas mãos quebradas.
Cecília Meireles
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quinta-feira, 21 de março de 2013
Escondido na minha alma
Um mistério está escondido na minha alma
Chama-se amor
Um sentimento maior
És a minha principal vontade de viver
Nunca te vou esquecer
Desde o primeiro dia em que te vi
A tua linda cara nunca esqueci.
Não posso passar sem ti
Para sempre vou amar-te
E sentir o coração a palpitar.
Não tenho palavras suficiente para exprimir o que sinto
No entanto, para ti sempre estarei aqui.
Ruben Lima 8º C
Chama-se amor
Um sentimento maior
És a minha principal vontade de viver
Nunca te vou esquecer
Desde o primeiro dia em que te vi
A tua linda cara nunca esqueci.
Não posso passar sem ti
Para sempre vou amar-te
E sentir o coração a palpitar.
Não tenho palavras suficiente para exprimir o que sinto
No entanto, para ti sempre estarei aqui.
Ruben Lima 8º C
No âmbito da Semana da Leitura, os alunos do 8º C produziram acrósticos cujo tema foi o mar. Estes trabalhos ficaram expostos na biblioteca da escola. Aproveitem e mergulhem nesta brisa de palavras.
Mar, lindo mar
Adoro quando bates com as ondas na areia e
Rio de felicidade.
Amo o som das ondas que
Refletem nos meus olhos e
Tento não olhar para o
Espelho do Sol a bater no mar.
Vasco Oliveira nº26 8ºC
Pavlo Rudchuck nº18 8ºC
Leio as ondas e
Escrevo a praia
Respeito o sol que me ilumina
Adoro fazer coisas para
Zelar pelo habitat dos
Ursos pardos e
Leões marinhos.
Vasco Oliveira nº26 8ºC
Pavlo Rudchuck nº18 8ºC
Mar é arte
Arte é mar
Revolvendo as águas do oceano em busca da liberdade
Abraçando as ondas impiedosas
Remando sem ter fim
Tão belos paraísos encontrando
Entre dias e noites buscando.
Alváro António nº2 8ºC
Mar é obra de arte
A água a sua tela
Renascendo de forma bela
Antes era desconhecido
Raramente a encontrava
Trazia uma energia
Ela me apaixonava
António
Justiniano nº5 8ºC
Tiago Gonçalves nº22 8ºC
Ler é maravilhoso
E fabuloso como o mar
Revolvendo as areias do luar
A arte é como o mar
Zelando pelo natural
Usando o vento para ajudar
Levando consigo o seu areal
António
Justiniano nº5 8ºC
Tiago Gonçalves nº22 8ºC
Marés violentas, mulheres preocupadas
Algazarra no mar, medo em terra
Rochas com pérolas, diamantes escondidos
Amores por vir, tristezas por irem
Riquezas vêm com as ondas
Tragédias desconhecidas,
E sempre que precisarmos, a companhia do mar, para nos
alegrar.
Inês Santos
nº11 8ºC
Mara Inácio
nº15 8ºC
Ler, olhar, observar, tudo para
Escrever o quanto é belo o mar
Relembrar momentos bem passados
Azul é o céu, assim como o mar
Zelam pelo beleza das ondas
Ultrapassa qualquer coisa, imaginar o quanto é
brilhante o fundo do mar
Letras espalhadas pelas algas, sonhos perdidos nas
marés.
Inês Santos
nº11 8ºC
Mara Inácio
nº15 8ºC
Léguas sem
fim
Encontrando
tua vasta história
Respirando o
teu azul
Andando sem
de stino
Ziguezagueando
com a força do teu corpo imenso
Único que
ninguém supera
Lamento a
tua perda, despedindo-me
André Ferreira Nº3 8º C
Manejavam os navios
À procura de
Regresso
Ajudavam Portugal
Remando contra a maré
Tentando acreditar e
Esperando no regresso.
Tomás Dinis
Nº24 8ºC
Lindo é o mar
E sempre azul
Radiante são as suas ondas
Aventurando-se por entre o mar
Zelam pela vida
Único é o mar
Lindas são as ondas.
Alexandra Agostinho Nº1 8ºC
Mar é liberdade
Atravessa o espírito dos seus amantes
Refletindo o orgulho dos seus comandantes
Acumulando riqueza e glória
Regressando à pátria
Trazendo novas vidas aos seus habitantes
E esplendor à sua nação
Pedro
Almeida Nº19 8ºC
Navegar em
Alto mar
Oiço-te
Na madrugada
Da paixão e
Apaixono-me por ti.
Durmo e
Acordo
Sempre a pensar em ti
Libertas-me os pensamentos
Enquanto expulso a raiva por ti,
Imaginando
Tantas vidas que roubaste
Uns em vão e outros não
Respeitando-te tanto e,
Agora
Só resta dor...
Beatriz Martins 8ºC Nº6
Marinheiros, marinheiros
Andam sempre a navegar
Recolhendo o peixe para jantar
A noite toda a pescar
Recebiam para viver
Tirando saudades
Esperando a família rever.
Vânia Campos Nº25 8ºC
João Cardoso Nº13 8ºC
Nadando, nadando
Através da praia
Vem o pôr do sol
E vamos vê-lo no farol
Grandes as ondas eram
Altas ainda mais ficaram
Rebentavam lentamente
Na noite escura
O farol brilhava
Sem parar de iluminar as ondas.
Lindas sem parar
Incapaz de cansar
Vinham e iam
Rebentavam sem parar
O todo poderoso
Sabia que ali estava o mar.
Vânia Campos
Nº25 8ºC
João Cardoso Nº13 8ºC
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Carnaval
Com os teus dedos feitos de tempo silencioso,
Modela a minha mascara, modela-a…
E veste-me essas roupas encantadas
Com que tu mesmo te escondes, ó oculto!
Modela a minha mascara, modela-a…
E veste-me essas roupas encantadas
Com que tu mesmo te escondes, ó oculto!
Põe nos meus lábios essa voz
Que só constrói perguntas,
E, à aparência com que me encobrires,
Dá um nome rápido, que se possa logo esquecer…
Que só constrói perguntas,
E, à aparência com que me encobrires,
Dá um nome rápido, que se possa logo esquecer…
Eu irei pelas tuas ruas,
Cantando e dançando…
E lá, onde ninguém se reconhece,
Ninguém saberá quem sou,
À luz do teu Carnaval…
Cantando e dançando…
E lá, onde ninguém se reconhece,
Ninguém saberá quem sou,
À luz do teu Carnaval…
Modela a minha mascara!
Veste-me essas roupas!
Veste-me essas roupas!
Mas deixa na minha voz a eternidade
Dos teus dedos de silencioso tempo…
Mas deixa nas minhas roupas a saudade da tua forma…
E põe na minha dança o teu ritmo,
Para me conduzir…
Dos teus dedos de silencioso tempo…
Mas deixa nas minhas roupas a saudade da tua forma…
E põe na minha dança o teu ritmo,
Para me conduzir…
Cecília Meireles
A vida é uma tremenda bebedeira
A vida é uma tremenda bebedeira.
Eu nunca tiro dela outra impressão.
Passo nas ruas, tenho a sensação
De um carnaval cheio de cor e poeira…
Eu nunca tiro dela outra impressão.
Passo nas ruas, tenho a sensação
De um carnaval cheio de cor e poeira…
A cada hora tenho a dolorosa
Sensação, agradável todavia,
De ir aos encontrões atrás da alegria
Duma plebe farsante e copiosa…
Sensação, agradável todavia,
De ir aos encontrões atrás da alegria
Duma plebe farsante e copiosa…
Cada momento é um carnaval imenso
Em que ando misturado sem querer.
Se penso nisto maça-me viver
E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso
Em que ando misturado sem querer.
Se penso nisto maça-me viver
E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso
De mais… Balbúrdia que entra pela cabeça
Dentro a quem quer parar um só momento
Em ver onde é que tem o pensamento
Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça…
Dentro a quem quer parar um só momento
Em ver onde é que tem o pensamento
Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça…
Automóveis, veículos, (…)
As ruas cheias, (…)
Fitas de cinema correndo sempre
E nunca tendo um sentido preciso.
As ruas cheias, (…)
Fitas de cinema correndo sempre
E nunca tendo um sentido preciso.
Julgo-me bêbado, sinto-me confuso,
Cambaleio nas minhas sensações,
Sinto uma súbita falta de corrimões
No pleno dia da cidade (…)
Cambaleio nas minhas sensações,
Sinto uma súbita falta de corrimões
No pleno dia da cidade (…)
Uma pândega esta existência toda…
Que embrulhada se mete por mim dentro
E sempre em mim desloca o crente centro
Do meu psiquismo, que anda sempre à roda…
Que embrulhada se mete por mim dentro
E sempre em mim desloca o crente centro
Do meu psiquismo, que anda sempre à roda…
E contudo eu estou como ninguém
De amoroso acordo com isto tudo…
Não encontro em mim, quando me estudo,
Diferença entre mim e isto que tem
De amoroso acordo com isto tudo…
Não encontro em mim, quando me estudo,
Diferença entre mim e isto que tem
Esta balbúrdia de carnaval tolo,
Esta mistura de europeu e zulu
Este batuque tremendo e chulo
E elegantemente em desconsolo…
Esta mistura de europeu e zulu
Este batuque tremendo e chulo
E elegantemente em desconsolo…
Que tipos! Que agradáveis e antipáticos!
Como eu sou deles com um nojo a eles!
O mesmo tom europeu em nossas peles
E o mesmo ar conjuga-nos
Como eu sou deles com um nojo a eles!
O mesmo tom europeu em nossas peles
E o mesmo ar conjuga-nos
Tenho às vezes o tédio de ser eu
Com esta forma de hoje e estas maneiras…
Gasto inúteis horas inteiras
A descobrir quem sou; e nunca deu
Com esta forma de hoje e estas maneiras…
Gasto inúteis horas inteiras
A descobrir quem sou; e nunca deu
Resultado a pesquisa… Se há um plano
Que eu forme, na vida que talho para mim
Antes que eu chegue desse plano ao fim
Já estou como antes fora dele. É engano
Que eu forme, na vida que talho para mim
Antes que eu chegue desse plano ao fim
Já estou como antes fora dele. É engano
A gente ter confiança em quem tem ser…
(…)
(…)
Olho p’ró tipo como eu que ai vem…
(…)
Como se veste (…) bem
Porque é uma necessidade que ele tem
Sem que ele tenha essa necessidade.
(…)
Como se veste (…) bem
Porque é uma necessidade que ele tem
Sem que ele tenha essa necessidade.
Ah, tudo isto é para dizer apenas
Que não estou bem na vida, e quero ir
Para um lugar mais sossegado, ouvir
Correr os rios e não ter mais penas.
Que não estou bem na vida, e quero ir
Para um lugar mais sossegado, ouvir
Correr os rios e não ter mais penas.
Sim, estou farto do corpo e da alma
Que esse corpo contém, ou é, ou faz-se…
Cada momento é um corpo no que nasce…
Mas o que importa é que não tenho calma.
Que esse corpo contém, ou é, ou faz-se…
Cada momento é um corpo no que nasce…
Mas o que importa é que não tenho calma.
Não tenciono escrever outro poema
Tenciono só dizer que me aborreço.
A hora a hora minha vida meço
E acho-a um lamentável estratagema
Tenciono só dizer que me aborreço.
A hora a hora minha vida meço
E acho-a um lamentável estratagema
De Deus para com o bocado de matéria
Que resolveu tomar para meu corpo…
Todo o conteúdo de mim é porco
E de uma chatíssima miséria.
Que resolveu tomar para meu corpo…
Todo o conteúdo de mim é porco
E de uma chatíssima miséria.
Só é decente ser outra pessoa
Mas isso é porque a gente a vê por fora…
Qualquer coisa
Mas isso é porque a gente a vê por fora…
Qualquer coisa
Álvaro de Campos
Subscrever:
Mensagens (Atom)
