sexta-feira, 12 de abril de 2013

Um Mundo de Sonho




Deslizo pelas rugas dos lençóis,
O lume do dia
Vem brincar sobre o teu corpo.
Olho-te…Espero-te…
Saímos,
Povos exploradores,
Com vontade de descobrir esconderijos
Torná-los nossos.
Naquela loucura infantil
Característica dos amantes.
Conduzida por Ti, trago ruelas
Calculo plataformas a dourar ao sol
Dirigimo-nos ao mar
Sabes sempre,
Adivinhas sempre, onde quero estar!
Sol, areia e salpicos salgados.
Envolto pelas lágrimas marinhas,
Refletes-te em mil pedaços,
Cada qual com o seu brilho,
A sua cor…
As minhas mãos procuram as tuas,
Querem entrelaçá-las, guardá-las…
Hoje, tenho as tuas gargalhadas,
Enfraquecidas na brisa fresca que teima em brincar com os meus cabelos.
Os raios de sol vêm,
Suavemente,
Despedir-se de nós….
Deslizo pelas rugas dos lençóis
E, acordo d’um dia perfeito
No sonho de uma noite.


Tânia Palma, nº 21

terça-feira, 2 de abril de 2013

Tenho medo


Tenho medo!!!
Da vida, um dia, deixar de admirar
De não ver, apenas olhar
De que os olhos olhem sem brilhar
E com as pessoas que gosto, não mais me importar...

Tenho medo!
Da poesia não conseguir mais rimar
Do meu canto não mais afinar
De ter que me resignar a calar
E os sentimentos nem ter mais pra esconder...


Tenho medo!
Da esperança, discordar
De andar triste a tremer
De me deixar agir
E não ser dona nem do meu caminhar...

Tenho medo
De sentir o sol a arrefecer
De parar de viajar
De olhar o céu e o mar
E não sonhar!

Tânia Palma 8ºC

Não vamos chorar...





Não vamos chorar...
Vamos sonhar!
Não vamos mentir...
Vamos sorrir!
Não vamos fingir...
Vamos sentir!

Para quê estas lágrimas?
Se a tristeza não alimenta
Apenas faz com que aumente
Esta dor que atormenta.
Respira, fecha os olhos... Ri!
És tu mesmo, és verdadeiro
Nada teu vai excluir o que és
Porque és autêntico, inteiro.

Pensa... Nada vale mais que o teu sorriso
Nem que o brilho do teu olhar.
Não tenhas medo de viver...
Deixa-te pelos sonhos levar!

Tânia Palma 8ºC

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia da Poesia

"O poeta não quer duplicar o mundo
não quer fazer dele uma cópia:

...
 Luta com a palavra
como Jacob lutou com o anjo
mas a escada que ele sobe
conduz a outras alturas
a outras planuras

É assim que o poeta
palavra por palavra
como pedra sobre pedra
constrói o edifício do poema

E a sua mão
robótico instrumento comandado
pela algébrica lógica do sentido oculto
produz
deve produzir
o que o mundo não tem
o que o mundo não diz
o que o mundo não é."
 

ANA HATHERLY, in A IDADE DA ESCRITA (Ed. Tema, 1998)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pus o meu sonho num navio

Aqui fica um bonito poema sugerido por Tânia Palma do 8º C.

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois, abri o mar com as mãos
para o meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
cobre as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite curva-se de frio,
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quando for preciso,
para fazer com que o mar cresça
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras,
e as minhas mãos quebradas.

Cecília Meireles

Escondido na minha alma

Um mistério está escondido na minha alma
Chama-se amor
Um sentimento maior

És a minha principal vontade de viver
Nunca te vou esquecer
Desde o primeiro dia em que te vi
A tua linda cara nunca esqueci.

Não posso passar sem ti
Para sempre vou amar-te
E sentir o coração a palpitar.

Não tenho palavras suficiente para exprimir o que sinto
No entanto, para ti sempre estarei aqui.

Ruben Lima 8º C

No âmbito da Semana da Leitura, os alunos do 8º C produziram acrósticos cujo tema foi o mar. Estes trabalhos ficaram expostos na biblioteca da escola. Aproveitem e mergulhem nesta brisa de palavras.

Mar, lindo mar
Adoro quando bates com as ondas na areia e
Rio de felicidade.

Amo o som das ondas que
Refletem nos meus olhos e
Tento não olhar para o
Espelho do Sol a bater no mar.


 Vasco Oliveira nº26 8ºC
  Pavlo Rudchuck nº18 8ºC


Leio as ondas e
Escrevo a praia
Respeito o sol que me ilumina

Adoro fazer coisas para
Zelar pelo habitat dos
Ursos pardos e
Leões marinhos.

 
  Vasco Oliveira nº26 8ºC
                                                     
 Pavlo Rudchuck nº18 8ºC



Mar é arte
Arte é mar
Revolvendo as águas do oceano em busca da liberdade

Abraçando as ondas impiedosas
Remando sem ter fim
Tão belos paraísos encontrando
Entre dias e noites buscando.

Alváro António nº2 8ºC



Mar é obra de arte
A água a sua tela
Renascendo de forma bela

Antes era desconhecido
Raramente a encontrava
Trazia uma energia
Ela me apaixonava

António Justiniano nº5 8ºC
Tiago Gonçalves nº22 8ºC

Ler é maravilhoso
E fabuloso como o mar
Revolvendo as areias do luar

A arte é como o mar
Zelando pelo natural
Usando o vento para ajudar
Levando consigo o seu areal

António Justiniano nº5 8ºC
Tiago Gonçalves nº22 8ºC

Marés violentas, mulheres preocupadas
Algazarra no mar, medo em terra
Rochas com pérolas, diamantes escondidos

Amores por vir, tristezas por irem
Riquezas vêm com as ondas
Tragédias desconhecidas,
E sempre que precisarmos, a companhia do mar, para nos alegrar.

Inês Santos nº11 8ºC
Mara Inácio nº15 8ºC

Ler, olhar, observar, tudo para
Escrever o quanto é belo o mar
Relembrar momentos bem passados

Azul é o céu, assim como o mar
Zelam pelo beleza das ondas
Ultrapassa qualquer coisa, imaginar o quanto é brilhante o fundo do mar
Letras espalhadas pelas algas, sonhos perdidos nas marés.

Inês Santos nº11 8ºC
Mara Inácio nº15 8ºC

Léguas sem fim
Encontrando tua vasta história
Respirando o teu azul

Andando sem de stino
Ziguezagueando com a força do teu corpo imenso
Único que ninguém supera
Lamento a tua perda, despedindo-me
 André Ferreira Nº3 8º C

Manejavam os navios
À procura de
Regresso

Ajudavam Portugal
Remando contra a maré
Tentando acreditar e
Esperando no regresso.
   Tomás Dinis  Nº24 8ºC

Lindo é o mar
E sempre azul
Radiante são as suas ondas

Aventurando-se por entre o mar
Zelam pela vida
Único é o mar
Lindas são as ondas.
  Alexandra Agostinho Nº1 8ºC

Mar é liberdade
Atravessa o espírito dos seus amantes
Refletindo o orgulho dos seus comandantes

Acumulando riqueza e glória
Regressando à pátria
Trazendo novas vidas aos seus habitantes
E esplendor à sua nação
Pedro Almeida Nº19 8ºC

Navegar em
Alto mar
Oiço-te
Na madrugada
Da paixão e
Apaixono-me por ti.
Durmo e
Acordo
Sempre a pensar em ti
Libertas-me os pensamentos
Enquanto expulso a raiva por ti,
Imaginando
Tantas vidas que roubaste
Uns em vão e outros não
Respeitando-te tanto e,
Agora
Só resta dor...
   Beatriz Martins 8ºC Nº6

Marinheiros, marinheiros
Andam sempre a navegar
Recolhendo o peixe para jantar

A noite toda a pescar
Recebiam para viver
Tirando saudades
Esperando a família rever.
  Vânia Campos Nº25 8ºC
  João Cardoso Nº13 8ºC

Nadando, nadando
Através da praia
Vem o pôr do sol
E vamos vê-lo no farol
Grandes as ondas eram
Altas ainda mais ficaram
Rebentavam lentamente

Na noite escura
O farol brilhava
Sem parar de iluminar as ondas.

Lindas sem parar
Incapaz de cansar
Vinham e iam
Rebentavam sem parar
O todo poderoso
Sabia que ali estava o mar. 
Vânia Campos Nº25 8ºC
   João Cardoso Nº13 8ºC