segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eu nunca pensei amar assim alguém
como te amo a ti(...)

Tu és o meu porto de abrigo
Eu só sonho contigo
E é contigo que eu quero estar,
Tu és o meu ombro amigo,
Ficar sem ti não consigo
E nada nos vai separar.

Por vezes temos discussões,
Tal como toda a gente tem
Dizemos coisas sem pensar,
Não ouvimos mais ninguém.

É nestes momentos que percebo
Que sem ti não sou ninguém
É nesse momentos em que ficamos bem
Que sei que nunca amei ninguém
Como tu...

Tânia Palma 8º C



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quando a gente ama alguém de verdade


Quando a gente ama alguém de verdade
Esse amor não se esquece
O tempo passa, tudo passa, mas no peito
O amor permanece
E qualquer minuto longe é demais
A saudade atormenta
Mas qualquer minuto perto é bom demais
o amor só aumenta

Vivo por ele
Ninguém duvida
Porque ele é tudo
Na minha vida

Eu nunca imaginei que houvesse no mundo
Um amor desse jeito
Do tipo que quando se tem não se sabe
Se cabe no peito


Mas eu posso dizer que sei o que é ter
Um amor de verdade
E um amor assim eu sei que é pra sempre
É pra eternidade

Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho- me esquecido de mim
Mas d'ele eu nunca me esqueço

Por ele esse amor eterno
O amor mais bonito
É assim nosso amor sem limite
O maior e mais forte que existe

Tânia Palma, nº21- 8ºC

Um Mundo de Sonho




Deslizo pelas rugas dos lençóis,
O lume do dia
Vem brincar sobre o teu corpo.
Olho-te…Espero-te…
Saímos,
Povos exploradores,
Com vontade de descobrir esconderijos
Torná-los nossos.
Naquela loucura infantil
Característica dos amantes.
Conduzida por Ti, trago ruelas
Calculo plataformas a dourar ao sol
Dirigimo-nos ao mar
Sabes sempre,
Adivinhas sempre, onde quero estar!
Sol, areia e salpicos salgados.
Envolto pelas lágrimas marinhas,
Refletes-te em mil pedaços,
Cada qual com o seu brilho,
A sua cor…
As minhas mãos procuram as tuas,
Querem entrelaçá-las, guardá-las…
Hoje, tenho as tuas gargalhadas,
Enfraquecidas na brisa fresca que teima em brincar com os meus cabelos.
Os raios de sol vêm,
Suavemente,
Despedir-se de nós….
Deslizo pelas rugas dos lençóis
E, acordo d’um dia perfeito
No sonho de uma noite.


Tânia Palma, nº 21

terça-feira, 2 de abril de 2013

Tenho medo


Tenho medo!!!
Da vida, um dia, deixar de admirar
De não ver, apenas olhar
De que os olhos olhem sem brilhar
E com as pessoas que gosto, não mais me importar...

Tenho medo!
Da poesia não conseguir mais rimar
Do meu canto não mais afinar
De ter que me resignar a calar
E os sentimentos nem ter mais pra esconder...


Tenho medo!
Da esperança, discordar
De andar triste a tremer
De me deixar agir
E não ser dona nem do meu caminhar...

Tenho medo
De sentir o sol a arrefecer
De parar de viajar
De olhar o céu e o mar
E não sonhar!

Tânia Palma 8ºC

Não vamos chorar...





Não vamos chorar...
Vamos sonhar!
Não vamos mentir...
Vamos sorrir!
Não vamos fingir...
Vamos sentir!

Para quê estas lágrimas?
Se a tristeza não alimenta
Apenas faz com que aumente
Esta dor que atormenta.
Respira, fecha os olhos... Ri!
És tu mesmo, és verdadeiro
Nada teu vai excluir o que és
Porque és autêntico, inteiro.

Pensa... Nada vale mais que o teu sorriso
Nem que o brilho do teu olhar.
Não tenhas medo de viver...
Deixa-te pelos sonhos levar!

Tânia Palma 8ºC

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia da Poesia

"O poeta não quer duplicar o mundo
não quer fazer dele uma cópia:

...
 Luta com a palavra
como Jacob lutou com o anjo
mas a escada que ele sobe
conduz a outras alturas
a outras planuras

É assim que o poeta
palavra por palavra
como pedra sobre pedra
constrói o edifício do poema

E a sua mão
robótico instrumento comandado
pela algébrica lógica do sentido oculto
produz
deve produzir
o que o mundo não tem
o que o mundo não diz
o que o mundo não é."
 

ANA HATHERLY, in A IDADE DA ESCRITA (Ed. Tema, 1998)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pus o meu sonho num navio

Aqui fica um bonito poema sugerido por Tânia Palma do 8º C.

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois, abri o mar com as mãos
para o meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
cobre as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite curva-se de frio,
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quando for preciso,
para fazer com que o mar cresça
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras,
e as minhas mãos quebradas.

Cecília Meireles