Céu colapsado
sangue na rua
quando despida
minha alma fica nua.
É profundo o sentimento
quando a tinta corre com conhecimento
na rua a alma a fugir
na folha letras a surgir.
É a vida da alma na rua
que imagina além da imaginação
cavaleiro que ergue a espada
com nobreza no coração.
Miguel Venceslau 7º F
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Poesia é...
Imaginar o que nos vai na alma
Ouvindo o bater do coração em cada palavra.
O respirar das letras que se escrevem
Algo que se sente, que se expressa
E que se escreve com alma,
Dando asas à imaginação.
A canção das letras que paira na folha
Como uma nuvem no céu,
Que ilumina o infinito da nossa alma.
Ser mais poderoso que tudo
Atribuindo novos significados às palavras,
Transmitindo sentimentos e pensamentos.
A poesia é um conjunto
Que traduz emoções.
Poema coletivo do 7º F
Ouvindo o bater do coração em cada palavra.
O respirar das letras que se escrevem
Algo que se sente, que se expressa
E que se escreve com alma,
Dando asas à imaginação.
A canção das letras que paira na folha
Como uma nuvem no céu,
Que ilumina o infinito da nossa alma.
Ser mais poderoso que tudo
Atribuindo novos significados às palavras,
Transmitindo sentimentos e pensamentos.
A poesia é um conjunto
Que traduz emoções.
Poema coletivo do 7º F
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Mais variações sobre Gil Vicente
Onzeneiro- Pois que
triste episódio
Acabei como Adão.
Diabo- Pois, Vossa Excelência
Quereis algo mais que a
vida terrena
Quereis lá tornar
Para semear maçãs?
Onzeneiro-Tende piedade
de mim
É só o que eu peço
Mais de dez moedas têm
eu
Mas não hás-de ficar
com elas…
É dinheiro que me
custou a ganhar…
Diabo- Vossa Excelência
enganou-se no verbo
Não é ganhar
Querias dizer: roubar.
Onzeneiro- Com a
infelicidade de outros durmo eu bem
Tiro algum a quem já
pouco tem
Aprendi esta arte desde
moço
E a ninguém deixo osso.
Diabo- Tenha a bondade
de entrar
A bordo e remar
Pois as terras de Lúcifer
O esperam…
Onzeneiro- Às terras do
mal, não hei de eu chegar
Nem que para isso
Vinte moedas tenham que
entregar
Diabo- Vossa Majestade
acha então
Que estou a profanar um
tal plano
Subi a bordo e hasteai
a vela
Porque hoje é dia de
festa.
Onzeneiro-Não hei de eu
ir aí
Nem que tenha que
subornar
Não vou remar
Chame um marinheiro
Diabo- Oh que gentil
recear…
Miguel Mendinhas, 9ºB
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Confissão do Sapateiro
Bem, meu Deus nunca
roubei
Nem assassinei
e nem a minha mulher “adulterei”
Renuncio ao baptismo
Em remissão dos pecados
Nunca roubei tudo
Foi só um bocado de
cada vez…
Rezei muito a Deus e a
Maria
Sabia lá eu que quando
morresse
Com nada ficaria
E que as orações não me
serviriam?!
Não compreendo:
Não é pagar muito
Um par de sapatos, 80
reis
O preço é baixo
E felizes os demais.
Sempre pensei que muito
podia pecar
E depois, era só falar
Com o padre e me
confessar
O prior dizia
“Meu filho”, um Pai Nosso
e duas Avé Marias vais ter de rezar.
Eu rezava no dia
seguinte
Mas já novamente pecava.
Mas que triste fim
Eu vim ter
E na barca do inferno
Vou eu agora embarcar.
Entro agora na barca
Com a corda ao pescoço
Castigo merecido
Para quem tudo come
E nem deixa osso
Tenho falta de juízo
Para a minha idade
É tão verdade.
Miguel Mendinhas, 9ºB
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
De Gil Vicente aos dias de hoje...
No âmbito do estudo da obra "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, foi solicitada a produção de textos alusivos às cenas analisadas.
Como alguns alunos optaram pela Poesia para realizar os seus trabalhos, considerámos que estes poderiam abrilhantar este espaço.
Aqui ficam, então...
Inferno, 18 de
Fevereiro de 1518
Meu
caro amigo,
Padre fui, marido
também,
um bom fiel fora,
a partir de ontem
não fui além
pois
morreram muito má hora.
Vim parar a um
cais
e do nada apareci,
ao lado de uma
barca,
infernal
destino que mereci.
Tive a oportunidade
de poder falar
e através desta
carta
o
teu destino irás salvar.
Evita o mal,
pratica o bem,
E na barca da Glória
irás
para o Além.
Roubar é errado,
o adultério
também,
Não faças como eu
que
o pratiquei com mais de cem.
Vou ter que me
despedir,
desejar que não
erres,
E com os teu
filhos não berres.
O teu grande amigo,
Frade...
João Serrano, 9ºB FEM
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Aqui ficam dois belos poemas de dois autores portugueses, eternos nas suas palavras...
Todas as cartas de amor…
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Fernando Pessoa
Miguel Torga
Identidade
Matei a lua e o luar difuso.
Quero os versos de ferro e de cimento.
E
em vez de rimas, uso
As consonâncias que há no sofrimento.
Universal e aberto, o meu instinto acode
A
todo o coração que se debate aflito.
E luta como sabe e como pode:
Dá beleza e sentido a cada grito.
Mas
como as inscrições nas penedias
Têm maior duração,
Gasto as horas e os dias
A endurecer a forma
da emoção.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
A tua voz é suave como um beijo
A tua voz é suave como um beijo
Nela me perco de emoção
Quando falas comigo
Mal sinto o coração.
Quando sorris para mim
Parece que fico sem chão
O mundo é tão grande
Mas contigo parece anão.
Quando olhas para mim
Deves querer matar-me de paixão
A curva dos teus olhos
Abraça o meu coração.
Esse brilhar de olhos
Faz querer-me mais e mais
Não sei se vou conseguir resistir
Pois esses olhos são fora do normal.
Quando estou contigo
E te encho de abraços
Fico nervosa, pois é muita responsabilidade
Segurar o meu mundo nos braços.
Sei que posso cuidar de ti
E fazer-te mais feliz
Nós os dois
Todo o dia a comer amendoins.
Quando cá estiveres
Temos muita coisa para resolver
Porque és bastante importante
E não te posso perder.
Bem, vou terminar por aqui
Só quero que percebas
O quanto és importante para mim
Ângela Baptista, nº4, 9ºC
Nela me perco de emoção
Quando falas comigo
Mal sinto o coração.
Quando sorris para mim
Parece que fico sem chão
O mundo é tão grande
Mas contigo parece anão.
Quando olhas para mim
Deves querer matar-me de paixão
A curva dos teus olhos
Abraça o meu coração.
Esse brilhar de olhos
Faz querer-me mais e mais
Não sei se vou conseguir resistir
Pois esses olhos são fora do normal.
Quando estou contigo
E te encho de abraços
Fico nervosa, pois é muita responsabilidade
Segurar o meu mundo nos braços.
Sei que posso cuidar de ti
E fazer-te mais feliz
Nós os dois
Todo o dia a comer amendoins.
Quando cá estiveres
Temos muita coisa para resolver
Porque és bastante importante
E não te posso perder.
Bem, vou terminar por aqui
Só quero que percebas
O quanto és importante para mim
Ângela Baptista, nº4, 9ºC
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