segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Poesia Pedagógica

Hoje temos um poema da Professora Maria Helena Mateus, que nos deu a honra de ceder este texto para o nosso blogue, ainda antes da publicação.
Ora leiam e vejam lá se não é mesmo assim:

Poesia Pedagógica

Movimento que é pensado
Resulta de outra maneira
Raciocinas, elaboras,
Tens a fórmula mais certeira

Tu movimentas teu corpo
Numa dada direcção
Vais distraído, não pensas,
Sujeitas-te ao trambolhão...

Na Escrita, passa-se o mesmo:
Estás desatento, e então?!...
Como sofrem as palavras...
Trocas os bês pelos vês
As sílabas sofrem também,
Em vez de Ei, escreves Ai,
Pões acentos que não são,
Um novo Acordo Ortográfico,
Mas que grande confusão!

E na Leitura é igual,
Tenta ler com expressão,
Pronuncia, lê com calma,
Do texto, entendes o conteúdo,
Respira na Pontuação!

Ler em voz alta, faz bem,
A voz transmite Emoção!
Todos vão gostar de ouvir-te,
Imagina-te locutor
De Rádio ou televisão!

Estás nervoso, atormentado?!
Fecha os teus olhos...Relaxa...
Respira profundamente...
Sente o teu corpo pesado,
Desprende o que te apoquente!

Perdoa qualquer ofensa,
Ao Mundo que te rodeia,
Analisa-te e revê-te...
Tranquiliza a tua mente
Germina em ti a Harmonia,
Essa é a Boa semente.

Em qualquer área da Vida,
É útil esta Atitude:
Vendo os Outros como Irmãos,
Trabalhando a Compreensão
Expandimos a Humanitude.

Poesia baseada na Terapia Psicomotora
Janeiro de 2014

Maria Helena Mateus da Silva

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Amor

O amor é uma doença...
que nos corrói até às entranhas
fazendo-nos sofrer até mais não.
Pior ainda, quando não é correspondido
porque sentimos que o mundo está acabado
e que ficamos sozinhos, solitários para sempre.
Há quem diga que amar é bom
que nos faz felizes por dentro, e
rejuvenescidos por fora.
Que causa em nós tal sensação de
alegria, nostalgia e paixão.
Paixão ardente, que nos aquece no
dia mais quente do inverno.
Mas causa tanta dor como a pior facada
nas costas.
Causa desgosto e amargura na pessoa
mais gentil daquele reino distante dos sentimentos.
Enfim...O que se pode dizer do amor?
Há que sentir, amar para se amar e ser amado
É uma dança que se dança a dois.
Perguntem a Pedro e Inês...

Miguel Venceslau, 8ºF

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cecília e os cavalinhos de Deli

Voa, Cecília, voa com as tuas asas de vento,
seguindo o rasto nocturno dos cavalinhos de Deli,
nesse galope que te leva até à fonte mais secreta
dos sonhos da infância, dos diamantes da memória.

Voa, Cecília, voa com esse vagar de menina,
tecendo a seda dos versos com o carinho
das palavras encantadas, com o rumor
dos sentimentos que a alma oculta em si.

Voa, Cecília, voa por essas Índias sonhadas
onde o mistério das cores se confunde
com o dos livros ainda por escrever
e leva contigo os cavalinhos de Deli,
irmãos dos poetas e dos encantadores de sombras
que se tornam cúmplices da luz
sempre que acordamos, sôfregos de som,
com um destino inteiro por cumprir,
assim como quem canta, assim como quem vive.

Poema de José Jorge Letria (poeta português) dedicado a Cecília Meireles (poetisa brasileira).

Este poema foi retirado de um livro de poesia que existe na nossa biblioteca. Chama-se Poemas e com Animais e está à espera que tu lá vás ler mais.

Podes também pesquisar sobre Deli para perceber porque esta cidade, sendo real, aparece como um lugar mágico.

Boas leituras!

Os Animais

A tartaruga e o caracol
são animais lentos
e o canto do rouxinol
que canta ao som dos ventos

O cavalo e a vaca
bebem água fresquinha
comem ervas e palha
enchem bem a barriguinha

O leão e o macaco
selvagens eles são
uns que querem carinho
são o gato e o cão

Há milhares de anos desapareceram
dinossauros pré-históricos, eles são
animais que morreram
e não ficaram num caixão

Há tantos animais
por onde posso escolher
muitos, muitos mais
que alguns não são para comer

Com bonitos animais
acaba este poema
ainda há muitos mais
só que escolher é um dilema

Melissa Vasco, nº19, 6º C

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Poema da natureza

As flores brilham pela manhã
E eu recuso um casaco de lã
As árvores mexem com o vento
Mas o caracol continua lento.

As estrelas deixam o céu estrelado
E a lua voa ao seu lado.
O sol brilha
Enquanto mastiga pastilha.

O cão ladra
Enquanto eu faço uma quadra
O rato rói um queijo
Enquanto eu peço um desejo.                                                                                                                        
Mariana Líbano Nº 17 e Mariana Soares Nº 18 do 6º C

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ANO LETIVO 2014/2015

Um pequeno poema, escrito há já muitos anos, sobre ensinar e aprender, que é o que se faz na Escola.
Aqui fica, pois, desejando a todos (nós) um bom ano letivo 2014/2015.

Canário Assistente

Ao lado dos dois pianos
assiste à lição da menina.

É generoso com o velho
professor. E cantando
também ele ensina tudo o que sabe.


António Osório

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Como o terrorismo destrói a Humanidade

Para mim,o maior problema do mundo
terá de ser o terrorismo
por causa de discórdias,
do ódio e do racismo.

Origem de guerras
problema antigo e fundo
perto de nós
e em todo o mundo.

Os que o praticam
pelo ódio foram consumidos
destruidores de lares
homens perdidos.

Pessoas más há em todo o lado
de Arábia Saudita a Zimbabué
mas os terroristas
são corpos malvados sem alma e fé.

São a raiz morta da Terra
envenenam a sociedade
com mentiras e balas
escondem a verdade.

Há muito existem
desde a mais antiga idade
estão escondidos nos becos
e estão na tua cidade.

Não sei se gostam
de provocar dor e criar o pandemónio
não tenho a certeza sobre quem são
para além de terem os olhos vazios do demónio.

Quero que desapareçam
que sejam apagados da Humanidade
e espero um dia crescer e ser bom
para proteger a nossa cidade.

Bruno Amado, 7ºG