A vida é como um eletrocardiograma
Com inúmeros altos e baixos.
Na vida nós procuramos a estabilidade
mas tentamos evitar aquele monótono
traço contínuo que apaga a chama
que nos eleva e nos faz sucumbir.
Procuramos a paz interior, procuramos o
amor.
Estranho sentimento esse amor.
Nada acontece por acaso e na vida
cada segundo que vivemos,
com esta nossa chama querida,
faz com que nos apercebamos
que há que viver a vida...
...porque o sol ilumina os
mortais, porque os defuntos
não incomodam nunca mais.
Miguel Venceslau (8ºF)
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Poesia Pedagógica
Hoje temos um poema da Professora Maria Helena Mateus, que nos deu a honra de ceder este texto para o nosso blogue, ainda antes da publicação.
Ora leiam e vejam lá se não é mesmo assim:
Poesia Pedagógica
Movimento que é pensado
Resulta de outra maneira
Raciocinas, elaboras,
Tens a fórmula mais certeira
Tu movimentas teu corpo
Numa dada direcção
Vais distraído, não pensas,
Sujeitas-te ao trambolhão...
Na Escrita, passa-se o mesmo:
Estás desatento, e então?!...
Como sofrem as palavras...
Trocas os bês pelos vês
As sílabas sofrem também,
Em vez de Ei, escreves Ai,
Pões acentos que não são,
Um novo Acordo Ortográfico,
Mas que grande confusão!
E na Leitura é igual,
Tenta ler com expressão,
Pronuncia, lê com calma,
Do texto, entendes o conteúdo,
Respira na Pontuação!
Ler em voz alta, faz bem,
A voz transmite Emoção!
Todos vão gostar de ouvir-te,
Imagina-te locutor
De Rádio ou televisão!
Estás nervoso, atormentado?!
Fecha os teus olhos...Relaxa...
Respira profundamente...
Sente o teu corpo pesado,
Desprende o que te apoquente!
Perdoa qualquer ofensa,
Ao Mundo que te rodeia,
Analisa-te e revê-te...
Tranquiliza a tua mente
Germina em ti a Harmonia,
Essa é a Boa semente.
Em qualquer área da Vida,
É útil esta Atitude:
Vendo os Outros como Irmãos,
Trabalhando a Compreensão
Expandimos a Humanitude.
Poesia baseada na Terapia Psicomotora
Janeiro de 2014
Maria Helena Mateus da Silva
Ora leiam e vejam lá se não é mesmo assim:
Poesia Pedagógica
Movimento que é pensado
Resulta de outra maneira
Raciocinas, elaboras,
Tens a fórmula mais certeira
Tu movimentas teu corpo
Numa dada direcção
Vais distraído, não pensas,
Sujeitas-te ao trambolhão...
Na Escrita, passa-se o mesmo:
Estás desatento, e então?!...
Como sofrem as palavras...
Trocas os bês pelos vês
As sílabas sofrem também,
Em vez de Ei, escreves Ai,
Pões acentos que não são,
Um novo Acordo Ortográfico,
Mas que grande confusão!
E na Leitura é igual,
Tenta ler com expressão,
Pronuncia, lê com calma,
Do texto, entendes o conteúdo,
Respira na Pontuação!
Ler em voz alta, faz bem,
A voz transmite Emoção!
Todos vão gostar de ouvir-te,
Imagina-te locutor
De Rádio ou televisão!
Estás nervoso, atormentado?!
Fecha os teus olhos...Relaxa...
Respira profundamente...
Sente o teu corpo pesado,
Desprende o que te apoquente!
Perdoa qualquer ofensa,
Ao Mundo que te rodeia,
Analisa-te e revê-te...
Tranquiliza a tua mente
Germina em ti a Harmonia,
Essa é a Boa semente.
Em qualquer área da Vida,
É útil esta Atitude:
Vendo os Outros como Irmãos,
Trabalhando a Compreensão
Expandimos a Humanitude.
Poesia baseada na Terapia Psicomotora
Janeiro de 2014
Maria Helena Mateus da Silva
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Amor
O amor é uma doença...
que nos corrói até às entranhas
fazendo-nos sofrer até mais não.
Pior ainda, quando não é correspondido
porque sentimos que o mundo está acabado
e que ficamos sozinhos, solitários para sempre.
Há quem diga que amar é bom
que nos faz felizes por dentro, e
rejuvenescidos por fora.
Que causa em nós tal sensação de
alegria, nostalgia e paixão.
Paixão ardente, que nos aquece no
dia mais quente do inverno.
Mas causa tanta dor como a pior facada
nas costas.
Causa desgosto e amargura na pessoa
mais gentil daquele reino distante dos sentimentos.
Enfim...O que se pode dizer do amor?
Há que sentir, amar para se amar e ser amado
É uma dança que se dança a dois.
Perguntem a Pedro e Inês...
Miguel Venceslau, 8ºF
que nos corrói até às entranhas
fazendo-nos sofrer até mais não.
Pior ainda, quando não é correspondido
porque sentimos que o mundo está acabado
e que ficamos sozinhos, solitários para sempre.
Há quem diga que amar é bom
que nos faz felizes por dentro, e
rejuvenescidos por fora.
Que causa em nós tal sensação de
alegria, nostalgia e paixão.
Paixão ardente, que nos aquece no
dia mais quente do inverno.
Mas causa tanta dor como a pior facada
nas costas.
Causa desgosto e amargura na pessoa
mais gentil daquele reino distante dos sentimentos.
Enfim...O que se pode dizer do amor?
Há que sentir, amar para se amar e ser amado
É uma dança que se dança a dois.
Perguntem a Pedro e Inês...
Miguel Venceslau, 8ºF
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Cecília e os cavalinhos de Deli
Voa, Cecília, voa com as tuas asas de vento,
seguindo o rasto nocturno dos cavalinhos de Deli,
nesse galope que te leva até à fonte mais secreta
dos sonhos da infância, dos diamantes da memória.
Voa, Cecília, voa com esse vagar de menina,
tecendo a seda dos versos com o carinho
das palavras encantadas, com o rumor
dos sentimentos que a alma oculta em si.
Voa, Cecília, voa por essas Índias sonhadas
onde o mistério das cores se confunde
com o dos livros ainda por escrever
e leva contigo os cavalinhos de Deli,
irmãos dos poetas e dos encantadores de sombras
que se tornam cúmplices da luz
sempre que acordamos, sôfregos de som,
com um destino inteiro por cumprir,
assim como quem canta, assim como quem vive.
Poema de José Jorge Letria (poeta português) dedicado a Cecília Meireles (poetisa brasileira).
Este poema foi retirado de um livro de poesia que existe na nossa biblioteca. Chama-se Poemas e com Animais e está à espera que tu lá vás ler mais.
Podes também pesquisar sobre Deli para perceber porque esta cidade, sendo real, aparece como um lugar mágico.
Boas leituras!
seguindo o rasto nocturno dos cavalinhos de Deli,
nesse galope que te leva até à fonte mais secreta
dos sonhos da infância, dos diamantes da memória.
Voa, Cecília, voa com esse vagar de menina,
tecendo a seda dos versos com o carinho
das palavras encantadas, com o rumor
dos sentimentos que a alma oculta em si.
Voa, Cecília, voa por essas Índias sonhadas
onde o mistério das cores se confunde
com o dos livros ainda por escrever
e leva contigo os cavalinhos de Deli,
irmãos dos poetas e dos encantadores de sombras
que se tornam cúmplices da luz
sempre que acordamos, sôfregos de som,
com um destino inteiro por cumprir,
assim como quem canta, assim como quem vive.
Poema de José Jorge Letria (poeta português) dedicado a Cecília Meireles (poetisa brasileira).
Este poema foi retirado de um livro de poesia que existe na nossa biblioteca. Chama-se Poemas e com Animais e está à espera que tu lá vás ler mais.
Podes também pesquisar sobre Deli para perceber porque esta cidade, sendo real, aparece como um lugar mágico.
Boas leituras!
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poetas portugueses
Os Animais
A tartaruga e o caracol
são animais lentos
e o canto do rouxinol
que canta ao som dos ventos
O cavalo e a vaca
bebem água fresquinha
comem ervas e palha
enchem bem a barriguinha
O leão e o macaco
selvagens eles são
uns que querem carinho
são o gato e o cão
Há milhares de anos desapareceram
dinossauros pré-históricos, eles são
animais que morreram
e não ficaram num caixão
Há tantos animais
por onde posso escolher
muitos, muitos mais
que alguns não são para comer
Com bonitos animais
acaba este poema
ainda há muitos mais
só que escolher é um dilema
Melissa Vasco, nº19, 6º C
são animais lentos
e o canto do rouxinol
que canta ao som dos ventos
O cavalo e a vaca
bebem água fresquinha
comem ervas e palha
enchem bem a barriguinha
O leão e o macaco
selvagens eles são
uns que querem carinho
são o gato e o cão
Há milhares de anos desapareceram
dinossauros pré-históricos, eles são
animais que morreram
e não ficaram num caixão
Há tantos animais
por onde posso escolher
muitos, muitos mais
que alguns não são para comer
Com bonitos animais
acaba este poema
ainda há muitos mais
só que escolher é um dilema
Melissa Vasco, nº19, 6º C
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Poema da natureza
As flores brilham pela manhã
E eu recuso um casaco de lã
As árvores mexem com o vento
Mas o caracol continua lento.
As estrelas deixam o céu estrelado
E a lua voa ao seu lado.
O sol brilha
Enquanto mastiga pastilha.
O cão ladra
Enquanto eu faço uma quadra
O rato rói um queijo
Enquanto eu peço um desejo.
Mariana Líbano Nº 17 e Mariana Soares Nº 18 do 6º C
E eu recuso um casaco de lã
As árvores mexem com o vento
Mas o caracol continua lento.
As estrelas deixam o céu estrelado
E a lua voa ao seu lado.
O sol brilha
Enquanto mastiga pastilha.
O cão ladra
Enquanto eu faço uma quadra
O rato rói um queijo
Enquanto eu peço um desejo.
Mariana Líbano Nº 17 e Mariana Soares Nº 18 do 6º C
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
ANO LETIVO 2014/2015
Um pequeno poema, escrito há já muitos anos, sobre ensinar e aprender, que é o que se faz na Escola.
Aqui fica, pois, desejando a todos (nós) um bom ano letivo 2014/2015.
Canário Assistente
Ao lado dos dois pianos
assiste à lição da menina.
É generoso com o velho
professor. E cantando
também ele ensina tudo o que sabe.
António Osório
Aqui fica, pois, desejando a todos (nós) um bom ano letivo 2014/2015.
Canário Assistente
Ao lado dos dois pianos
assiste à lição da menina.
É generoso com o velho
professor. E cantando
também ele ensina tudo o que sabe.
António Osório
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