Tempos houve em que as mulheres eram consideradas inferiores aos homens, tempos houve em que as mulheres não podiam votar, decidir sobre a sua vida ou viajar sozinhas.
Esses tempos para muitas sociedades, como a nossa, são passado. Mas ainda existem países onde as coisas são muito diferentes.
Este dia existe para chamar a atenção para as injustiças que ainda hoje se cometem sobre as mulheres e para agradecer a todas aquelas que, antes de nós, tornaram possível a igualdade de géneros que está hoje presente na lei e na vida portuguesa.
Nas mensagens seguintes há poemas sobre as mulheres e canções de e sobre as mulheres. Hoje é dia de olhar à volta e dar uma saudação a uma mulher especial: a mãe? a professora?...
Feliz Dia da Mulher!
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
terça-feira, 8 de março de 2016
Mulher Inspiradora
Mulher, não és só obra de Deus;
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.
Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.
Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.
Mulher, és meio mulher,
meio sonho.
Rabindranath Tagore, (India, 7 de Maio de 1861 - 7 de Agosto de 1941)
Poema da obra "O Coração da Primavera" traduzido por Manuel Simões
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.
Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.
Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.
Mulher, és meio mulher,
meio sonho.
Rabindranath Tagore, (India, 7 de Maio de 1861 - 7 de Agosto de 1941)
Poema da obra "O Coração da Primavera" traduzido por Manuel Simões
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Prefácio poético a Os Lusíadas
E agora aqui vou contar
Os feitos do povo lusitano
Corajosos, sempre navegaram
Perigos e guerras atravessaram.
Com uma grande força humana
Passaram além da Taprobana
E a fé cristã difundiram
Nos territórios que expandiram.
Em memória dos Reis gloriosos
Que pelo Império lutaram
Em memória dos corajosos
Que por África e Ásia andaram.
Tão grandes as navegações que fizeram
Nem Ulisses, nem Eneias tiveram
Dos Deuses respeito e aclamação
Que esta Epopeia vem do coração.
Cheios de força humana
Oriundos da praia lusitana
Representam o povo português
O melhor povo que Deus fez.
Carolina Fernandes, 9ºA FEM
Os feitos do povo lusitano
Corajosos, sempre navegaram
Perigos e guerras atravessaram.
Com uma grande força humana
Passaram além da Taprobana
E a fé cristã difundiram
Nos territórios que expandiram.
Em memória dos Reis gloriosos
Que pelo Império lutaram
Em memória dos corajosos
Que por África e Ásia andaram.
Tão grandes as navegações que fizeram
Nem Ulisses, nem Eneias tiveram
Dos Deuses respeito e aclamação
Que esta Epopeia vem do coração.
Cheios de força humana
Oriundos da praia lusitana
Representam o povo português
O melhor povo que Deus fez.
Carolina Fernandes, 9ºA FEM
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Amor...Felicidade...em todos os dias se procura
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
Mario Quintana QUINTANA, Mário. Espelho mágico. Ed. Globo. 2005.
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
E de Amor nos fala Camões
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Apesar do Dia de S. Valentim já ter passado...é urgente o amor...sempre
É urgente o amor
É urgente um barco no mar
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade, in “Até Amanhã”
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