Expressar sentimentos em rima
Deixar obra no papel,
A luz da vida do poeta
Voar com os pés no chão.
Maravilhas que se leem,
Fazendo-te sonhar.
A imaginação do poeta a fluir.
Viver, imaginar e encantar.
Um movimento expressivo,
Palavras de um grande explorador,
Todas as ideias em sintonia
Partilhar palavras e sentimentos.
Poema coletivo do 8ºB FEM
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
quarta-feira, 6 de abril de 2016
terça-feira, 8 de março de 2016
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
Tempos houve em que as mulheres eram consideradas inferiores aos homens, tempos houve em que as mulheres não podiam votar, decidir sobre a sua vida ou viajar sozinhas.
Esses tempos para muitas sociedades, como a nossa, são passado. Mas ainda existem países onde as coisas são muito diferentes.
Este dia existe para chamar a atenção para as injustiças que ainda hoje se cometem sobre as mulheres e para agradecer a todas aquelas que, antes de nós, tornaram possível a igualdade de géneros que está hoje presente na lei e na vida portuguesa.
Nas mensagens seguintes há poemas sobre as mulheres e canções de e sobre as mulheres. Hoje é dia de olhar à volta e dar uma saudação a uma mulher especial: a mãe? a professora?...
Feliz Dia da Mulher!
Esses tempos para muitas sociedades, como a nossa, são passado. Mas ainda existem países onde as coisas são muito diferentes.
Este dia existe para chamar a atenção para as injustiças que ainda hoje se cometem sobre as mulheres e para agradecer a todas aquelas que, antes de nós, tornaram possível a igualdade de géneros que está hoje presente na lei e na vida portuguesa.
Nas mensagens seguintes há poemas sobre as mulheres e canções de e sobre as mulheres. Hoje é dia de olhar à volta e dar uma saudação a uma mulher especial: a mãe? a professora?...
Feliz Dia da Mulher!
Mulher Inspiradora
Mulher, não és só obra de Deus;
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.
Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.
Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.
Mulher, és meio mulher,
meio sonho.
Rabindranath Tagore, (India, 7 de Maio de 1861 - 7 de Agosto de 1941)
Poema da obra "O Coração da Primavera" traduzido por Manuel Simões
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.
Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.
Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.
Mulher, és meio mulher,
meio sonho.
Rabindranath Tagore, (India, 7 de Maio de 1861 - 7 de Agosto de 1941)
Poema da obra "O Coração da Primavera" traduzido por Manuel Simões
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Prefácio poético a Os Lusíadas
E agora aqui vou contar
Os feitos do povo lusitano
Corajosos, sempre navegaram
Perigos e guerras atravessaram.
Com uma grande força humana
Passaram além da Taprobana
E a fé cristã difundiram
Nos territórios que expandiram.
Em memória dos Reis gloriosos
Que pelo Império lutaram
Em memória dos corajosos
Que por África e Ásia andaram.
Tão grandes as navegações que fizeram
Nem Ulisses, nem Eneias tiveram
Dos Deuses respeito e aclamação
Que esta Epopeia vem do coração.
Cheios de força humana
Oriundos da praia lusitana
Representam o povo português
O melhor povo que Deus fez.
Carolina Fernandes, 9ºA FEM
Os feitos do povo lusitano
Corajosos, sempre navegaram
Perigos e guerras atravessaram.
Com uma grande força humana
Passaram além da Taprobana
E a fé cristã difundiram
Nos territórios que expandiram.
Em memória dos Reis gloriosos
Que pelo Império lutaram
Em memória dos corajosos
Que por África e Ásia andaram.
Tão grandes as navegações que fizeram
Nem Ulisses, nem Eneias tiveram
Dos Deuses respeito e aclamação
Que esta Epopeia vem do coração.
Cheios de força humana
Oriundos da praia lusitana
Representam o povo português
O melhor povo que Deus fez.
Carolina Fernandes, 9ºA FEM
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Amor...Felicidade...em todos os dias se procura
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
Mario Quintana QUINTANA, Mário. Espelho mágico. Ed. Globo. 2005.
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
E de Amor nos fala Camões
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Apesar do Dia de S. Valentim já ter passado...é urgente o amor...sempre
É urgente o amor
É urgente um barco no mar
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade, in “Até Amanhã”
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Atena
Deusa da sabedoria e da guerra,
Da justiça dos mortais,
Dona das leis e dos tribunais
Senhora de Partemon
Com Atenas sob proteção
Dos grandes heróis
A quem sempre deu a mão
Atena.
Miguel Venceslau 9ºF FEM
Da justiça dos mortais,
Dona das leis e dos tribunais
Senhora de Partemon
Com Atenas sob proteção
Dos grandes heróis
A quem sempre deu a mão
Atena.
Miguel Venceslau 9ºF FEM
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Fado
O fado é sentimento
Solta lágrimas brilhantes
Que iluminam canções.
O fado acalenta a alma
Aconchega o ouvinte.
É arte de Luso
alimentada pelo Tejo
projetada por Amália
É o fado
O nosso fado.
Miguel Vanceslau- 9ºF FEM
Solta lágrimas brilhantes
Que iluminam canções.
O fado acalenta a alma
Aconchega o ouvinte.
É arte de Luso
alimentada pelo Tejo
projetada por Amália
É o fado
O nosso fado.
Miguel Vanceslau- 9ºF FEM
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
A fruta
Comer fruta é saudável
É essencial para crescer
Há fruta muito amável
e há outra feliz por viver.
Laranja, maçã e pera são muito divertidas
sem fruta não podemos viver
a uva e a maçã são muito amigas
com fruta podemos crescer.
Agora tenho de acabar
porque são horas de lavar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Enviado pelos alunos do 4ºC do CEntro Escolar de Alcobaça
Os frutos de outono
O limão faz a limonada
A laranja faz a laranjada,
A romã é encarnada
vamos fazer uma grande salada.
A pera é esguia,
A noz é apertada,
A uva é a tia
e com os marmelos faz-se uma marmelada.
E com os frutos de outono
evitamos a camada de ozono!!!!
Enviado pela turma do 4ºC do Centro Escolar de Alcobaça
Pensamentos
Descia a 5ª Avenida
Prisioneiro do normal pensamento vagabundo,
Das habituais ideias
Que busco lá bem no fundo.
Ao olhar as pedras da calçada
Imagino o passado,
Tanta coisa já vivida.
Fernando Pessoa ali ouvi
A proclamar genialidade.
Agora, as horas crescem
Já não se sente a imensidão
Que se punha nos beirais
Para afastar os mortais.
Na verdade, nada procuro
Ao passear na velha rua,
Apenas tenho um desejo
Cruzar-me com a verdade.
Miguel Venceslau 9º F FEM
Prisioneiro do normal pensamento vagabundo,
Das habituais ideias
Que busco lá bem no fundo.
Ao olhar as pedras da calçada
Imagino o passado,
Tanta coisa já vivida.
Fernando Pessoa ali ouvi
A proclamar genialidade.
Agora, as horas crescem
Já não se sente a imensidão
Que se punha nos beirais
Para afastar os mortais.
Na verdade, nada procuro
Ao passear na velha rua,
Apenas tenho um desejo
Cruzar-me com a verdade.
Miguel Venceslau 9º F FEM
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
O recreio da escola
Correr, saltar e brincar
E até jogar à bola
Com amigos e amigas
No recreio lá
da escola
A jogar às apanhadas
Escorreguei numa banana
Mas que grande confusão
Caí em cima da Joana
De repente tocou
E eu com pressa estava
A correr para a aula
Nem a banana limpava
Marta Fialho Ferreira 4ºC
Viajante
Sou passageiro do mundo
Num autocarro perdido
Há quem morra feliz
Há quem morra sem ser amado
Pego na mala das memórias
Relembro o tempo que ficou para trás
Faço viagens na alma
As únicas de que sou capaz
O mundo é tão vasto
Mas a mente supera-o
Coração gélido e pálido
Na hibernação da viagem dormente
Muitas viagens tenho feito
Sem ocultar a minha presença
O meu bilhete
Levar-me-à à minha nascença
Sou passageiro do mundo
Foi a vida que escolhi
Se sou feliz agora?
Só se estiver junto a ti.
Miguel Venceslau, 9ºF FEM
Num autocarro perdido
Há quem morra feliz
Há quem morra sem ser amado
Pego na mala das memórias
Relembro o tempo que ficou para trás
Faço viagens na alma
As únicas de que sou capaz
O mundo é tão vasto
Mas a mente supera-o
Coração gélido e pálido
Na hibernação da viagem dormente
Muitas viagens tenho feito
Sem ocultar a minha presença
O meu bilhete
Levar-me-à à minha nascença
Sou passageiro do mundo
Foi a vida que escolhi
Se sou feliz agora?
Só se estiver junto a ti.
Miguel Venceslau, 9ºF FEM
Ser Amigo
Porque a Amizade é um tema para todo o ano iniciamos o ano de 2016 com um poema de uma aluna do 4ºC do Centro Escolar sobre a amizade. E desejamos a todos os nossos leitores e autores um ano cheio de amizade.
Ser amigo
Ser amigo é bonito,
ajudar um amigo é fundamental!
Um dia dou-te um biscoito,
noutro, mando-te um postal!
Ser amigo é ser humilde,
para essa pessoa importante.
Obrigada por tudo Matilde,
a nossa amizade é gigante.
Maria João Serrano Amaro
8 de Dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Natal
Um lindo poema de Natal que espelha o pensamento das crianças em relação a esta quadra natalícia...
O Natal é das crianças,
esfregam as mãos à lareira
a esperar pelos presentes
e pelas guloseimas.
O presépio está bonito,
decorado com requinte e gosto,
os presentes são muitos,
e foram escolhidos a gosto.
As crianças estão ansiosas,
pela chegada do Pai Natal,
presentes vão receber
aqueles que não se portaram mal.
Maria Inês Silva 4ºC
O Natal é das crianças,
esfregam as mãos à lareira
a esperar pelos presentes
e pelas guloseimas.
O presépio está bonito,
decorado com requinte e gosto,
os presentes são muitos,
e foram escolhidos a gosto.
As crianças estão ansiosas,
pela chegada do Pai Natal,
presentes vão receber
aqueles que não se portaram mal.
Maria Inês Silva 4ºC
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Cientificamente provado
Hoje é Dia Nacional da Cultura Científica. Este dia foi instituído em homenagem ao Professor Rómulo de Carvalho, o principal responsável por chamar a atenção para a importância da divulgação de uma cultura científica ao grande público em Portugal.
Ele era Professor numa Escola Secundária.
Ele era também Poeta. Com o pseudónimo António Gedeão escreveu das mais belas páginas da poesia portuguesa contemporânea, num estilo simples, acessível a todos, sem no entanto abandonar a sua função de ensinar, de nos falar de coisas importantes.
Hoje vivemos tempos muito complicados, em que o medo por vezes se sobrepõe à razão.
Hoje é um dia excelente para recordarmos as palavras do Professor-Cientista-Poeta que nos mostra, à luz da ciência, que o racismo não tem razão de existir.
Lágrima de Preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão
Ele era Professor numa Escola Secundária.
Ele era também Poeta. Com o pseudónimo António Gedeão escreveu das mais belas páginas da poesia portuguesa contemporânea, num estilo simples, acessível a todos, sem no entanto abandonar a sua função de ensinar, de nos falar de coisas importantes.
Hoje vivemos tempos muito complicados, em que o medo por vezes se sobrepõe à razão.
Hoje é um dia excelente para recordarmos as palavras do Professor-Cientista-Poeta que nos mostra, à luz da ciência, que o racismo não tem razão de existir.
Lágrima de Preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Meu amor por ti
Amor,
Amor da minha vida,
és a luz do meu dia
e a fonte da minha alegria.
Quero fazer contigo
o que a primavera faz às cerejas,
Seduzir-te
com estas palavras.
Isto, porque gosto de ti
não te quero perder
apenas, te fazer sorrir.
Amor,
Amor da minha vida,
amo-te mais do que tudo
Um sorriso teu, ilumina o meu dia.
Maria Rosa e Ana Crisóstomo 9ºA FEM
terça-feira, 10 de novembro de 2015
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