sábado, 14 de janeiro de 2017

Só sei não saber...

Só sei não saber...

Não sabes o que eu não penso,
Mas pensas o que eu não sei.

Te regalo esse teu pensamento,
Pelo amor que te roubei!

Amargo esse teu silêncio,
Encantado enfim seja,

Cheio de morangos e cerejas.

Luana Nascimento 7ºA FEM

domingo, 8 de janeiro de 2017


 Para iniciar o novo ano, nada melhor que uns bonitos poemas das nossas mais recentes colaboradoras, Bom Ano 2017 a todos e disfrutem da nossa poesia...


Noite de Natal

Nesta noite de Natal,
Há sorrisos espalhados pelas casas
O amor anda por aí,
Parece que tem asas.

O amor passa pelas casas
É um esplendor
A magia do Natal...
Não é encantador?

Estamos com a família,
Felicidade e alegria!
Todos os anos, o Natal é diferente,
Fazemos uma melhoria!

Mãe,  pai, feliz Natal!
Adoro-vos do fundo do coração!
Nesta noite tão especial,
Vocês são a minha inspiração!


Sofia dos Santos   7A FEM

Ser poeta

Ser poeta é imaginar o impossível
e torná-lo real,
É transformar coisas inúteis
em algo especial.

É compreender o mundo,
mas não compreender a nós próprios.
É sentir que tudo está perdido,
quando na verdade,
tudo faz sentido.

É conseguir ver o outro lado da parede,
o outro lado da situação.
E mesmo sem saber,
inventar uma continuação.

Uma continuação,
Perfeita ou não.
Real ou imaginária?
Eis a questão.

É achar que vivemos
num sítío diferente
e que só escrevemos poesia
 por acidente.

Mas nada disso é verdade,
Destino?
Nós não escolhemos,
simplesmente aceitamos e vivemos.
                                                                                                                
  Sofia Santos 7ºA FEM

Alivio

Uma lágrima caí...
Um alivio indesejado,
Que vem e te trai!...

Morta por dentro...
Certas palavras transmitem algo...
Algo que atravessa o centro...
O centro da minha serenidade...

Com a minha idade, as experiências vêm e vão.
Mas, por vezes, os meus joelhos caem no chão...

Sem força para lutar,
Algo dentro de mim luta para sair...
E quando sai,
O meu interior liberta-se...
Interior que finalmente sabe como amar...
Então amar é como lutar...

É algo dentro de mim que chega ao meu fim...

Luana Nascimento 7º A FEM



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Não podia deixar de publicar dois lindos poemas que nos chegaram de duas novas colaboradoras da Escola Frei Estêvão Martins, que muito prometem...

A Poesia

A poesia é a forma
que eu uso como expressão,
quando escrevo poemas
a escuridão solta-se do meu coração.

A poesia é a inspiração do mundo.
E toda a gente sabe escrever,
é só preciso ter imaginação
e saber perceber.

A poesia é infinita.
Podemos escrever mil poemas
ela traz muitas vezes, 
a resolução de certos problemas.

A poesia é fantástica!
É como ir a Marte,
onde só há serenidade,
é um monte de felicidade

Quando escrevo,
sinto- me como Luís de Camões,
pois ele sentiu

grandes emoções.

Sofia dos Santos, 7º A


Lua que brilha

Lua que brilha, brilha
Que cresce, e me castiga...
Não sei  aonde irás
Não vais, que vás.

Amor de um sol,
Um planeta por perseguir
Sem ti não sei
Simplesmente seguir...

Sentimental,
Que não existes
Toca no meu coração
Aquece, e arrefece, porque és vital...

Escreve e depois apaga
Dos tempos em que sem mim
Não eras nada...
Por mentiras e verdades
As coisas das curiosidades...

Luana Nascimento
7º A

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016


Para fechar este período letivo e abrir o nosso coração para a quadra que se aproxima, aqui ficam uns poemas com ela relacionados em diferentes línguas...


Quando um Homem Quiser

Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Ary dos Santos, in 'As Palavras das Cantigas'


a fava

espero que me calhe aquela fava
que é costume meter no bolo-rei:
quer dizer que o comi, que o partilhei
no natal com quem mais o partilhava

numa ordem das coisas cuja lei
de afectos e memória em nós se grava
nalgum lugar da alma e que destrava
tanta coisa sumida que, bem sei,

pela sua presença cristaliza
saudade e alegria em sons e brilhos,
sabores, cores, luzes, estribilhos...
e até por quem nos falta então se irisa

na mais pobre semente a intensa dança
de tempo adulto e tempo de criança.

Vasco Graça Moura, in 'O Retrato de Francisca Matroco e Outros Poemas' 


Em Francês...

Ce Noël, n’ oubliez pas de donner

Avec le sourire et la gentillesse , cadeaux

Au fil du temps briser ou de porter

Mais la bonté et de l'amour , jamais.


Em Inglês...

The warmth and joy of Christmas brings us closer to each other.


Em Espanhol...


"La Navidad.....no es un acontecimiento, sino una parte de su hogar que uno lleva siempre en su corazón." (Freya Stark)


Natal

No Natal há magia,
Muita alegria,
Crianças a sonhar
E o Pai Natal a chegar.

Debaixo da árvore
Abrem-se os presentes
E as famílias reunidas
Estão todas contentes.

Prendas e prendinhas
Sacos e saquinhos
Tudo canta
Para aquecer os corações.

Neste Natal
Eu vou oferecer
O meu coração
A quem o merecer.

Joana Fã, Mariana Tremoceiro 9ºB FEM

Natal

O Natal não é nada mau
Especialmente pelo bacalhau
Sorrisos em todos os rostos
Todos os anos, neste dia postos.

A árvore vamos montar
As luzes vamos ligar
Juntos vamos cantar
E o Natal festejar.

Vicente e Filipe 9º B FEM

Natal

Natal
Época de alegria
Época de festejos
Tempo de magia.

Natal
Dia do menino nascer
Tocam os sinos
Luzes a acender.

No Natal
Une-se a família
Aparece no ar
A desejada fantasia.

José Mendes, José Freitas e Cristiano Vieira- 9ºB FEM

Natal

Natal é tempo de amor
Aconchego e muita luz
Momentos de alegria
Pois, comemoramos o nascimento de Jesus.

Filipa Carmo e Sara Conceição 9º B FEM

Natal

A árvore montar
O jantar preparar
A família acolher
Para em conjunto comer.

Como é Natal
Vamos todos festejar
As luzes a piscar
E os presentes trocar.

Inês e Rafael 9º B FEM

Natal

No Natal, lareira acesa
Bacalhau no forno
Peru na mesa.

A família junta-se
Trocam-se presentes
Laços e embrulhos cobrem o chão
Risos, comida e muita paixão.

Azevinho nas portas
Pinheiros reluzentes
Fazem-se tortas,
Miúdos riem e espalham alegria...

Maria Guerra e Mário Valeriano 9º B FEM

Natal

No início de dezembro
As prendas são compradas
Para na noite de Natal
Serem desembrulhadas

No dia de Natal
A família está reunida
Uns perto da árvore
Outros perto da comida.

Anita e Beatriz 9º B FEM








terça-feira, 29 de novembro de 2016

Mais um bonito poema, muito convidativo à reflexão.
Um Pouco Mais de Nós
Podes dar uma centelha de lua,
um colar de pétalas breves
ou um farrapo de nuvem;
podes dar mais uma asa
a quem tem sede de voar
ou apenas o tesouro sem preço
do teu tempo em qualquer lugar;
podes dar o que és e o que sentes
sem que te perguntem
nome, sexo ou endereço;
podes dar em suma, com emoção,
tudo aquilo que, em silêncio,
te segreda o coração;
podes dar a rima sem rima
de uma música só tua
a quem sofre a miséria dos dias
na noite sem tecto de uma rua;
podes juntar o diamante da dádiva
ao húmus de uma crença forte e antiga,
sob a forma de poema ou de cantiga;
podes ser o livro, o sonho, o ponteiro
do relógio da vida sem atraso,
e sendo tudo isso serás ainda mais,
anónimo, pleno e livre,
nau sempre aparelhada para deixar o cais,
porque o que conta, vendo bem,
é dar sempre um pouco mais,
sem factura, sem fama, sem horário,
que a máxima recompensa de quem dá
é o júbilo de um gesto voluntário.

E, afinal, tudo isso quanto vale ?
Vale o nada que é tudo
sempre que damos de nós
o que, sendo acto amor, ganha voz
e se torna eterno por ser único e total.

José Jorge Letria


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Outono

No outono, o frio começa a chegar
As folhas coloridas caem lentamente
Tecendo tapetes que cobrem o chão
Entregando as árvores à solidão.

As manhãs começam a arrefecer,
lareiras acesas, chás para a alma aquecer,
Castanhas assadas,
Folhas douradas.

O espírito de alegria tenta alegrar o coração
Agasalhado pelo casacão.
Mas, o vento corre pelos ramos das árvores nuas,
E,que saudade do ar quente do verão!

Poema coletivo elaborado pela turma de 9ºB da FEM

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Decidimos dedicar este mês a mais um ilustre poeta  português, José Jorge Letria. Jornalista, poeta, dramaturgo, ficcionista e autor de uma vasta obra para crianças e jovens, José Jorge Letria nasceu em Cascais, em 1951.
Estudou Direito, História na Universidade de Lisboa, sendo pós-graduado em Jornalismo Internacional  e  Mestre em “Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais” pela Universidade Autónoma de Lisboa.
Tem livros traduzidos em várias línguas ( castelhano, francês, inglês, italiano, coreano, japonês, russo, búlgaro, romeno, húngaro e checo).
A sua obra literária foi distinguida, até à data, com dois Grandes Prémios.
Aqui fica um primeiro poema para apreciar...

Ode ao Gato


Tu e eu temos de permeio 
a rebeldia que desassossega, 
a matéria compulsiva dos sentidos. 
Que ninguém nos dome, 
que ninguém tente 
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza, 
pois nós temos fôlegos largos 
de vento e de névoa 
para de novo nos erguermos 
e, sobre o desconsolo dos escombros, 
formarmos o salto 
que leva à glória ou à morte, 
conforme a harmonia dos astros 
e a regra elementar do destino. 

José Jorge Letria, in "Animália Odes aos Bichos"