segunda-feira, 8 de maio de 2017

Quero amar-te

Eu quero muito coisa,
Coisas demasiadas...
Tal como as flores de loiça,
Tudo num conto de fadas.

Mas só uma,
Aquela que eu mais quero.
Flutuando como uma pluma...
Pelo tempo que eu sempre espero.

Eu quero uma pessoa,
Também quero ser feliz.
Com o coração que sempre voa...
Voando para outro país.

Vou direta ao centro,
Eu quero-te a ti.
Sobre mar me sento...
O toque entre si...

Falo sempre de um "ti"...
Cujo  nome eu não revelo.
Toco: dó, ré, mi...
A tristeza em mim cancelo...


Luana Nascimento 7ºA FEM


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mudança

Mudar custa bastante
Mas, entre tudo e perante
Perseverante
Se sente e afim
Sentido de seda e cetim

Não sei de que escrevo
Das palavras...
Diferente, do que eu temo
Sentido poeticamente, de armas. 

Sou eu, mudo o mundo
A letra, sem nenhum sentido
Não fala, não escreve só depressa afundo. 
Não escreveste, mas para mim está lido. 
Não fales, mas expressa...
A mudança de sentimento que absorve a má fé da cobrança. 

Está poético, drástico e escandaloso,
Eu vou mudar a minha forma de escrever...
Profundo mortuoso. 
Quero ir mais além do saber. 

Luana Nascimento 7º A FEM


Tu e esse teu dom

Tu
Com esse olhar
num micro-segundo,
levas me a disparatar
 
Tu
Tu e só tu.
És aquele amigo
Aquele amigo que destrói paredes
Aquele que só tu entendes 

Tu 
O meu amigo de coração.
Já me desiludiste. E eu a ti.
Mas amigo verdadeiro tem sempre perdão.

Tu
Mostraste-me o mundo das rimas
Ensinaste-me a não desistir,
e aqui estou eu agora ao teu lado
Sem resistir

Tu
És aquele rapaz
Aquele rapaz que não desiste por nada
Aquele que sabe que é capaz.

Posso dizer e fazer bastantes parvoíces.
Não ligues...
Sabes como eu sou.
A verdade é que tu tens um dom.

Um dom
Um dom que consegue
acalmar-me num segundo
Um dom profundo

Não temos regras
A nossa amizade é inquebrável
Destruí-la ?
Impensável!

Se um dia eu quiser ir embora,
nada vai acabar.
Porque tu tens um dom
Um dom que me faria voltar
Voltar para te abraçar.

Por isso não interessa
o que eu faço ou não faço.
Porque tu,
tu és um 
Amigo de Aço


Dedicado ao meu melhor amigo: Tomás
Sofia dos Santos 7ºA FEM

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Já com um cheirinho a férias da Páscoa, aqui ficam umas deliciosas " amêndoas" para saborear...


Poemas

Poemas
Nunca tenho vontade de fazer
Mas quando começo um verso
a magia começa a acontecer.

Poemas
Se quiser posso quebrar as regras,
posso escrever em prosa
com mil temas.
Quebrar as regras sem problemas.

Poemas
Irresistíveis e viciantes.
Escritas por pessoas simples
ou importantes.

Poemas
Porquê deixar de escrever? Porquê continuar?
Posso escrever sem parar ,ou simplesmente
Deixar de tentar!

Poemas
Profundos e misteriosos
Disfarçam tudo sem esconder nada
Poemas alegres ou sem piada?

Poemas
Escreve-se sobre tudo
desde raiva até ao amor 
Ensinam-nos a viver
sem Dor!

Mas às vezes a dor vence,
perdemos a coragem.
Não queremos continuar mais.
Fim de viagem


Sofia dos Santos 7ºA



Eu quero pintar

Eu quero pintar,
Mas não quero chorar...

Não sou boa pintora,
Nem boa escritora...

Com cor-de-rosa eu estou a escrever,
Pois pintar não vai acontecer...

Tenho saudades de pintar,
Mas, também, talvez de amar!...

Quero-te aqui, aqui bem perto,
Magoar-me?! Não, eu sei que és esperto...

Tu, eu, nós, sabes o que vamos fazer?!
Aquilo que está agora a acontecer...

Juntos vamos ficar,
Aqui,e agora, sentados pintar...

 Luana Nascimento, 7º A FEM



Talvez, não...

Hoje estou do contra,
Eu digo que sim, e tu não!
Tudo isto na "descontra"...
Dizemos coisas que não o são!...

Mesmo, que para o ano tudo acabe,
O que me ensinaste neste ano...
Será para sempre, o que se sabe.

A nossa amizade,
Nunca tinha encontrado algo do género...
Pelo que outra, não a tivesse já perdido,
Eu sei, e anseio que acabe...
Depois de três anos, finalmente o ter conseguido.

Adoro a tua forma de calcular,
Consegues sempre pôr-me a pensar.

Sei que estás do contra.
Adoro essa tua "brincadeira"...
Sim, talvez não, isto seja uma confronta.
Tudo isto, e eu sentada a escrever numa cadeira...

Talvez sim,
Talvez não...
Como sabes, que por mim...
Amor o são!...

 "inspirado e dedicado a uma pessoa que me ensinou a ver o outro lado: Maria Teresa"... 

Luana Nascimento, 7ºA- FEM


terça-feira, 28 de março de 2017

É com muito agrado que divulgamos alguns poemas elaborados pelos alunos do 2º vocacional, do curso de Manualidades, produzidos nas aulas de Português:


 Na senda de Alexandre O’Neill…
 A amizade é um pássaro
Que nos dá asas para voar;
Um amigo é uma janela
Que está sempre aberta para nós;
Um amigo é um animal
Quando é falso
Embora haja animais mais verdadeiros do que as pessoas

 (Poema coletivo, elaborado pelo 2º Vocacional de Manualidades)

 A vassoura ia a conduzir um carro.
A pá ia caminhando pela rua.
O lixo falou com elas:
-Querem sair comigo?
Ir a um bar?
Elas aceitaram e foi uma noite fixe!

 (Steven, 2º Vocacional de Manualidades)

 Uma porta abriu-se diante de mim
Espreitei lá para dentro e vi que não tinha fim
Entrei
E vi um homem que me disse assim:
 - Se ao fim queres chegar, por mim tens de passar!
E eu respondi:
 - Se, por ti, tenho de passar este conselho te vou dar: 
Sai de diante de mim, ou levas com um pudim!

 (Ricardo Mendes, 2º Vocacional, Manualidades)


Para o dia de S. Valentim… 

Quem me dera saber
Quanto custas
Fosse em prata, ouro ou diamantes…
Que preço teria eu de pagar
Só, por um só, teu olhar?
Que tenho de destruir
Para veres o meu sentir?
 Gostava de te roubar
Para no céu te beijar
E fugir da confusão…
 E tu, que queres, meu coração?

 (Nazar Bezkorovaynyy, 2º Vocacional, Manualidades)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Para celebrar o Dia da Poesia, deixamos-vos um lindo poema de uma aluna que já pertenceu a este Agrupamento e que muitas saudades nos deixou....

Tu és a essência

Não és terra, não és mar
Quero-te ver, quero-te sentir
És a brisa suave deste pesado ar
És o céu estrelado que quero atingir.

Estamos sempre juntos
Como a raiz presa à terra
Completas-me como o Sol à Lua
Sinto-te ao meu lado quando ando na rua.

Vejo-te no escuro da noite
Ouço-te no silêncio da melodia.
Todo este medo me torna afoite,
Para mim és a luz de um novo dia.

Limpas cada lágrima que cai
Abafas cada grito de solidão
Não és alma que desaparece e sai,
És a batida que entoa no meu coração.
 

 Noémia Simões




)



















domingo, 12 de março de 2017

Seguem três bonitos poemas de Luana  e um de Fernando Pessoa que se enquadra nesta temática

Esquece a força para lutar

Esquece os dias de sol,
Esquece as notas, e a clave de sol.

Esquece tudo o que conheces,
Nada do que pensas que sabes, é verdade.
Não sei o que pareces...
Tenho muita saudade.

Extenuante, é a minha vida,
Cansada de viver, eu estou.
Tenho toda a lição de vida obtida,
Pessoa cheia de emoções e sou...

Esquece o amor,
Relembra a dor...

Passado... eu gostava de o reviver,
Nada de preocupações em crescer.

Com ninguém eu quero falar,
Com toda a gente me quero calar,
Sem força para lutar,
Nenhuma batalha eu sou capaz de travar...


Luana Nascimento. 7º A FEM


Sentimos a mesma dor 

Não quero acreditar que é verdade,
Estou longe de ti há tanto tempo...
É tão profunda a dor da saudade.

Quero mais!...
Não quero apenas falar ao telefone,
Quero ver as tuas feições, quero entender os teus sinais...
Lembras-te do último dia, aquele em cantámos pelo mesmo microfone...

Lembras-te daqueles dias de primavera,
Estávamos sentados no banco de jardim.
Éramos tão felizes naquela era.
Eu sei que continuas a gostar de mim...

Não quero acreditar que é verdade,
Estou longe de ti há tanto tempo...
É tão profunda a dor da saudade.

O destino é cruel...
Mas não vamos lutar,
Os dias dos rebuçados de mel...
No fim o amor vai triunfar.

Luana Nascimento. 7º A FEM


Mentira

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Sobre algo, obviamente...

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Sobre algo que se sente...

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Só porque sim, por e simplesmente...

Mentir ou omitir a verdade,
Para experimentar, pela curiosidade...

Mentir para proteger,
As pessoas que querem crer...

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Acontece, nem que se tente...

Uma grande mentira se conta,
Grandes consequências para uma confronta...

Eu minto, tu mente, ele mente....

Luana Nascimento. 7º A FEM


Cansaço


O que há em mim é sobretudo cansaço — 
Não disto nem daquilo, 
Nem sequer de tudo ou de nada: 
Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
Cansaço. 

A subtileza das sensações inúteis, 
As paixões violentas por coisa nenhuma, 
Os amores intensos por o suposto em alguém, 
Essas coisas todas — 
Essas e o que falta nelas eternamente —; 
Tudo isso faz um cansaço, 
Este cansaço, 
Cansaço. 

Há sem dúvida quem ame o infinito, 
Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
Há sem dúvida quem não queira nada — 
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
Porque eu amo infinitamente o finito, 
Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, 
Ou até se não puder ser... 

E o resultado? 
Para eles a vida vivida ou sonhada, 
Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... 
Para mim só um grande, um profundo, 
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, 
Um supremíssimo cansaço, 
Íssimno, íssimo, íssimo, 
Cansaço... 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 


sábado, 18 de fevereiro de 2017



Prefácio dos “Lusíadas”

Nesta epopeia vou enaltecer
O meu país e a sua história
As várias batalhas que teve de combater
E que não me falhe a memória
As vidas que teve de perder
Para tão grande glória
Aqui vou cantar, não a minha alegria
Mas sim aquilo que nos diferencia

Esta é uma epopeia diferente
Pois não se refere a um herói singular,
Mas sim aos combatentes
Que elevaram este meu país, Portugal
E peço aos deuses crentes
Que me ajudem a torná-la universal
Pois ninguém vai ver, nem ler
Coisa tão gloriosa. Isto arrisco-me a dizer


Esta epopeia é escrita agora,
Pois digo que este é o maior acontecimento
Nunca visto e acontecido outrora
Pois são tantas as emoções de tormento
Muitas relacionadas com a demora
De não chegar o momento
Da chegada de Vasco da Gama à Nação
E dos seus companheiros de excursão.


José Mendes- 9ºB FEM


Prefácio dos Lusíadas


Nesta epopeia pretendo cantar
Os feitos dos portugueses
De forma a embelezar
O trabalho que tiveram durante todos estes meses.

Não tenho qualquer intenção
De ser reconhecido
Apenas quero que cada geração
Saiba pelo que o seu povo é conhecido.

Pretendo que existam comparações
Entre os nossos heróis e os da Antiguidade
Não porque sou Camões
E sim porque somos uma nação de bondade!

Uma epopeia é o que o povo precisa neste momento,
Para os nossos feitos ficarem guardados
E não serem só palavras levadas pelo vento
Ficando assim para sempre preservados…


Anabela Florência, 9ºC FEM

Camões inspirou-se e permitiu que outros se inspirassem. Dois bonitos prefácios à obra
Os Lusíadas