quarta-feira, 17 de maio de 2017




Inveja

Inveja, que sentimento tão feio.
Nunca sintas isso por ninguém,
Todos somos únicos, se sabes isso é o meu receio...
Será que pensas ser alguém?...

Tu podes invejar,
Eu invejo o amor daquele olhar...
Invejar por se ser quem se é,
Não é muito bonito da tua parte, "né"?!

Eu escrevo, e crio o meu momento,
Tu espias e criticas...
Vejo-te atrás de mim, não me suplicas,
Nesta situação me sento,
E continuo a criar o meu momento...

Entre nós não existe amizade,
Custa-me dizer isto.
Sobre mim não é curiosidade,
Que ninguém se meta nisto.

Não quero protetores,
Não mereço criticadores,
Dentro de mim já há dores,
Tu, e os teus supores...

Este poema não está como eu quero.
Mas saiu de dentro daquilo que por ti sinto,
Sentimento é, e por ele não me esmero...
Só as verdades digo, pois não minto...

Luana Nascimento - 7ª A FEM




Numa escala de 0 a 10

Um, dois, quatro, sete e dez?
É assim que se conta, não é Minés?!

O meu gatinho Minés, ele ensinou-me a sonhar,
Daquilo que principalmente me faz pensar.
Com ele imaginar,
As pessoas amar...

Minés?
Numa escala de 0 a 10...
Quanto é que eu o amo?...
Aquele "ele" de que alguém eu chamo?

Não sei mais nada que rime com dez.
Minés?
Dez... em número ou por extenso?
Espera!... Eu penso.

Eu penso, penso.
Tu paras e paras...
Ele pára para me acalmar.
Nós e o nosso bom senso,
Vós, reis e contos de fadas...
Eles que me ensinaram a amar.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez!
Depois desta história toda, lembrei-me de contar...
Já sei fazê-lo, vês Minés?!
Contei os números que me acabaram de ensinar...

Este poema não quero acabar,
Pois à minha infância me fez voltar,
Discretamente falei de amar,
Shiu!... Pois a ninguém podes contar!



Luana Nascimento- 7º A FEM

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Poema das comparações

O meu livro é como o meu abrigo
Imprevisível como uma mente infantil
Atrai-me tanto como a força gravítica
Assim como o néctar atrai a abelha
É rugoso como as rochas, puro como o amor
Assim como o sol brilha no céu, tu brilhas para mim.
Ai! Que menino delicado que até parece uma fada
O sorriso dela ilumina a minha vida
Parece-se com a beleza do sol e do mar em aliança
Os seus lábios lembram-me o mar,
Perco-me neles quando estou a sonhar
Os seus cabelos são como o sol que brilha infinitamente.
Aquela flor parece-se com o seu coração
Floresce a cada dia
O sopro do vento é como o assobio da sua aura
A vida é assim, é como as montanhas
Tem altos e baixos...

Poema coletivo 9ºE



Saudade é ...

Sentir falta de alguém
Um sentimento doloroso
Que se sente, mas não se vê
Relembrar as melhores memórias.

Querer estar com alguém que não está presente
Recordar os momentos vividos
Uma folha em branco
Sentimento poderoso que nos consome.

Relembrar alguém no coração
Algo incontrolável
Um desgosto nostálgico
Querer ter e não poder.

Amor
Sentir falta de carinho
Estar longe e sentir-se perto
Algo que não se explica, apenas se sente
Ter um sentimento.

Sentir dor, angústia e um vazio no peito
Recordar velhos tempos
Sentir falta do que já não tenho
Querer o que stá longe.

Lembrar o passado iluminado
Correr na rua enquanto criança.

Poema coletivo- 9ºC

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Quero amar-te

Eu quero muito coisa,
Coisas demasiadas...
Tal como as flores de loiça,
Tudo num conto de fadas.

Mas só uma,
Aquela que eu mais quero.
Flutuando como uma pluma...
Pelo tempo que eu sempre espero.

Eu quero uma pessoa,
Também quero ser feliz.
Com o coração que sempre voa...
Voando para outro país.

Vou direta ao centro,
Eu quero-te a ti.
Sobre mar me sento...
O toque entre si...

Falo sempre de um "ti"...
Cujo  nome eu não revelo.
Toco: dó, ré, mi...
A tristeza em mim cancelo...


Luana Nascimento 7ºA FEM


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mudança

Mudar custa bastante
Mas, entre tudo e perante
Perseverante
Se sente e afim
Sentido de seda e cetim

Não sei de que escrevo
Das palavras...
Diferente, do que eu temo
Sentido poeticamente, de armas. 

Sou eu, mudo o mundo
A letra, sem nenhum sentido
Não fala, não escreve só depressa afundo. 
Não escreveste, mas para mim está lido. 
Não fales, mas expressa...
A mudança de sentimento que absorve a má fé da cobrança. 

Está poético, drástico e escandaloso,
Eu vou mudar a minha forma de escrever...
Profundo mortuoso. 
Quero ir mais além do saber. 

Luana Nascimento 7º A FEM


Tu e esse teu dom

Tu
Com esse olhar
num micro-segundo,
levas me a disparatar
 
Tu
Tu e só tu.
És aquele amigo
Aquele amigo que destrói paredes
Aquele que só tu entendes 

Tu 
O meu amigo de coração.
Já me desiludiste. E eu a ti.
Mas amigo verdadeiro tem sempre perdão.

Tu
Mostraste-me o mundo das rimas
Ensinaste-me a não desistir,
e aqui estou eu agora ao teu lado
Sem resistir

Tu
És aquele rapaz
Aquele rapaz que não desiste por nada
Aquele que sabe que é capaz.

Posso dizer e fazer bastantes parvoíces.
Não ligues...
Sabes como eu sou.
A verdade é que tu tens um dom.

Um dom
Um dom que consegue
acalmar-me num segundo
Um dom profundo

Não temos regras
A nossa amizade é inquebrável
Destruí-la ?
Impensável!

Se um dia eu quiser ir embora,
nada vai acabar.
Porque tu tens um dom
Um dom que me faria voltar
Voltar para te abraçar.

Por isso não interessa
o que eu faço ou não faço.
Porque tu,
tu és um 
Amigo de Aço


Dedicado ao meu melhor amigo: Tomás
Sofia dos Santos 7ºA FEM

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Já com um cheirinho a férias da Páscoa, aqui ficam umas deliciosas " amêndoas" para saborear...


Poemas

Poemas
Nunca tenho vontade de fazer
Mas quando começo um verso
a magia começa a acontecer.

Poemas
Se quiser posso quebrar as regras,
posso escrever em prosa
com mil temas.
Quebrar as regras sem problemas.

Poemas
Irresistíveis e viciantes.
Escritas por pessoas simples
ou importantes.

Poemas
Porquê deixar de escrever? Porquê continuar?
Posso escrever sem parar ,ou simplesmente
Deixar de tentar!

Poemas
Profundos e misteriosos
Disfarçam tudo sem esconder nada
Poemas alegres ou sem piada?

Poemas
Escreve-se sobre tudo
desde raiva até ao amor 
Ensinam-nos a viver
sem Dor!

Mas às vezes a dor vence,
perdemos a coragem.
Não queremos continuar mais.
Fim de viagem


Sofia dos Santos 7ºA



Eu quero pintar

Eu quero pintar,
Mas não quero chorar...

Não sou boa pintora,
Nem boa escritora...

Com cor-de-rosa eu estou a escrever,
Pois pintar não vai acontecer...

Tenho saudades de pintar,
Mas, também, talvez de amar!...

Quero-te aqui, aqui bem perto,
Magoar-me?! Não, eu sei que és esperto...

Tu, eu, nós, sabes o que vamos fazer?!
Aquilo que está agora a acontecer...

Juntos vamos ficar,
Aqui,e agora, sentados pintar...

 Luana Nascimento, 7º A FEM



Talvez, não...

Hoje estou do contra,
Eu digo que sim, e tu não!
Tudo isto na "descontra"...
Dizemos coisas que não o são!...

Mesmo, que para o ano tudo acabe,
O que me ensinaste neste ano...
Será para sempre, o que se sabe.

A nossa amizade,
Nunca tinha encontrado algo do género...
Pelo que outra, não a tivesse já perdido,
Eu sei, e anseio que acabe...
Depois de três anos, finalmente o ter conseguido.

Adoro a tua forma de calcular,
Consegues sempre pôr-me a pensar.

Sei que estás do contra.
Adoro essa tua "brincadeira"...
Sim, talvez não, isto seja uma confronta.
Tudo isto, e eu sentada a escrever numa cadeira...

Talvez sim,
Talvez não...
Como sabes, que por mim...
Amor o são!...

 "inspirado e dedicado a uma pessoa que me ensinou a ver o outro lado: Maria Teresa"... 

Luana Nascimento, 7ºA- FEM


terça-feira, 28 de março de 2017

É com muito agrado que divulgamos alguns poemas elaborados pelos alunos do 2º vocacional, do curso de Manualidades, produzidos nas aulas de Português:


 Na senda de Alexandre O’Neill…
 A amizade é um pássaro
Que nos dá asas para voar;
Um amigo é uma janela
Que está sempre aberta para nós;
Um amigo é um animal
Quando é falso
Embora haja animais mais verdadeiros do que as pessoas

 (Poema coletivo, elaborado pelo 2º Vocacional de Manualidades)

 A vassoura ia a conduzir um carro.
A pá ia caminhando pela rua.
O lixo falou com elas:
-Querem sair comigo?
Ir a um bar?
Elas aceitaram e foi uma noite fixe!

 (Steven, 2º Vocacional de Manualidades)

 Uma porta abriu-se diante de mim
Espreitei lá para dentro e vi que não tinha fim
Entrei
E vi um homem que me disse assim:
 - Se ao fim queres chegar, por mim tens de passar!
E eu respondi:
 - Se, por ti, tenho de passar este conselho te vou dar: 
Sai de diante de mim, ou levas com um pudim!

 (Ricardo Mendes, 2º Vocacional, Manualidades)


Para o dia de S. Valentim… 

Quem me dera saber
Quanto custas
Fosse em prata, ouro ou diamantes…
Que preço teria eu de pagar
Só, por um só, teu olhar?
Que tenho de destruir
Para veres o meu sentir?
 Gostava de te roubar
Para no céu te beijar
E fugir da confusão…
 E tu, que queres, meu coração?

 (Nazar Bezkorovaynyy, 2º Vocacional, Manualidades)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Para celebrar o Dia da Poesia, deixamos-vos um lindo poema de uma aluna que já pertenceu a este Agrupamento e que muitas saudades nos deixou....

Tu és a essência

Não és terra, não és mar
Quero-te ver, quero-te sentir
És a brisa suave deste pesado ar
És o céu estrelado que quero atingir.

Estamos sempre juntos
Como a raiz presa à terra
Completas-me como o Sol à Lua
Sinto-te ao meu lado quando ando na rua.

Vejo-te no escuro da noite
Ouço-te no silêncio da melodia.
Todo este medo me torna afoite,
Para mim és a luz de um novo dia.

Limpas cada lágrima que cai
Abafas cada grito de solidão
Não és alma que desaparece e sai,
És a batida que entoa no meu coração.
 

 Noémia Simões




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