Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
segunda-feira, 20 de março de 2017
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Notícias Nossas
A Inês foi aluna do nosso agrupamento e colaboradora do nosso blogue. Aqui publicou, entre 2009 e 2013, diversos poemas que podes consultar no arquivo do blogue.
Hoje tem a alegria de ter publicado o seu primeiro livro de poesia, que aqui anunciamos com muita satisfação e carinho. Parabéns à Inês, parabéns à editora Poesia Fã Clube!
Aqui fica um poema extraído da obra:
Berço de Ilusão
Mundo se sorrisos
mundo de poesia
mundo de feitiços
mundo de hipocrisia.
Mundo que tenta transparecer
quem não é oponente
aos tempos de dor que se estão a estender
a este promissor continente.
Mundo de apostas perdidas
e de costas voltadas
onde guerras causaram feridas
que jamais podem ser saradas.
Mundo de exclusão
é assim que nós temos de viver
fomos crescendo num berço de ilusão
enquanto os nosso sonhos acabam por desvanecer.
Muito nos honra continuar a merecer a confiança desta novel poetisa. Obrigada Inês!
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Um choro que dói
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Amor
que nos corrói até às entranhas
fazendo-nos sofrer até mais não.
Pior ainda, quando não é correspondido
porque sentimos que o mundo está acabado
e que ficamos sozinhos, solitários para sempre.
Há quem diga que amar é bom
que nos faz felizes por dentro, e
rejuvenescidos por fora.
Que causa em nós tal sensação de
alegria, nostalgia e paixão.
Paixão ardente, que nos aquece no
dia mais quente do inverno.
Mas causa tanta dor como a pior facada
nas costas.
Causa desgosto e amargura na pessoa
mais gentil daquele reino distante dos sentimentos.
Enfim...O que se pode dizer do amor?
Há que sentir, amar para se amar e ser amado
É uma dança que se dança a dois.
Perguntem a Pedro e Inês...
Miguel Venceslau, 8ºF
quinta-feira, 17 de maio de 2012
E quantas vezes eu neguei
por entre esta dor que sentia
que és o melhor que eu encontrei
que o que fazes comigo é pura magia.
Nunca nos deixaram falar
e eu que deixei tanto por dizer
peço-te que não finjas querer lutar
agora que tudo acabou por morrer.
O que magoa não é recordar
mas sim sentir por momentos
algo que gelou com esse olhar
e que quebrou os meus sentimentos.
Pede-me tudo menos para fugir
eu não posso, eu não quero voltar
por favor não penses em desistir
vamos neste instante fazer o tempo parar.
Inês Marques
quinta-feira, 26 de abril de 2012
mesmo quando não vinhas
eu sempre te encontrava
nesse sorriso que tinhas.
Porque eu sei esperar
mas tu sabes fugir
de nada serve amar
se o teu dom é partir.
Porque eu aguentava
e não desistia de sonhar
mas enquanto eu tentava
tu apenas me sabias magoar.
Porque nada tenho comigo
o tempo tudo levou
a minha vida fazia sentido contigo
mas agora o fim da linha chegou.
Inês Marques
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Este constante querer ter-te
e saber que não te tenho
mesmo quando quero ver-te
tu não sabes de onde eu venho.
Perdi-me apenas por segundos
cruzei os braços mas não esqueci
que a linha que separa os nossos mundos
essa eu nunca a vi.
As tuas desculpas meti-as de lado
junto às lembranças que me deixaste
o ponteiro nesse instante ficou parado
esperando por esta lágrima que não levaste.
As tuas palavras ficaram por revelar
as minhas arrependo-me de as dizer
que me interessa ser sincera e achar
que talvez um dia me vás compreender.
Inês Marques
domingo, 4 de março de 2012
A tua ausência
Cada um mais silencioso
Cada um mais dúvidoso
Daquilo que hoje sentes,
Daquilo que amanhã sentirás
Sabendo que te espero,
Por mim esperarás?
Atrás de uma memória
Virá sempre uma esperança
Asseguir ao teu retrato
Imaginado na minha mente
Onde estás cada vez mais ausente,
Vem sempre uma lembrança!
Ontem tive-te,
Hoje já não!
E não há maior desilusão
Que a perca,
E o ganhar da solidão!
Por momentos tenho-te comigo
Por instantes sou feliz,
Quando o teu silêncio me diz,
Que ainda estou contigo!
Esse algo de pouco,
Esse tanto de nada,
Tira-me horas de sono
Onde eu te encontro em cada sonho
Mas dou sempre comigo
A sonhar acordada!
Fazes-me bem!
E no entanto tão mal!
Descobri que afinal
Tiras-te parte de mim
Do meu ser e da minha essência
Mas no veredito final
Para trás, e a mim
Só me deixaste a tua ausência!
Passam-se os dias,
E tu vais com eles!
Sofia Aurélio
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Nada me importa
nem queria este caminho para mim
mas conseguiste atingir o meu coração
e eu tentei negar que fosse assim.
Eu tentei resistir a um sentimento
tentei não me deixar levar
tentei não me render a um momento
tentei negar quem eu queria amar.
Tudo isto me mata lentamente
queria não ter de viver presa a ilusões
o que estou a sentir não podia ser mais coerente
mas para esta vida não há grandes definições.
Os dias são longos, as horas banais
já não importa o que estou a sentir
não me interessam as pessoas nem os locais
se eras apenas tu quem me fazia sorrir.
Inês Marques
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Não há meio de voltares a chamar
por mim naquele tom baixinho
talvez eu nunca mais volte a pintar
as cores daquele nosso caminho.
Quando ao longe te vejo ir
sabes que eu queria estar por perto
a vida acabou por não o permitir
muito por culpa desse teu rumo incerto.
A porta fechou-se e contigo desapareceu
aquele retrato que ainda guardava
tu não sabes bem o que aconteceu
mas a explicação pode nunca vir a ser revelada.
Tu não podes voltar a negar
que não sofres, que nada sentes
sabes que eu sei ler esse teu olhar
e nele está bem escrito que mentes.
Inês Marques
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Lembro
com o sorriso mais lindo e profundo
em tempos este caminho percorrias
quando ainda fazias parte do meu mundo.
Não sei onde te ver, onde te encontrar
sinto-me perdida sem te ter por perto
não chega uma hora para te abraçar
preciso de muito mais do que um rumo tão incerto.
Quando voltas a soltar aquele olhar
que me fascina com tão pura simplicidade
agora somente tento lidar
com uma enorme palavra chamada saudade.
Sabes que para mim estarás sempre aqui
como naquele dia da despedida
nem uma vida chega para demonstrar o que sinto por ti
já não sei onde posso encontrar uma saída.
Inês Marques
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Já passou o tempo em que esperava em vão
em que pensava que era uma pessoa feliz
desde aquele dia iluminaste o meu coração
és tu e só tu aquilo que eu sempre quis.
Não nego que sinto uma enorme saudade
mas sei que tudo um dia irá passar
quero ficar contigo uma eternidade
quero estar a teu lado para que em mim possas acreditar.
Nunca senti nada assim tão real
algo tão forte, tão firme e indestrutível
nunca duvides de que és especial
pois no meu olhar este sentimento é bem visível.
Então abraça-me e não embarques nessa viagem
onde sabes que o tempo não irá facilitar
olho para o relógio e mais pareces uma miragem
conto todos os segundos que faltam para te poder abraçar.
Inês
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Quando vais soltar de novo esse olhar
que lentamente me queima por dentro
sinto falta de te ver de novo brilhar
pois és tu e só tu onde eu me centro.
Ando nesta estrada de passagem
a tentar encontrar uma solução
sei que naquela manhã não foste uma miragem
de facto és muito mais do que purailusão.
Não sei onde ficar e os dias sãobanais
não sei onde pertenço nem quem sou
um "talvez" na nossahistória não é nada mais
do que aquilo que na minha memória ficou.
Saudade é algo que sinto no dia a dia
algo que aperta com força o coração
o que fizeste na minha vida foi pura magia
algo que fica para sempre como recordação.
Inês
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Errar
Por vezes acabamos a perder.
Não queria mesmo vos desiludir
E sei que o fiz.
Mas agora não há volta a dar
Aprendemos com o verbo errar
E com o verbo recuperar,
Por muito que possa explicar
Nunca vou encontrar
Explicação possível,
Que corrigir o incorrigível!
Não consigo explicar o que sinto
Não quero repetir
Mas se disser “-nunca mais”,
Talvez minto.
Não vou por maus caminhos
Nem por poças e espinhos,
Estou a descobrir…
Sei que não devia,
Mas a verdade e que me apetecia,
E o desejar sobrepôs-se ao superar
E daí gerou o fracassar.
Só resta aprender
E viver
Elsa Silvestre
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Nem sempre sou forte!
Tudo pode mudar
Na vida tudo é a acaso
Não podemos controlar
Em cada simples dia
Algo de novo achamos
Sem mapa ou bússola
Desorientados mergulhamos
Ao nascer do dia
Nada me parece orientar
Mas na hora da escuridão
Tudo consigo conquistar
De que me serve achar
Que sou a maior
Quando no fundo nada conheço
E por final só vem o pior?
A cada segundo peço
Um pequeno e simples sinal
Não quero desistir disto
Porque o vivo com um ar triunfal!
Noémia Simões
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
No meio de todo este barulho ensurdecedor
tento lembrar-me de todas aquelas feições
procuro por ti tentando fugir ao clamor
de rostos em que trespassa o medo e as desilusões.
O amanhecer permanece gelado
e eu já sem uma única razão
tento ficar uma última vez a teu lado
mesmo no meio de toda esta confusão.
Olhos nos olhos quero achar
uma forma de te dizer
que é contigo que eu quero ficar
sabendo os riscos que isto pode trazer.
O tempo por nós passou
mas aquela memória não desaparece
sei que em mim nada mudou
pois quem ama nunca esquece.
Inês
domingo, 9 de outubro de 2011
Consigo ver por entre o teu olhar
É estranha esta sensação de liberdade
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Eis que nos chegam os primeiros poemas deste ano letivo, continuam bonitos e espelham muito do vai na lama desta poetizas, que ao longo dos últimos anos partilharam connosco textos muito expressivos.
Elas partiram... Iniciaram um novo percurso no ensino secundário, e desde já fazemos votos para que tudo corra pelo melhor nesta nova etapa escolar; para nós é particularmente perceber como se mantêm unidas a nós e a este cantinho onde a poesia é rainha...
Não sei o que fazer
Estou presente,
Mas a minha alma
Paira sobre outra praia,
Uma praia calma,
Calma mas agitada
Desnorteada, assustada
E mais alguns acabados em «Ada»!
Estou na aula,
Aparentemente atenta,
Mas a minha cabeça
Vai de oito a oitenta
Sem que nenhuma parte de mim estremeça
Até que…
Algo ou alguém captou a minha atenção
Foi como disparar o meu coração!
De repente as minhas mãos começam a tremer
Porque nem acredito que voltaste atrás para me ver!
Eu nunca pensei
Que alguma vez pudesse conhecer
Alguém como tu
Alguém que em poucos dias
Se tornou «NA» pessoa!
Acho que nem acreditarias
Se te dissesse o quanto me fazes tremer
Cada vez que te vejo
De cada vez que estive para falar contigo
Mas que não fui capaz!
Hoje em dia os computadores ajudam
Ajudam mas não deviam de ajudar
Porque assim vou para sempre continuar
A tremer cada vez que para ti olhar!
Não sei o que fazer
Estás sempre no meu pensamento,
Na minha cabeça quase que parece um julgamento!
Em que o réu é o meu coração!
Será que o juiz o vai declarar culpado?
E o crime será paixão?
Não sei o que fazer,
Para parar de tremer…
Onde estás agora...
Onde estás agora que quero adormecer
onde estás agora que quero voar
sem ti nunca mais voltei a ter amanhecer
sem ti estou a tentar recomeçar.
Não vale de nada pensar
num final há já muito anunciado
pois tal como começou acabou por terminar
com um intenso olhar gelado.
Tudo mudou como da noite para o dia
naquele jardim deixei de te ver passar
recordo os momentos em que contigo sorria
mas que agora eu quero apenas apagar.
Gostava de ter tido tempo para te dizer
que nem tudo foi em vão
porque graças a ti acabei por entender
que na vida há sempre uma razão.
Inês Marques
