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segunda-feira, 20 de março de 2017

Para celebrar o Dia da Poesia, deixamos-vos um lindo poema de uma aluna que já pertenceu a este Agrupamento e que muitas saudades nos deixou....

Tu és a essência

Não és terra, não és mar
Quero-te ver, quero-te sentir
És a brisa suave deste pesado ar
És o céu estrelado que quero atingir.

Estamos sempre juntos
Como a raiz presa à terra
Completas-me como o Sol à Lua
Sinto-te ao meu lado quando ando na rua.

Vejo-te no escuro da noite
Ouço-te no silêncio da melodia.
Todo este medo me torna afoite,
Para mim és a luz de um novo dia.

Limpas cada lágrima que cai
Abafas cada grito de solidão
Não és alma que desaparece e sai,
És a batida que entoa no meu coração.
 

 Noémia Simões




)



















quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Notícias Nossas

Temos hoje o grato prazer de anunciar obra publicada de uma poetisa que se estreou por aqui.

A Inês foi aluna do nosso agrupamento e colaboradora do nosso blogue. Aqui publicou, entre 2009 e 2013,  diversos poemas que podes consultar no arquivo do blogue.

Hoje tem a alegria de ter publicado o seu primeiro livro de poesia, que aqui anunciamos com muita satisfação e carinho. Parabéns à Inês, parabéns à editora Poesia Fã Clube!

Aqui fica um poema extraído da obra:

Berço de Ilusão

Mundo se sorrisos
mundo de poesia
mundo de feitiços
mundo de hipocrisia.

Mundo que tenta transparecer
quem não é oponente
aos tempos de dor que se estão a estender
a este promissor continente.

Mundo de apostas perdidas
e de costas voltadas
onde guerras causaram feridas
que jamais podem ser saradas.

Mundo de exclusão
é assim que nós temos de viver
fomos crescendo num berço de ilusão
enquanto os nosso sonhos acabam por desvanecer.


Muito nos honra continuar a merecer a confiança desta novel poetisa. Obrigada Inês!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dois bonitos poemas enviados por uma aluna que já deixou o Agrupamento, mas que será eternamente nossa... Obrigada Noémia por continuares a partilhar a tua escrita, neste cantinho dos poetas...

Um choro que dói

Estava a olhar o céu e cantava
Parei, abateu-se em mim a saudade
Chorei, e era em ti que pensava
Fiquei, tudo caiu aos pés, até a felicidade.

Olhei, nada me aconchegava
Cansei, precisei de ti e não estavas
Pensei, porque continuar a caminhada
Se já nem amor me dás…

Sorri, porque no vento te vi.
Parti, fui para longe chorar.
Desisti, já nada faz sentido sem ti.
Fugi, porque já não te posso abraçar.

Chorar, sei que não te traz.
Sonhar, sei que não és real.
Rezar, só me pode dar paz,
Para curar meu frágil coração de cristal.

 Noémia Simões


A onda da salvação

Uma onde veio à praia parar
Num simples e calmo suspiro
Veio até mim para sussurrar
E é por isso que hoje respiro.

Chegou até mim para me salvar,
De um tão profundo abismo
Que me queria enclausurar
Levando para longe o meu otimismo.

Essa onda que me veio agarrar
Era apenas aquele pequeno sinal
Que tu me estavas a dar
Para lutar e aguentar até ao final.

Jamais irei esquecer
O sofrimento que senti na partida
Aquele aperto que ficou por dentro a doer
Onde ficou incurável e aberta aquela ferida.

A minha salvação foi o mar,
Levou a magoa para longe de mim,
Para me ajudar a continuar
Assim adiou um pouco mais o meu fim.

 Noémia Simões



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Amor

O amor é uma doença...
que nos corrói até às entranhas
fazendo-nos sofrer até mais não.
Pior ainda, quando não é correspondido
porque sentimos que o mundo está acabado
e que ficamos sozinhos, solitários para sempre.
Há quem diga que amar é bom
que nos faz felizes por dentro, e
rejuvenescidos por fora.
Que causa em nós tal sensação de
alegria, nostalgia e paixão.
Paixão ardente, que nos aquece no
dia mais quente do inverno.
Mas causa tanta dor como a pior facada
nas costas.
Causa desgosto e amargura na pessoa
mais gentil daquele reino distante dos sentimentos.
Enfim...O que se pode dizer do amor?
Há que sentir, amar para se amar e ser amado
É uma dança que se dança a dois.
Perguntem a Pedro e Inês...

Miguel Venceslau, 8ºF

quinta-feira, 17 de maio de 2012

E quantas vezes eu neguei

E quantas vezes eu neguei


por entre esta dor que sentia

que és o melhor que eu encontrei

que o que fazes comigo é pura magia.





Nunca nos deixaram falar

e eu que deixei tanto por dizer

peço-te que não finjas querer lutar

agora que tudo acabou por morrer.





O que magoa não é recordar

mas sim sentir por momentos

algo que gelou com esse olhar

e que quebrou os meus sentimentos.





Pede-me tudo menos para fugir

eu não posso, eu não quero voltar

por favor não penses em desistir

vamos neste instante fazer o tempo parar.
 
Inês Marques

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Porque eu acreditava
mesmo quando não vinhas
eu sempre te encontrava
nesse sorriso que tinhas.

Porque eu sei esperar
mas tu sabes fugir
de nada serve amar
se o teu dom é partir.

Porque eu aguentava
e não desistia de sonhar
mas enquanto eu tentava
tu apenas me sabias magoar.

Porque nada tenho comigo
o tempo tudo levou
a minha vida fazia sentido contigo
mas agora o fim da linha chegou.

Inês Marques

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Este constante querer ter-te

Este constante querer ter-te
e saber que não te tenho
mesmo quando quero ver-te
tu não sabes de onde eu venho.

Perdi-me apenas por segundos
cruzei os braços mas não esqueci
que a linha que separa os nossos mundos
essa eu nunca a vi.

As tuas desculpas meti-as de lado
junto às lembranças que me deixaste
o ponteiro nesse instante ficou parado
esperando por esta lágrima que não levaste.

As tuas palavras ficaram por revelar
as minhas arrependo-me de as dizer
que me interessa ser sincera e achar
que talvez um dia me vás compreender.

Inês Marques

domingo, 4 de março de 2012

A tua ausência

Todos os dias são passados
Cada um mais silencioso
Cada um mais dúvidoso
Daquilo que hoje sentes,
Daquilo que amanhã sentirás
Sabendo que te espero,
Por mim esperarás?

Atrás de uma memória
Virá sempre uma esperança
Asseguir ao teu retrato
Imaginado na minha mente
Onde estás cada vez mais ausente,
Vem sempre uma lembrança!

Ontem tive-te,
Hoje já não!
E não há maior desilusão
Que a perca,
E o ganhar da solidão!

Por momentos tenho-te comigo
Por instantes sou feliz,
Quando o teu silêncio me diz,
Que ainda estou contigo!

Esse algo de pouco,
Esse tanto de nada,
Tira-me horas de sono
Onde eu te encontro em cada sonho
Mas dou sempre comigo
A sonhar acordada!

Fazes-me bem!
E no entanto tão mal!
Descobri que afinal
Tiras-te parte de mim
Do meu ser e da minha essência
Mas no veredito final
Para trás, e a mim
Só me deixaste a tua ausência!

Passam-se os dias,
E tu vais com eles!

Sofia Aurélio

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nada me importa

Sabes que eu não detinha a razão

nem queria este caminho para mim

mas conseguiste atingir o meu coração

e eu tentei negar que fosse assim.




Eu tentei resistir a um sentimento

tentei não me deixar levar

tentei não me render a um momento

tentei negar quem eu queria amar.




Tudo isto me mata lentamente

queria não ter de viver presa a ilusões

o que estou a sentir não podia ser mais coerente

mas para esta vida não há grandes definições.




Os dias são longos, as horas banais

já não importa o que estou a sentir

não me interessam as pessoas nem os locais

se eras apenas tu quem me fazia sorrir.


Inês Marques

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Não há meio de voltares a chamar

Não há meio de voltares a chamar
por mim naquele tom baixinho
talvez eu nunca mais volte a pintar
as cores daquele nosso caminho.


Quando ao longe te vejo ir
sabes que eu queria estar por perto
a vida acabou por não o permitir
muito por culpa desse teu rumo incerto.


A porta fechou-se e contigo desapareceu
aquele retrato que ainda guardava
tu não sabes bem o que aconteceu
mas a explicação pode nunca vir a ser revelada.


Tu não podes voltar a negar
que não sofres, que nada sentes
sabes que eu sei ler esse teu olhar
e nele está bem escrito que mentes.

Inês Marques

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lembro

Lembro-me de quando chegavas e sorrias

com o sorriso mais lindo e profundo

em tempos este caminho percorrias

quando ainda fazias parte do meu mundo.



Não sei onde te ver, onde te encontrar

sinto-me perdida sem te ter por perto

não chega uma hora para te abraçar

preciso de muito mais do que um rumo tão incerto.



Quando voltas a soltar aquele olhar

que me fascina com tão pura simplicidade

agora somente tento lidar

com uma enorme palavra chamada saudade.



Sabes que para mim estarás sempre aqui

como naquele dia da despedida

nem uma vida chega para demonstrar o que sinto por ti

já não sei onde posso encontrar uma saída.


Inês Marques

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Já passou o tempo em que esperava em vão

Já passou o tempo em que esperava em vão
em que pensava que era uma pessoa feliz
desde aquele dia iluminaste o meu coração
és tu e só tu aquilo que eu sempre quis.

Não nego que sinto uma enorme saudade
mas sei que tudo um dia irá passar
quero ficar contigo uma eternidade
quero estar a teu lado para que em mim possas acreditar.

Nunca senti nada assim tão real
algo tão forte, tão firme e indestrutível
nunca duvides de que és especial
pois no meu olhar este sentimento é bem visível.

Então abraça-me e não embarques nessa viagem
onde sabes que o tempo não irá facilitar
olho para o relógio e mais pareces uma miragem
conto todos os segundos que faltam para te poder abraçar.
Inês

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quando vais soltar de novo esse olhar

Quando vais soltar de novo esse olhar

que lentamente me queima por dentro

sinto falta de te ver de novo brilhar

pois és tu e só tu onde eu me centro.



Ando nesta estrada de passagem

a tentar encontrar uma solução

sei que naquela manhã não foste uma miragem

de facto és muito mais do que purailusão.



Não sei onde ficar e os dias sãobanais

não sei onde pertenço nem quem sou

um "talvez" na nossahistória não é nada mais

do que aquilo que na minha memória ficou.



Saudade é algo que sinto no dia a dia

algo que aperta com força o coração

o que fizeste na minha vida foi pura magia

algo que fica para sempre como recordação.

Inês

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Errar

Fazer o que querer
Por vezes acabamos a perder.
Não queria mesmo vos desiludir
E sei que o fiz.

Mas agora não há volta a dar
Aprendemos com o verbo errar
E com o verbo recuperar,
Por muito que possa explicar
Nunca vou encontrar
Explicação possível,
Que corrigir o incorrigível!

Não consigo explicar o que sinto
Não quero repetir
Mas se disser “-nunca mais”,
Talvez minto.

Não vou por maus caminhos
Nem por poças e espinhos,
Estou a descobrir…
Sei que não devia,
Mas a verdade e que me apetecia,
E o desejar sobrepôs-se ao superar
E daí gerou o fracassar.

Só resta aprender
E viver

Elsa Silvestre

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Nem sempre sou forte!

Quando menos esperamos
Tudo pode mudar
Na vida tudo é a acaso
Não podemos controlar

Em cada simples dia
Algo de novo achamos
Sem mapa ou bússola
Desorientados mergulhamos

Ao nascer do dia
Nada me parece orientar
Mas na hora da escuridão
Tudo consigo conquistar

De que me serve achar
Que sou a maior
Quando no fundo nada conheço
E por final só vem o pior?

A cada segundo peço
Um pequeno e simples sinal
Não quero desistir disto
Porque o vivo com um ar triunfal!

Noémia Simões

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

No meio de todo este barulho ensurdecedor

No meio de todo este barulho ensurdecedor

tento lembrar-me de todas aquelas feições

procuro por ti tentando fugir ao clamor

de rostos em que trespassa o medo e as desilusões.



O amanhecer permanece gelado

e eu já sem uma única razão

tento ficar uma última vez a teu lado

mesmo no meio de toda esta confusão.



Olhos nos olhos quero achar

uma forma de te dizer

que é contigo que eu quero ficar

sabendo os riscos que isto pode trazer.



O tempo por nós passou

mas aquela memória não desaparece

sei que em mim nada mudou

pois quem ama nunca esquece.

Inês

domingo, 9 de outubro de 2011

Consigo ver por entre o teu olhar

Consigo ver por entre o teu olhar
que toda aquela chama se apagou
pelo meu nome não voltaste a chamar
e aquela melodia não mais tocou.

Não sei porque insistes em permanecer
junto a esse banco de jardim perfumado
é certo que anseio por te voltar a ver
mas sei que não podemos mais estar lado a lado.

Carrego o peso de um triste final
sabendo que não havia como evitar
sigo os passos que contigo tracei neste areal
e recordo-me das memórias vividas neste mar.

Só queria achar uma simples razão
mas sei que é tarde para tal acontecer
já não sinto o calor da tua mão
e presinto a frieza deste triste anoitecer.

Inês

É estranha esta sensação de liberdade


É estranha esta sensação de liberdade
ao longo da praia tento encontrar
talvez a resposta para esta saudade,
saudade esta que acabaste por me deixar.

Não sei bem qual é o meu lugar
então vou andando ao sabor do vento
já nada tenho a perder e muito menos a ganhar
queria apenas parar o tempo neste momento.

Com essa tua maneira de ser
transformaste toda a minha vida
pegaste na minha mão e fizeste-me compreender
que para tudo há sempre uma saída.

Caminha a meu lado e não me largues mais
deixa-me mergulhar nesta fantasia
sentada olho o horizonte neste cais
e penso que ter-te aqui era o que eu mais queria.
Inês







sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eis que nos chegam os primeiros poemas deste ano letivo, continuam bonitos e espelham muito do vai na lama desta poetizas, que ao longo dos últimos anos partilharam connosco textos muito expressivos.

Elas partiram... Iniciaram um novo percurso no ensino secundário, e desde já fazemos votos para que tudo corra pelo melhor nesta nova etapa escolar; para nós é particularmente perceber como se mantêm unidas a nós e a este cantinho onde a poesia é rainha...

Não sei o que fazer

Estou presente,

Mas a minha alma

Paira sobre outra praia,

Uma praia calma,

Calma mas agitada

Desnorteada, assustada

E mais alguns acabados em «Ada»!

Estou na aula,

Aparentemente atenta,

Mas a minha cabeça

Vai de oito a oitenta

Sem que nenhuma parte de mim estremeça

Até que…

Algo ou alguém captou a minha atenção

Foi como disparar o meu coração!

De repente as minhas mãos começam a tremer

Porque nem acredito que voltaste atrás para me ver!

Eu nunca pensei

Que alguma vez pudesse conhecer

Alguém como tu

Alguém que em poucos dias

Se tornou «NA» pessoa!

Acho que nem acreditarias

Se te dissesse o quanto me fazes tremer

Cada vez que te vejo

De cada vez que estive para falar contigo

Mas que não fui capaz!

Hoje em dia os computadores ajudam

Ajudam mas não deviam de ajudar

Porque assim vou para sempre continuar

A tremer cada vez que para ti olhar!

Não sei o que fazer

Estás sempre no meu pensamento,

Na minha cabeça quase que parece um julgamento!

Em que o réu é o meu coração!

Será que o juiz o vai declarar culpado?

E o crime será paixão?

Não sei o que fazer,

Para parar de tremer…

Elsa Silvestre



Onde estás agora...


Onde estás agora que quero adormecer

onde estás agora que quero voar

sem ti nunca mais voltei a ter amanhecer

sem ti estou a tentar recomeçar.


Não vale de nada pensar

num final há já muito anunciado

pois tal como começou acabou por terminar

com um intenso olhar gelado.


Tudo mudou como da noite para o dia

naquele jardim deixei de te ver passar

recordo os momentos em que contigo sorria

mas que agora eu quero apenas apagar.


Gostava de ter tido tempo para te dizer

que nem tudo foi em vão

porque graças a ti acabei por entender

que na vida há sempre uma razão.


Inês Marques