Poema das comparações
O meu livro é como o meu abrigo
Imprevisível como uma mente infantil
Atrai-me tanto como a força gravítica
Assim como o néctar atrai a abelha
É rugoso como as rochas, puro como o amor
Assim como o sol brilha no céu, tu brilhas para mim.
Ai! Que menino delicado que até parece uma fada
O sorriso dela ilumina a minha vida
Parece-se com a beleza do sol e do mar em aliança
Os seus lábios lembram-me o mar,
Perco-me neles quando estou a sonhar
Os seus cabelos são como o sol que brilha infinitamente.
Aquela flor parece-se com o seu coração
Floresce a cada dia
O sopro do vento é como o assobio da sua aura
A vida é assim, é como as montanhas
Tem altos e baixos...
Poema coletivo 9ºE
Saudade é ...
Sentir falta de alguém
Um sentimento doloroso
Que se sente, mas não se vê
Relembrar as melhores memórias.
Querer estar com alguém que não está presente
Recordar os momentos vividos
Uma folha em branco
Sentimento poderoso que nos consome.
Relembrar alguém no coração
Algo incontrolável
Um desgosto nostálgico
Querer ter e não poder.
Amor
Sentir falta de carinho
Estar longe e sentir-se perto
Algo que não se explica, apenas se sente
Ter um sentimento.
Sentir dor, angústia e um vazio no peito
Recordar velhos tempos
Sentir falta do que já não tenho
Querer o que stá longe.
Lembrar o passado iluminado
Correr na rua enquanto criança.
Poema coletivo- 9ºC
Este projeto começou na Escola Básica Frei Estêvão Martins, em Alcobaça e destina-se a todos os que veem o mundo através da Poesia. Hoje tem o tamanho do Agrupamento de Cister. Aqui todos os membros da comunidade escolar podem participar, escrevendo (com o seu nome ou usando um pseudónimo), lendo, enviando os poemas preferidos, participando nas atividades... Porque o mundo é mais bonito quando dito com palavras escolhidas!
segunda-feira, 15 de maio de 2017
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Quero amar-te
Eu quero muito coisa,
Coisas demasiadas...
Tal como as flores de loiça,
Tudo num conto de fadas.
Mas só uma,
Aquela que eu mais quero.
Flutuando como uma pluma...
Pelo tempo que eu sempre espero.
Eu quero uma pessoa,
Também quero ser feliz.
Com o coração que sempre voa...
Voando para outro país.
Vou direta ao centro,
Eu quero-te a ti.
Sobre mar me sento...
O toque entre si...
Falo sempre de um "ti"...
Cujo nome eu não revelo.
Toco: dó, ré, mi...
A tristeza em mim cancelo...
Luana Nascimento 7ºA FEM
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Mudança
Mudar custa bastante
Mas, entre tudo e perante
Perseverante
Se sente e afim
Sentido de seda e cetim
Não sei de que escrevo
Das palavras...
Diferente, do que eu temo
Sentido poeticamente, de armas.
Sou eu, mudo o mundo
A letra, sem nenhum sentido
Não fala, não escreve só depressa afundo.
Não escreveste, mas para mim está lido.
Não fales, mas expressa...
A mudança de sentimento que absorve a má fé da cobrança.
Está poético, drástico e escandaloso,
Eu vou mudar a minha forma de escrever...
Profundo mortuoso.
Quero ir mais além do saber.
Luana Nascimento 7º A FEM
Tu e esse teu dom
Tu
Com esse olhar
num micro-segundo,
levas me a disparatar
Tu
Tu e só tu.
És aquele amigo
Aquele amigo que destrói paredes
Aquele que só tu entendes
Tu
O meu amigo de coração.
Já me desiludiste. E eu a ti.
Mas amigo verdadeiro tem sempre perdão.
Tu
Mostraste-me o mundo das rimas
Ensinaste-me a não desistir,
e aqui estou eu agora ao teu lado
Sem resistir
Tu
És aquele rapaz
Aquele rapaz que não desiste por nada
Aquele que sabe que é capaz.
Posso dizer e fazer bastantes parvoíces.
Não ligues...
Sabes como eu sou.
A verdade é que tu tens um dom.
Um dom
Um dom que consegue
acalmar-me num segundo
Um dom profundo
Não temos regras
A nossa amizade é inquebrável
Destruí-la ?
Impensável!
Se um dia eu quiser ir embora,
nada vai acabar.
Porque tu tens um dom
Um dom que me faria voltar
Voltar para te abraçar.
Por isso não interessa
o que eu faço ou não faço.
Porque tu,
tu és um
Amigo de Aço
Dedicado ao meu melhor amigo: Tomás
Sofia dos Santos 7ºA FEM
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Já com um cheirinho a férias da Páscoa, aqui ficam umas deliciosas " amêndoas" para saborear...
Luana Nascimento, 7º A FEM
Poemas
Poemas
Nunca tenho vontade de fazer
Mas quando começo um verso
a magia começa a acontecer.
Poemas
Se quiser posso quebrar as regras,
posso escrever em prosa
com mil temas.
Quebrar as regras sem problemas.
Poemas
Irresistíveis e viciantes.
Escritas por pessoas simples
ou importantes.
Poemas
Porquê deixar de escrever? Porquê continuar?
Posso escrever sem parar ,ou simplesmente
Deixar de tentar!
Poemas
Profundos e misteriosos
Disfarçam tudo sem esconder nada
Poemas alegres ou sem piada?
Poemas
Escreve-se sobre tudo
desde raiva até ao amor
Ensinam-nos a viver
sem Dor!
Mas às vezes a dor vence,
perdemos a coragem.
Não queremos continuar mais.
Fim de viagem
Sofia dos Santos 7ºA
Eu quero pintar
Eu quero pintar,
Mas não quero chorar...
Não sou boa pintora,
Nem boa escritora...
Com cor-de-rosa eu estou a escrever,
Pois pintar não vai acontecer...
Tenho saudades de pintar,
Mas, também, talvez de amar!...
Quero-te aqui, aqui bem perto,
Magoar-me?! Não, eu sei que és esperto...
Tu, eu, nós, sabes o que vamos fazer?!
Aquilo que está agora a acontecer...
Juntos vamos ficar,
Aqui,e agora, sentados pintar...
Talvez, não...
Hoje estou do contra,
Eu digo que sim, e tu não!
Tudo isto na "descontra"...
Dizemos coisas que não o são!...
Mesmo, que para o ano tudo acabe,
O que me ensinaste neste ano...
Será para sempre, o que se sabe.
A nossa amizade,
Nunca tinha encontrado algo do género...
Pelo que outra, não a tivesse já perdido,
Eu sei, e anseio que acabe...
Depois de três anos, finalmente o ter conseguido.
Adoro a tua forma de calcular,
Consegues sempre pôr-me a pensar.
Sei que estás do contra.
Adoro essa tua "brincadeira"...
Sim, talvez não, isto seja uma confronta.
Tudo isto, e eu sentada a escrever numa cadeira...
Talvez sim,
Talvez não...
Como sabes, que por mim...
Amor o são!...
"inspirado e dedicado a uma pessoa que me ensinou a ver o outro
lado: Maria Teresa"...
Luana Nascimento, 7ºA- FEM
terça-feira, 28 de março de 2017
É com muito agrado que divulgamos alguns poemas elaborados pelos alunos do 2º vocacional, do curso de Manualidades, produzidos nas aulas de Português:
Na senda de Alexandre O’Neill…
A amizade é um pássaro
Que nos dá asas para voar;
Um amigo é uma janela
Que está sempre aberta para nós;
Um amigo é um animal
Quando é falso
Embora haja animais mais verdadeiros do que as pessoas
(Poema coletivo, elaborado pelo 2º Vocacional de Manualidades)
A vassoura ia a conduzir um carro.
A pá ia caminhando pela rua.
O lixo falou com elas:
-Querem sair comigo?
Ir a um bar?
Elas aceitaram e foi uma noite fixe!
(Steven, 2º Vocacional de Manualidades)
Uma porta abriu-se diante de mim
Espreitei lá para dentro e vi que não tinha fim
Entrei
E vi um homem que me disse assim:
- Se ao fim queres chegar, por mim tens de passar!
E eu respondi:
- Se, por ti, tenho de passar este conselho te vou dar:
Sai de diante de mim, ou levas com um pudim!
(Ricardo Mendes, 2º Vocacional, Manualidades)
Para o dia de S. Valentim…
Quem me dera saber
Quanto custas
Fosse em prata, ouro ou diamantes…
Que preço teria eu de pagar
Só, por um só, teu olhar?
Que tenho de destruir
Para veres o meu sentir?
Gostava de te roubar
Para no céu te beijar
E fugir da confusão…
E tu, que queres, meu coração?
(Nazar Bezkorovaynyy, 2º Vocacional, Manualidades)
Na senda de Alexandre O’Neill…
A amizade é um pássaro
Que nos dá asas para voar;
Um amigo é uma janela
Que está sempre aberta para nós;
Um amigo é um animal
Quando é falso
Embora haja animais mais verdadeiros do que as pessoas
(Poema coletivo, elaborado pelo 2º Vocacional de Manualidades)
A vassoura ia a conduzir um carro.
A pá ia caminhando pela rua.
O lixo falou com elas:
-Querem sair comigo?
Ir a um bar?
Elas aceitaram e foi uma noite fixe!
(Steven, 2º Vocacional de Manualidades)
Uma porta abriu-se diante de mim
Espreitei lá para dentro e vi que não tinha fim
Entrei
E vi um homem que me disse assim:
- Se ao fim queres chegar, por mim tens de passar!
E eu respondi:
- Se, por ti, tenho de passar este conselho te vou dar:
Sai de diante de mim, ou levas com um pudim!
(Ricardo Mendes, 2º Vocacional, Manualidades)
Para o dia de S. Valentim…
Quem me dera saber
Quanto custas
Fosse em prata, ouro ou diamantes…
Que preço teria eu de pagar
Só, por um só, teu olhar?
Que tenho de destruir
Para veres o meu sentir?
Gostava de te roubar
Para no céu te beijar
E fugir da confusão…
E tu, que queres, meu coração?
(Nazar Bezkorovaynyy, 2º Vocacional, Manualidades)
segunda-feira, 20 de março de 2017
Para celebrar o Dia da Poesia, deixamos-vos um lindo poema de uma aluna que já pertenceu a este Agrupamento e que muitas saudades nos deixou....
Tu és a essência
Não és terra, não és mar
Quero-te ver, quero-te sentir
És a brisa suave deste pesado ar
És o céu estrelado que quero atingir.
Estamos sempre juntos
Como a raiz presa à terra
Completas-me como o Sol à Lua
Sinto-te ao meu lado quando ando na rua.
Vejo-te no escuro da noite
Ouço-te no silêncio da melodia.
Todo este medo me torna afoite,
Para mim és a luz de um novo dia.
Limpas cada lágrima que cai
Abafas cada grito de solidão
Não és alma que desaparece e sai,
És a batida que entoa no meu coração.
Noémia Simões
)
domingo, 12 de março de 2017
Seguem três bonitos poemas de Luana e um de Fernando Pessoa que se enquadra nesta temática
Esquece a força para lutar
Esquece os dias de sol,
Esquece as notas, e a clave de sol.
Esquece tudo o que conheces,
Nada do que pensas que sabes, é verdade.
Não sei o que pareces...
Tenho muita saudade.
Extenuante, é a minha vida,
Cansada de viver, eu estou.
Tenho toda a lição de vida obtida,
Pessoa cheia de emoções e sou...
Esquece o amor,
Relembra a dor...
Passado... eu gostava de o reviver,
Nada de preocupações em crescer.
Com ninguém eu quero falar,
Com toda a gente me quero calar,
Sem força para lutar,
Nenhuma batalha eu sou capaz de travar...
Sentimos a mesma
dor
Não quero
acreditar que é verdade,
Estou longe de ti
há tanto tempo...
É tão profunda a
dor da saudade.
Quero mais!...
Não quero apenas
falar ao telefone,
Quero ver as tuas
feições, quero entender os teus sinais...
Lembras-te do
último dia, aquele em cantámos pelo mesmo microfone...
Lembras-te
daqueles dias de primavera,
Estávamos sentados
no banco de jardim.
Éramos tão felizes
naquela era.
Eu sei que continuas
a gostar de mim...
Não quero
acreditar que é verdade,
Estou longe de ti
há tanto tempo...
É tão profunda a
dor da saudade.
O destino é
cruel...
Mas não vamos
lutar,
Os dias dos
rebuçados de mel...
No fim o amor vai
triunfar.
Luana Nascimento. 7º A FEM
Mentira
Eu minto, tu mentes, ele mente,
Sobre algo, obviamente...
Eu minto, tu mentes, ele mente,
Sobre algo que se sente...
Eu minto, tu mentes, ele mente,
Só porque sim, por e simplesmente...
Mentir ou omitir a verdade,
Para experimentar, pela curiosidade...
Mentir para proteger,
As pessoas que querem crer...
Eu minto, tu mentes, ele mente,
Acontece, nem que se tente...
Uma grande mentira se conta,
Grandes consequências para uma confronta...
Eu minto, tu mente, ele mente....
Luana Nascimento. 7º A FEM
Cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
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