segunda-feira, 29 de maio de 2017

Se eu fosse...

Se eu fosse poeta
seria pensador
para poder escrever e ignorar a dor.

Se eu fosse o teu coração
seria   paixão
para me tornar na tua salvação.

Se eu fosse um cobertor
seria bem quentinho
para te aconchegar com carinho

Se eu fosse um vício
seria tabaco
para nascer nas tuas mãos e morrer nos teus lábios.

Se eu fosse a esperança
seria o Sol
para te iluminar.

Se eu fosse a Lua
seria enorme
para atravessar a noite

Se eu fosse eu fosse pura, leve e delicada
seria a água
para te refrescar e libertar.

Se eu fosse um mapa
seria o de um tesouro
para me encontrares

Se eu fosse aquela
seria como o Universo
para te perderes em mim e nos juntarmos num só verso.

Se eu fosse um foguetão
seria branco
para te transportar em paz.

No entanto, sou como sou!

Poema coletivo 9º E FEM

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Poesia é...

A criatividade ao escrever
Letras a pairar no ar
A arte que se lê e sente
Cantar com palavras.

A expressão de sentimentos
Uma nuvem a passar no céu.
Uma palavra em mil
parte do amor que anda no ar.

Uma nuvem de fantasia
Um sentimento incontrolável
Uma maneira de expressar a felicidade e a tristeza
Um trocadilho de palavras.

Uma jóia da literatura...

Poema coletivo- 8ºF




Inveja

Inveja, que sentimento tão feio.
Nunca sintas isso por ninguém,
Todos somos únicos, se sabes isso é o meu receio...
Será que pensas ser alguém?...

Tu podes invejar,
Eu invejo o amor daquele olhar...
Invejar por se ser quem se é,
Não é muito bonito da tua parte, "né"?!

Eu escrevo, e crio o meu momento,
Tu espias e criticas...
Vejo-te atrás de mim, não me suplicas,
Nesta situação me sento,
E continuo a criar o meu momento...

Entre nós não existe amizade,
Custa-me dizer isto.
Sobre mim não é curiosidade,
Que ninguém se meta nisto.

Não quero protetores,
Não mereço criticadores,
Dentro de mim já há dores,
Tu, e os teus supores...

Este poema não está como eu quero.
Mas saiu de dentro daquilo que por ti sinto,
Sentimento é, e por ele não me esmero...
Só as verdades digo, pois não minto...

Luana Nascimento - 7ª A FEM




Numa escala de 0 a 10

Um, dois, quatro, sete e dez?
É assim que se conta, não é Minés?!

O meu gatinho Minés, ele ensinou-me a sonhar,
Daquilo que principalmente me faz pensar.
Com ele imaginar,
As pessoas amar...

Minés?
Numa escala de 0 a 10...
Quanto é que eu o amo?...
Aquele "ele" de que alguém eu chamo?

Não sei mais nada que rime com dez.
Minés?
Dez... em número ou por extenso?
Espera!... Eu penso.

Eu penso, penso.
Tu paras e paras...
Ele pára para me acalmar.
Nós e o nosso bom senso,
Vós, reis e contos de fadas...
Eles que me ensinaram a amar.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez!
Depois desta história toda, lembrei-me de contar...
Já sei fazê-lo, vês Minés?!
Contei os números que me acabaram de ensinar...

Este poema não quero acabar,
Pois à minha infância me fez voltar,
Discretamente falei de amar,
Shiu!... Pois a ninguém podes contar!



Luana Nascimento- 7º A FEM

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Poema das comparações

O meu livro é como o meu abrigo
Imprevisível como uma mente infantil
Atrai-me tanto como a força gravítica
Assim como o néctar atrai a abelha
É rugoso como as rochas, puro como o amor
Assim como o sol brilha no céu, tu brilhas para mim.
Ai! Que menino delicado que até parece uma fada
O sorriso dela ilumina a minha vida
Parece-se com a beleza do sol e do mar em aliança
Os seus lábios lembram-me o mar,
Perco-me neles quando estou a sonhar
Os seus cabelos são como o sol que brilha infinitamente.
Aquela flor parece-se com o seu coração
Floresce a cada dia
O sopro do vento é como o assobio da sua aura
A vida é assim, é como as montanhas
Tem altos e baixos...

Poema coletivo 9ºE



Saudade é ...

Sentir falta de alguém
Um sentimento doloroso
Que se sente, mas não se vê
Relembrar as melhores memórias.

Querer estar com alguém que não está presente
Recordar os momentos vividos
Uma folha em branco
Sentimento poderoso que nos consome.

Relembrar alguém no coração
Algo incontrolável
Um desgosto nostálgico
Querer ter e não poder.

Amor
Sentir falta de carinho
Estar longe e sentir-se perto
Algo que não se explica, apenas se sente
Ter um sentimento.

Sentir dor, angústia e um vazio no peito
Recordar velhos tempos
Sentir falta do que já não tenho
Querer o que stá longe.

Lembrar o passado iluminado
Correr na rua enquanto criança.

Poema coletivo- 9ºC

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Quero amar-te

Eu quero muito coisa,
Coisas demasiadas...
Tal como as flores de loiça,
Tudo num conto de fadas.

Mas só uma,
Aquela que eu mais quero.
Flutuando como uma pluma...
Pelo tempo que eu sempre espero.

Eu quero uma pessoa,
Também quero ser feliz.
Com o coração que sempre voa...
Voando para outro país.

Vou direta ao centro,
Eu quero-te a ti.
Sobre mar me sento...
O toque entre si...

Falo sempre de um "ti"...
Cujo  nome eu não revelo.
Toco: dó, ré, mi...
A tristeza em mim cancelo...


Luana Nascimento 7ºA FEM


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mudança

Mudar custa bastante
Mas, entre tudo e perante
Perseverante
Se sente e afim
Sentido de seda e cetim

Não sei de que escrevo
Das palavras...
Diferente, do que eu temo
Sentido poeticamente, de armas. 

Sou eu, mudo o mundo
A letra, sem nenhum sentido
Não fala, não escreve só depressa afundo. 
Não escreveste, mas para mim está lido. 
Não fales, mas expressa...
A mudança de sentimento que absorve a má fé da cobrança. 

Está poético, drástico e escandaloso,
Eu vou mudar a minha forma de escrever...
Profundo mortuoso. 
Quero ir mais além do saber. 

Luana Nascimento 7º A FEM


Tu e esse teu dom

Tu
Com esse olhar
num micro-segundo,
levas me a disparatar
 
Tu
Tu e só tu.
És aquele amigo
Aquele amigo que destrói paredes
Aquele que só tu entendes 

Tu 
O meu amigo de coração.
Já me desiludiste. E eu a ti.
Mas amigo verdadeiro tem sempre perdão.

Tu
Mostraste-me o mundo das rimas
Ensinaste-me a não desistir,
e aqui estou eu agora ao teu lado
Sem resistir

Tu
És aquele rapaz
Aquele rapaz que não desiste por nada
Aquele que sabe que é capaz.

Posso dizer e fazer bastantes parvoíces.
Não ligues...
Sabes como eu sou.
A verdade é que tu tens um dom.

Um dom
Um dom que consegue
acalmar-me num segundo
Um dom profundo

Não temos regras
A nossa amizade é inquebrável
Destruí-la ?
Impensável!

Se um dia eu quiser ir embora,
nada vai acabar.
Porque tu tens um dom
Um dom que me faria voltar
Voltar para te abraçar.

Por isso não interessa
o que eu faço ou não faço.
Porque tu,
tu és um 
Amigo de Aço


Dedicado ao meu melhor amigo: Tomás
Sofia dos Santos 7ºA FEM

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Já com um cheirinho a férias da Páscoa, aqui ficam umas deliciosas " amêndoas" para saborear...


Poemas

Poemas
Nunca tenho vontade de fazer
Mas quando começo um verso
a magia começa a acontecer.

Poemas
Se quiser posso quebrar as regras,
posso escrever em prosa
com mil temas.
Quebrar as regras sem problemas.

Poemas
Irresistíveis e viciantes.
Escritas por pessoas simples
ou importantes.

Poemas
Porquê deixar de escrever? Porquê continuar?
Posso escrever sem parar ,ou simplesmente
Deixar de tentar!

Poemas
Profundos e misteriosos
Disfarçam tudo sem esconder nada
Poemas alegres ou sem piada?

Poemas
Escreve-se sobre tudo
desde raiva até ao amor 
Ensinam-nos a viver
sem Dor!

Mas às vezes a dor vence,
perdemos a coragem.
Não queremos continuar mais.
Fim de viagem


Sofia dos Santos 7ºA



Eu quero pintar

Eu quero pintar,
Mas não quero chorar...

Não sou boa pintora,
Nem boa escritora...

Com cor-de-rosa eu estou a escrever,
Pois pintar não vai acontecer...

Tenho saudades de pintar,
Mas, também, talvez de amar!...

Quero-te aqui, aqui bem perto,
Magoar-me?! Não, eu sei que és esperto...

Tu, eu, nós, sabes o que vamos fazer?!
Aquilo que está agora a acontecer...

Juntos vamos ficar,
Aqui,e agora, sentados pintar...

 Luana Nascimento, 7º A FEM



Talvez, não...

Hoje estou do contra,
Eu digo que sim, e tu não!
Tudo isto na "descontra"...
Dizemos coisas que não o são!...

Mesmo, que para o ano tudo acabe,
O que me ensinaste neste ano...
Será para sempre, o que se sabe.

A nossa amizade,
Nunca tinha encontrado algo do género...
Pelo que outra, não a tivesse já perdido,
Eu sei, e anseio que acabe...
Depois de três anos, finalmente o ter conseguido.

Adoro a tua forma de calcular,
Consegues sempre pôr-me a pensar.

Sei que estás do contra.
Adoro essa tua "brincadeira"...
Sim, talvez não, isto seja uma confronta.
Tudo isto, e eu sentada a escrever numa cadeira...

Talvez sim,
Talvez não...
Como sabes, que por mim...
Amor o são!...

 "inspirado e dedicado a uma pessoa que me ensinou a ver o outro lado: Maria Teresa"... 

Luana Nascimento, 7ºA- FEM


terça-feira, 28 de março de 2017

É com muito agrado que divulgamos alguns poemas elaborados pelos alunos do 2º vocacional, do curso de Manualidades, produzidos nas aulas de Português:


 Na senda de Alexandre O’Neill…
 A amizade é um pássaro
Que nos dá asas para voar;
Um amigo é uma janela
Que está sempre aberta para nós;
Um amigo é um animal
Quando é falso
Embora haja animais mais verdadeiros do que as pessoas

 (Poema coletivo, elaborado pelo 2º Vocacional de Manualidades)

 A vassoura ia a conduzir um carro.
A pá ia caminhando pela rua.
O lixo falou com elas:
-Querem sair comigo?
Ir a um bar?
Elas aceitaram e foi uma noite fixe!

 (Steven, 2º Vocacional de Manualidades)

 Uma porta abriu-se diante de mim
Espreitei lá para dentro e vi que não tinha fim
Entrei
E vi um homem que me disse assim:
 - Se ao fim queres chegar, por mim tens de passar!
E eu respondi:
 - Se, por ti, tenho de passar este conselho te vou dar: 
Sai de diante de mim, ou levas com um pudim!

 (Ricardo Mendes, 2º Vocacional, Manualidades)


Para o dia de S. Valentim… 

Quem me dera saber
Quanto custas
Fosse em prata, ouro ou diamantes…
Que preço teria eu de pagar
Só, por um só, teu olhar?
Que tenho de destruir
Para veres o meu sentir?
 Gostava de te roubar
Para no céu te beijar
E fugir da confusão…
 E tu, que queres, meu coração?

 (Nazar Bezkorovaynyy, 2º Vocacional, Manualidades)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Para celebrar o Dia da Poesia, deixamos-vos um lindo poema de uma aluna que já pertenceu a este Agrupamento e que muitas saudades nos deixou....

Tu és a essência

Não és terra, não és mar
Quero-te ver, quero-te sentir
És a brisa suave deste pesado ar
És o céu estrelado que quero atingir.

Estamos sempre juntos
Como a raiz presa à terra
Completas-me como o Sol à Lua
Sinto-te ao meu lado quando ando na rua.

Vejo-te no escuro da noite
Ouço-te no silêncio da melodia.
Todo este medo me torna afoite,
Para mim és a luz de um novo dia.

Limpas cada lágrima que cai
Abafas cada grito de solidão
Não és alma que desaparece e sai,
És a batida que entoa no meu coração.
 

 Noémia Simões




)



















domingo, 12 de março de 2017

Seguem três bonitos poemas de Luana  e um de Fernando Pessoa que se enquadra nesta temática

Esquece a força para lutar

Esquece os dias de sol,
Esquece as notas, e a clave de sol.

Esquece tudo o que conheces,
Nada do que pensas que sabes, é verdade.
Não sei o que pareces...
Tenho muita saudade.

Extenuante, é a minha vida,
Cansada de viver, eu estou.
Tenho toda a lição de vida obtida,
Pessoa cheia de emoções e sou...

Esquece o amor,
Relembra a dor...

Passado... eu gostava de o reviver,
Nada de preocupações em crescer.

Com ninguém eu quero falar,
Com toda a gente me quero calar,
Sem força para lutar,
Nenhuma batalha eu sou capaz de travar...


Luana Nascimento. 7º A FEM


Sentimos a mesma dor 

Não quero acreditar que é verdade,
Estou longe de ti há tanto tempo...
É tão profunda a dor da saudade.

Quero mais!...
Não quero apenas falar ao telefone,
Quero ver as tuas feições, quero entender os teus sinais...
Lembras-te do último dia, aquele em cantámos pelo mesmo microfone...

Lembras-te daqueles dias de primavera,
Estávamos sentados no banco de jardim.
Éramos tão felizes naquela era.
Eu sei que continuas a gostar de mim...

Não quero acreditar que é verdade,
Estou longe de ti há tanto tempo...
É tão profunda a dor da saudade.

O destino é cruel...
Mas não vamos lutar,
Os dias dos rebuçados de mel...
No fim o amor vai triunfar.

Luana Nascimento. 7º A FEM


Mentira

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Sobre algo, obviamente...

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Sobre algo que se sente...

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Só porque sim, por e simplesmente...

Mentir ou omitir a verdade,
Para experimentar, pela curiosidade...

Mentir para proteger,
As pessoas que querem crer...

Eu minto, tu mentes, ele mente,
Acontece, nem que se tente...

Uma grande mentira se conta,
Grandes consequências para uma confronta...

Eu minto, tu mente, ele mente....

Luana Nascimento. 7º A FEM


Cansaço


O que há em mim é sobretudo cansaço — 
Não disto nem daquilo, 
Nem sequer de tudo ou de nada: 
Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
Cansaço. 

A subtileza das sensações inúteis, 
As paixões violentas por coisa nenhuma, 
Os amores intensos por o suposto em alguém, 
Essas coisas todas — 
Essas e o que falta nelas eternamente —; 
Tudo isso faz um cansaço, 
Este cansaço, 
Cansaço. 

Há sem dúvida quem ame o infinito, 
Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
Há sem dúvida quem não queira nada — 
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
Porque eu amo infinitamente o finito, 
Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, 
Ou até se não puder ser... 

E o resultado? 
Para eles a vida vivida ou sonhada, 
Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... 
Para mim só um grande, um profundo, 
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, 
Um supremíssimo cansaço, 
Íssimno, íssimo, íssimo, 
Cansaço... 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 


sábado, 18 de fevereiro de 2017



Prefácio dos “Lusíadas”

Nesta epopeia vou enaltecer
O meu país e a sua história
As várias batalhas que teve de combater
E que não me falhe a memória
As vidas que teve de perder
Para tão grande glória
Aqui vou cantar, não a minha alegria
Mas sim aquilo que nos diferencia

Esta é uma epopeia diferente
Pois não se refere a um herói singular,
Mas sim aos combatentes
Que elevaram este meu país, Portugal
E peço aos deuses crentes
Que me ajudem a torná-la universal
Pois ninguém vai ver, nem ler
Coisa tão gloriosa. Isto arrisco-me a dizer


Esta epopeia é escrita agora,
Pois digo que este é o maior acontecimento
Nunca visto e acontecido outrora
Pois são tantas as emoções de tormento
Muitas relacionadas com a demora
De não chegar o momento
Da chegada de Vasco da Gama à Nação
E dos seus companheiros de excursão.


José Mendes- 9ºB FEM


Prefácio dos Lusíadas


Nesta epopeia pretendo cantar
Os feitos dos portugueses
De forma a embelezar
O trabalho que tiveram durante todos estes meses.

Não tenho qualquer intenção
De ser reconhecido
Apenas quero que cada geração
Saiba pelo que o seu povo é conhecido.

Pretendo que existam comparações
Entre os nossos heróis e os da Antiguidade
Não porque sou Camões
E sim porque somos uma nação de bondade!

Uma epopeia é o que o povo precisa neste momento,
Para os nossos feitos ficarem guardados
E não serem só palavras levadas pelo vento
Ficando assim para sempre preservados…


Anabela Florência, 9ºC FEM

Camões inspirou-se e permitiu que outros se inspirassem. Dois bonitos prefácios à obra
Os Lusíadas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Neste dia repleto de afetos, aqui ficam uns belos poemas que de mimos nos deixam repletos. Obrigada Luana e Sofia.

Verdadeiro beijo

O primeiro beijo,
O beijo de verdadeiro amor,
O meu maior desejo.
Quero ser a tua única flor...

Verdadeiro amor,
Algo inesperado...
Por qualquer que seja a tua dor,
Aqueço qualquer coração gelado.

Julieta e Romeu,
Mas o que é que me deu?...

Não pertenço a um conto,
Um conto de fadas...
No teu cavalo eu monto,
Num cavalo com asas!...

Como Julieta e Romeu,
Os dois sozinhos,
Passar o tempo, tempo que se perdeu...
Esquece os dois destinos.

Beijo de verdadeiro amor,
Como sei se é verdade,
Não quero voltar a sentir aquela dor,
A dor da saudade.

Quero sentir aquela sensação,
A mil tenho o coração.

A minha vez há de chegar,
Apenas tenho de acreditar,
De que o meu príncipe de encantar,
Me irá beijar!...


Luana Nascimento 7º A FEM


Liberdade

Liberdade é poder agir sem pensar duas vezes.
É tentar fazer o impensável.
É olhar para as nuvens e imaginar o que quiser.
e ser completamente irresponsável...

É abrir uma janela num dia de chuva,
e sentir uma brisa quente de verão.
É dares-me uma ordem
e eu dizer NÃO!

Liberdade é pensar 
no que me apetecer quando me apetecer.
É estar contigo naquele pinhal
e falar até anoitecer.

Liberdade é ir sem ter destino
e enfrentar os nossos medos.
É ser o que quiser ser!
E ter infinitos segredos.

É sonhar sem limites.
É poder ser feliz sem ter prazo de validade
É fazer asneira
e merecer uma segunda oportunidade.

Liberdade é poder estar contigo
e amar-te perdidamente.
É não querer saber o que os outros pensam
simplesmente ser o que sou realmente.

Sofia dos Santos 7ºA FEM


Gaivota de Asas Grandes

Gaivota que sempre voa.
Que como eu se liberta,
Para ela, 
Que bem que o significado de amor soa!
Que entre as nuvens se desperta...

Se como ela queres voar,
A liberdade tens de respirar.

O amor que ela tem,
Pelas suas lindas asas,
Vida com elas? Ficar sem?!

Não conseguiu pensar,
Sem elas terás de voar.
Tens de sem elas, aprender a amar...

Gaivota de asas grandes,
Em que as asas pensam:
Se calhar talvez realmente nos ames...

Luana Nascimento 7A FEM


Esse teu olhar

Admiro esse teu olhar,
Essa tua forma de me amar.

O passado, mudou a forma como nos damos,
Mas não a forma como nos olhamos.

Vejo-te todos os dias,
Tento perceber o que vias.

De mãos dadas, de nós, eu lembro,
Quebrar o gelo que formaste, eu tento.

Uma promessa, há uns tempos, eu fiz,
Por amor, quebrá-la eu nunca quis.

Se algo acontecesse,
Nunca quebraria a promessa, mesmo que parecesse.

Acho que não compreenderias,
Jamais me olharias.

Esse teu olhar,
essa tua forma de me amar...


Luana Nascimento 7ºA FEM

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Mais uma mão cheia de bonitos poemas, leiam e saboreiam as palavras destas jovens que muito prometem...

O meu poema

O meu poema,
vou escrevê-lo aqui, ao teu lado.
Vai ser pequeno ou grande.
Vai ser triste ou animado.

Vou adorar escrevê-lo,
vai ser um poema só meu.
Vai vir do meu coração,
e não do teu.

Já escrevi muitos,
e irei escrever mais.
Não há limites para nada,
nunca é demais.

Não vai ser um poema como os outros,
vai ser um poema invulgar.
Vai ser engraçado
e sem vontade de chorar.

Parece que me falta algo,
Imaginação!
Vou acrescentar um pouco de magia.
Um pouco de emoção!

Agora que olho para o que escrevi,
vejo que fiz um poema.
Não era como eu dizia,
mas não há problema.



 Sofia dos Santos 7º A FEM



Voltar atrás

Há muito tempo,
Eu era feliz,
Sei bem que tento.
Mas não posso remediar o que fiz.

Quero sonhar,
Quero ver-me livre desta obrigação.
Quero tempo para amar,
Quero ser o que está dentro do meu coração.

Estou farta de chorar.
Relembro-me de momentos,
Não paro de pensar,
São confusos os meus sentimentos.

Sozinha nesta luta,
Sem saber o destino.
Tudo em mim é uma disputa,
Tenho medo de seguir caminho.


Luana Nascimento, 7º A FEM

Sempre tu

Eu sabia que,
Algo estava errado, mas e se?!

A distância separou,
A nossa amizade quebrou.

Seremos sempre o melhor,
O melhor tempo um do outro.
O teu sorriso eu sei de cor,
Dos tempos em que ficavas louco...

Está quase,
Sempre te disse que voltaria.
De amizade temos a mesma base,
Sei que ninguém igual ti existiria...

Contigo serei feliz,
Parece, de cara,
Voltar ao teu encontro eu sempre quis.
Amizade como a nossa é rara...

Luana Nascimento, 7º A FEM


Poesia é...

Poesia é mais do que escrever
É brincar com as palavras
É sobretudo aprender

Poesia é algo maravilhoso
É tão bonito
E pomposo

Poesia é escrever sem ter medo
Mostrar o que pensamos
Sem guardar segredo

Poesia é parte de mim
Parte do meu coração
E mais nada me faz sentir assim!

Maria Sirbu, 7A FEM


Saber e não saber.

Há coisas que eu não sei,
nem nunca vou saber.
Todos têm os seus segredos
Medos...
Que nunca irei perceber.

Nunca vou saber aquilo que pensas.
Nunca vou saber se és aquilo que eu vejo.
Se és a pessoa 
que tanto desejo.

Nunca irei saber se este caminho tem fim,
ou se terei sempre força para continuar.
E se nos momentos difíceis
estarás sempre lá para me apoiar...

Nunca saberei porque o céu é azul,
ou porque o teu sorriso me põe feliz
PORQUÊ,PORQUÊ,PORQUÊ?
Porque é que nasci neste sítio, neste lugar, neste país?

Porque é que quando pego na raquete,
não quero fazer mais nada neste mundo.
Quero simplesmente jogar
e não pensar durante um segundo...

Porque é que quando escrevo não consigo parar
Mesmo que queira, este sentimento continua a puxar
A puxar pela a minha inspiração,
Dedicação...
Algo que não consigo controlar.

Há tanta coisa que não sei
e gostava de saber.
Mesmo talvez coisas que para mim sejam óbvias
Mas que para ti tenha muitas histórias.
Histórias que não irei entender

Mas afinal,
Nunca digas nunca,
Um dia saberei a verdade.
Entre o mar e o gelo,
qual era a prioridade?

Poderei nunca descobrir,
a verdade tão imaginada.
Mas no fim quando tudo acabar,
e eu realmente perceber
por ti irei esperar.

Sofia dos Santos 7ºA FEM





segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Uma decisão



Dois caminhos,
uma decisão.
Tu ou ele?
Fazer uma opção.

Dois amores,
um sentimento.
Aguenta coração!
Mais um batimento!

Um amor de verão,
Um amor de infância,
Mil discussões,
Mil e uma sem importância.

Tenho que escolher,
qual de vocês vai ser.
Sentir tanto amor é incrível!
Mas ficar com os dois é impossível!

Não sei quem escolher,
só o meu coração 
é que consegue ver.
Consegue ver a decisão que vou tomar.
Qual de vocês os dois,
me vai pôr a sonhar.

Sofia dos Santos 7°A FEM



sábado, 14 de janeiro de 2017

Temos a honra de dar a conhecer um poema de uma nova colaboradora deste blogue, a Maria, espero que apreciem tanto como nós e que este seja o primeiro de muitos outros...

O caminho errado

Hoje, eu encontrei,
Uma pessoa especial
Que nunca esquecerei.

Com ela falei
E nos piores momentos
Com ela desabafei.

Um erro eu cometi,
No meio de tantas mentiras
Deixei de confiar em ti.

Sozinha te deixei
Num caminho de tristeza
Que nunca mais verei.

E no meio da escuridão,
Fez-se luz
Quando ela me agarrou a mão.

O caminho ela sozinha atravessou 
E vinda da solidão
De novo ela me abraçou.

Maria Sirbu, 7ºA FEM
A poesia é sem dúvida uma formas de expressar sentimentos, de comunicar e de partilhar. 
Este bonito poema intitulado Uma Amizade foi escrito pela Luana com o intuito de o dedicar a alguém especial, alguém que dá significado à palavra amiga, a Mafalda. Que gesto tão  bonito!...

Uma amizade

A amizade não é feita de piedade,
Ontem percebi que não é preciso ser da mesma idade,
Porque na amizade,
O que conta é a criatividade...

Foste a melhor pessoa que apareceu na minha vida,
És o meu anjo da guarda,
Deixaste-me comovida,
Não deixas escapar nada.

Com tudo aquilo que aconteceu,
Jamais pensei que iria melhorar.
Porque durante um tempo o meu sonho morreu,
Mas tu ensinaste-me de novo a sonhar.

Depois, tudo acabou,
E ao meu lado,

O teu coração sempre ficou.

Dedicado à Mafalada por
Luana Nascimento, 7ºA, FEM

Só sei não saber...

Só sei não saber...

Não sabes o que eu não penso,
Mas pensas o que eu não sei.

Te regalo esse teu pensamento,
Pelo amor que te roubei!

Amargo esse teu silêncio,
Encantado enfim seja,

Cheio de morangos e cerejas.

Luana Nascimento 7ºA FEM

domingo, 8 de janeiro de 2017


 Para iniciar o novo ano, nada melhor que uns bonitos poemas das nossas mais recentes colaboradoras, Bom Ano 2017 a todos e disfrutem da nossa poesia...


Noite de Natal

Nesta noite de Natal,
Há sorrisos espalhados pelas casas
O amor anda por aí,
Parece que tem asas.

O amor passa pelas casas
É um esplendor
A magia do Natal...
Não é encantador?

Estamos com a família,
Felicidade e alegria!
Todos os anos, o Natal é diferente,
Fazemos uma melhoria!

Mãe,  pai, feliz Natal!
Adoro-vos do fundo do coração!
Nesta noite tão especial,
Vocês são a minha inspiração!


Sofia dos Santos   7A FEM

Ser poeta

Ser poeta é imaginar o impossível
e torná-lo real,
É transformar coisas inúteis
em algo especial.

É compreender o mundo,
mas não compreender a nós próprios.
É sentir que tudo está perdido,
quando na verdade,
tudo faz sentido.

É conseguir ver o outro lado da parede,
o outro lado da situação.
E mesmo sem saber,
inventar uma continuação.

Uma continuação,
Perfeita ou não.
Real ou imaginária?
Eis a questão.

É achar que vivemos
num sítío diferente
e que só escrevemos poesia
 por acidente.

Mas nada disso é verdade,
Destino?
Nós não escolhemos,
simplesmente aceitamos e vivemos.
                                                                                                                
  Sofia Santos 7ºA FEM

Alivio

Uma lágrima caí...
Um alivio indesejado,
Que vem e te trai!...

Morta por dentro...
Certas palavras transmitem algo...
Algo que atravessa o centro...
O centro da minha serenidade...

Com a minha idade, as experiências vêm e vão.
Mas, por vezes, os meus joelhos caem no chão...

Sem força para lutar,
Algo dentro de mim luta para sair...
E quando sai,
O meu interior liberta-se...
Interior que finalmente sabe como amar...
Então amar é como lutar...

É algo dentro de mim que chega ao meu fim...

Luana Nascimento 7º A FEM